Resenha: Will Grayson Will Grayson + Promoção de aniversário do Livro & Pipoca

Olá, bookaholics!!! Esta é uma postagem diferente, já que hoje estamos comemorando 2 anos de Livro & Pipoca! Já tem um tempinho que venho preparando a surpresa de hoje para vocês e eu realmente espero que gostem! Bem, envolve John Green, porque nada mais justo que meu autor  favorito aparecer por aqui no dia de hoje, certo?

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Vou começar com a resenha super especial de Will Grayson Will Grayson e em seguida darei os detalhes de uma promoção incrível para comemorar o aniversário do blog, portanto, leiam até o final, hein?

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Will Grayson Will Grayson é uma colaboração entre John Green e David Levithan (Todo Dia) e conta a história de dois rapazes completamente diferentes que acabam tendo suas vidas cruzadas e descobrem algo em comum: ambos se chamam Will Grayson. O livro é intercalado entre os capítulos do Will de John Green e o Will de David Levithan, o que te ajuda a perceber o quão diferentes são as formas de escrita dos autores, (a maneira com que Levithan escreve com letras minúsculas o tempo inteiro enquanto John Green adora um caps lock) mas que de certa forma conseguem produzir algo em comum.

O Will de John Green (a quem chamarei de Will nº1) é um cara normal, que passaria completamente despercebido na escola se seu melhor amigo não fosse Tiny Cooper.

“Não muito inteligente. Não muito bonito. Não muito legal. Não muito engraçado. Esse sou eu: não muito.” Página 219.

Eu não poderia descrever a singularidade de Tiny Cooper de uma forma tão incrível quanto a que está no livro, então vou transcrevê-la aqui:

Tiny Cooper não é a pessoa mais gay do mundo, tampouco é a maior pessoa do mundo, mas acredito que ele possa ser a maior pessoa do mundo que é muito, muito gay, e também a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande.” Página 9.

Tiny é o tipo de pessoa que se destaca na multidão e consegue brilhar mais que as pessoas que estão ao seu redor, quase como se todas elas girassem em torno dele (basicamente como o Sol), e isso inclui Will. O grande sonho de Tiny é escrever/produzir/estrelar um musical sobre a sua vida e o livro vai se desenvolvendo a partir da produção do musical.

O Will de David Levithan é problemático, depressivo e não tem amigos. Vive no seu próprio mundo, que consiste em apenas conversar com seu namorado, Isaac. É Isaac a única razão para Will continuar respirando. O problema é que o namoro é virtual e eles não se conhecem pessoalmente. As únicas pessoas com quem Will convive são sua mãe – e ele a trata como se não fosse ninguém – e Maura, uma garota da escola com quem ele lancha todos os dias sem trocar mais que meia dúzia de palavras e sem manter uma relação de amizade de verdade.

“eu me sinto mal por ela – sinto, sim. é uma pena, mesmo, que eu tenha que ter mãe. não deve ser fácil ter um filho como eu, nada pode preparar uma pessoa pra esse tipo de decepção.” Página 32.

Maura quer bem mais que falar de forma monossilábica com Will e vai tentar de tudo para conseguir o que quer.

Sim, mas quando eles se encontram? Bem, eles moram em cidades diferentes e esse encontro só acontece porque Isaac mora na mesma cidade que o Will nº1. Isaac marca um encontro para que ele e seu namorado finalmente se conheçam e é aí que o cenário é montado para que os Graysons se cruzem. Will nº 1 acabou de ser barrado na entrada de um show que gostaria muito de ir e que provavelmente mudaria sua situação estranha com Jane, uma garota que faz parte da Aliança Gay-Hétero da escola, a qual Tiny é presidente. Nem Jane nem Will tem talento para entender sentimentos (e aceitá-los) e isso piora quando o ex-namorado dela reaparece.

“Se você não pode confiar nos próprios instintos, então vai confiar em quê?”

“Você pode confiar na ideia de que gostar de alguém, como regra, acaba mal.” O que é verdade. Gostar não leva ao sofrimento de vez em quando. Leva sempre. Página 27.

Sem poder assistir ao show, ele resolve tentar se divertir de outra forma para mostrar a Tiny e Jane que ele também teve uma noite incrível. É aí que ele decide ir a uma sex shop, que é justamente o local combinado para o encontro entre Isaac e Will nº2. Depois do choque inicial ao perceberem que possuem o mesmo nome, eles conversam e Will nº1 apresenta Tiny, que o encontra após o show, a Will nº2, e nesse momento a vida de ambos muda.

Não poderia ser um livro de John Green se não me arrancasse muitas risadas e lágrimas. Ele encontrou o parceiro perfeito para cumprir essa missão, pois o humor de David vai te fazer repensar inclusive o que escrevemos na internet.

“se alguém usar lol comigo, eu arranco o computador da parede e o acerto na cabeça mais próxima. afinal, as pessoas não estão laughing out loud, ou seja, rindo alto das coisas para as quais elas põem lol. […] ou <3. você acha que isso parece um coração? se sim, é porque nunca viu um escroto.” Página 39.

Will Grayson Will Grayson é uma história sobre a descoberta de quem realmente somos e uma reflexão sobre o que significamos para outras pessoas. Será que somos aqueles que brilham demais ou aqueles que se permitem ser ofuscados?

Para Will & Will (nome da versão brasileira do livro), dou 5 baldes de pipoca. Eu daria mais que isso se tivesse um CD com as músicas do espetáculo!

Você terá a chance de ganhar Will & Will, além de chances de ganhar outros prêmios. Vou explicar tudo direitinho agora.

Vamos aos prêmios! O primeiro sorteado receberá um exemplar de Will & Will

O segundo sorteado receberá 2 bottons de A Culpa é das Estrelas:will

Regras para o sorteio de aniversário do Livro & Pipoca:

1 – Você deve ser seguidor do blog. Se você ainda não é, basta digitar o seu e-mail nessa caixinha no canto superior direito da página, cujo título é Siga o L&P.

2 – Preencher esse formulário

2 – Ter um endereço de entrega no Brasil.

3 – O período de inscrição será até às 23:59 do dia 24/12/2013 (isso mesmo, véspera de Natal!)

4 – Caso sorteado, o ganhador terá 48 horas para fornecer os dados completos para envio (farei o contato via e-mail, o que você usar para seguir o blog)

Boa sorte!

#MinhaPlaylist 03 – Invasão Britânica

Fui tomada pelo espírito britânico depois de assistir ao X Factor USA essa semana. O tema era British Invasion e me inspirou a montar a terceira #MinhaPlaylist com meus artistas britânicos favoritos! Confesso que é muito difícil escolher uma música só para representar cada um deles, de verdade. Espero que vocês gostem! A ordem das músicas/artistas não segue qualquer tipo de ordem de preferência, até porque seria muito difícil escolher isso também! Vocês podem ouvir a playlist nesse link.

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Adele – Quando Adele estourou em 2011 demorei a gostar dela, não sei exatamente por que.  Bastou ouvir Rumour has It, uma das músicas menos populares do 21, que me rendi. Foi esta música que escolhi para a playlist.

Jessie J – Acho que Jessie J tem um lugar garantido em todas as minhas playlists (vocês já devem ter notado isso). Não tenho culpa, simplesmente não consigo desgostar de nenhuma música dela! Escolhi a mais famosa, Price Tag, pela mensagem incrível. Amo esse clipe!

Lily Allen – Não sei se gostei da música que ela escolheu para sua volta à música, It’s Hard Out Here for a Bitch, muito menos daquele clipe cheio de críticas a outros artistas, mas continuo gostando das suas músicas antigas e escolhi Not Fair hoje.

One Direction – Como escolher? Como? Queria colocar uma música do novo álbum, Midnight Memories, (aguardem um post sobre MM!) mas pensei que não seria legal escolher uma música do CD que ainda não tenha sido divulgada (para quem não sabe, o álbum vazou essa semana e só será lançado dia 24), então escolhi Story of My Life, que já é single desse novo álbum, é uma música linda e tem um clipe maravilhoso!

The Beatles – Não tive nem o que pensar. Minha favorita deles, que é também uma das minhas favoritas de todas as músicas do Universo, All My Loving.

Coldplay – Não posso colocar Fix You todas as vezes em que o Coldplay aparecer por aqui, posso? Não tenho culpa se é tão boa! Nesse caso, vou escolher Yellow por ter a mesma vibe e também ser linda!

The Wanted – Gosto de todos os singles lançados até agora, mas uma das músicas tem um lugar especial no meu coração (e no meu iPod também), All Time Low. A versão acústica é tão boa que consigo ouvir repetidas vezes sem cansar.

Ed Sheeran – QUAL ESCOLHER? Estou chocada pelo fato de Ed não ter aparecido nas playlists do blog ainda, porque não consigo passar um dia sequer sem ouvir a voz dele! Vou escolher a música do meu clipe favorito dele, Give me Love.

Little Mix – Essas garotas dão de 1000×0 em qualquer outra girlband que estiver no mercado nesse momento. Os alcances vocais, as melodias e a simpatia das meninas fazem toda a diferença. Escolherei o single novo delas, Move, e o vídeo é de uma apresentação no X Factor UK, porque eu prefiro a versão ao vivo (o que é uma prova do quão boas cantoras elas são).

Pixie Lott – Faz um tempinho que não ouço nada da Pixie Lott (além do cover incrível de Royals), mas essa costumava ser a minha favorita dela, Band-aid.

McFly – Eu gostaria de conhecer mais músicas desses “garotos”, porque eles realmente são muito talentosos e super divertidos. A minha escolhida de hoje é uma música que sempre me faz chorar (mesmo que ela não me lembre de nada que eu já tenha vivido), Point of View.

Olly Murs – Olly! Adoro suas músicas sempre tão animadas e o sorriso que surge no rosto dele quando começa a cantar. A escolhida de hoje é Busy, que tem um clipe bem engraçado.


É isso, bookaholics! Espero que tenham curtido essa playlist e que estejam preparados para a surpresa que lhes aguarda neste Domingo (É ANIVERSÁRIO DO BLOG!).

Para assistir com pipoca: Jogos Vorazes – Em Chamas

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ALERTA: MUITOS INDÍCIOS DE FANGIRLING NESTA RESENHA.

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Peço desculpas se em algum momento nesta resenha eu perder totalmente o foco e começar a surtar. Você me entenderá se tiver assistido ao filme ou quando assistir, porque DEFINITIVAMENTE você não vai poder perder a chance de ver essa obra de arte.

Vim fazendo contagem regressiva para o dia de hoje desde que a data foi anunciada (e Deus abençoe a Paris Filmes por ter diminuido uma semana da minha espera) e obviamente, minhas expectativas eram altas. Posso dizer com firmeza que não estou desapontada, pelo contrário, minhas expectativas foram superadas!

Com um orçamento de aproximadamente 160 milhões de dólares, o dobro do primeiro filme, Em Chamas teve todo o suporte para ser um filme incrível, cheio de efeitos mais que especiais. O diretor, Francis Lawrence, com certeza soube aproveitar bem cada centavo. Meus olhos pareciam não acreditar na perfeição daquilo tudo. Nada que eu venha a escrever aqui fará jus a esse filme. Nada.

A história tem início com a preparação de Katniss e Peeta para a Turnê dos Vitoriosos, um tempinho depois da épica vitória de ambos no 74ª Jogos Vorazes. O normal seria que eles passassem por cada distrito, fizessem discursos, fossem às festas e ao final de tudo voltassem para casa, sãos e salvos. Eles não contavam com o fato de pessoas de vários distritos terem se inspirado no ato de bravura de Katniss e o encarado como um desafio à Capital (não uma prova de amor como tentaram fazê-los acreditar). Essas pessoas começaram a se rebelar contra o governo de Panem, o que aumentou ainda mais a raiva que o Presidente Snow já sentia de Everdeen. Dessa forma, ele a visita e a obriga a convencê-lo de seu amor por Peeta, acreditando que essa seria a única forma de fazer o resto de Panem acreditar também e, assim, controlar os levantes. É nesse momento que Katniss percebe que jamais poderá ser livre, e onde a frase de Haymitch sobre não existirem campeões dos jogos, e sim sobreviventes, se encaixa perfeitamente.

Fingir afeto por Peeta não seria um problema tão grande se ele não fosse perdidamente apaixonado por ela e uma terceira pessoa não fizesse parte dessa confusão toda. Gale. O melhor amigo de Katniss, que assistiu aos Jogos de casa e teve de suportar todo o romance da sua amada com outro homem. Gale vai surgir nesse filme de uma forma muito diferente do primeiro, mais firme, mais maduro, com mais certeza do que quer, e cuja personalidade revolucionária já começa a se cristalizar.

CAT2A Turnê dos Vitoriosos não é bem sucedida e o Presidente Snow, com a ajuda do novo Idealizador dos Jogos, Plutarch Heavensbee, resolve reunir tributos vitoriosos de todos os distritos na 75ª edição dos Jogos Vorazes, mais conhecida como o Massacre Quaternário. Ora, seus problemas estariam resolvidos, tendo em vista que Katniss era a única vencedora mulher do Distrito 12 e, portanto, não podia escapar da arena. cfgif

cat1Com a nova edição dos Jogos, surgem novos personagens, como Finnick Odair – interpretado pelo incrível Sam Claflin – e Johanna Mason – vivida pela surpreendente Jena Malone, que vão conquistar o público. O Presidente Snow só não contava com o que os “novos” tributos fariam na Arena, e isso eu não vou falar! Você tem que assistir para saber! Pelo menos não falarei nessa parte do post. Se você não tiver assistido ainda, não leia NADA a partir da palavra SPOILERS.

Para você que não viu o filme ainda, prepare-se para se encantar por Finnick Odair e pelo show de interpretação que Sam Claflin deu ao encarnar esse personagem. A minha grande surpresa foi a Johanna de Jena Malone (a única atriz do cast que não me convencia de jeito nenhum), que parecia ter sido tirada diretamente da minha mente enquanto lia as cenas daquela personagem. Os antigos personagens, Katniss, Peeta, Haymitch, Effie, Prim e companhia, surgiram de formas completamente diferentes do primeiro filme.

Jennifer Lawrence, indiscutivelmente, poderia receber sua segunda indicação ao Oscar pela atuação de Em Chamas. Você simplesmente não consegue acreditar que é uma atriz interpretando a personagem, de tão perfeita que a construção de Katniss é. Josh Hutcherson surge bem mais maduro, com um Peeta machucado, de coração partido, que convence de verdade. CAT5

Woody Harrelson e seu Haymitch, sempre com aquele humor negro contagiante, te arrancará boas risadas. Effie Trinket deixará seu lado materno aflorar e sentirá bastante a volta de seus pupilos à Arena. Elizabeth Banks, mais uma vez, arrasou no papel. Outro que deu um show no filme foi Stanley Tucci e seu Caesar Flickermann. Se ele já tinha arrasado no primeiro filme, nesse ele conseguiu se superar! As expressões e risadas daquele homem eram muito boas mesmo.

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Senti falta de mais cenas entre Prim e Katniss, de momentos de cumplicidade entre as duas – afinal, tudo isso começou por causa dela., mas nada que fizesse o filme perder o sentido.

Em Chamas tem uma qualidade infinitamente superior ao de seu antecessor e não te deixa nem sequer piscar os olhos. A maneira com que Francis Lawrence abordou a história, sendo tão fiel ao livro (nunca vi uma adaptação ser tão fiel, na verdade) e sendo capaz de incluir algumas surpresas ao longo do filme e no final, é impressionante. Sabe quando você termina de ler algo incrível e tem uma vontade imediata de mandar um e-mail/carta/sinal de fogo para o autor no intuito de agradecê-lo pelo que escreveu? Tive essa mesma vontade em relação a Francis Lawrence. Se alguém tiver o e-mail/endereço/telefone dele, me avise aqui nos comentários (risos).

A trilha sonora do filme também é maravilhosa, com músicas do The Lumineers, Coldplay, Christina Aguilera, Sia, Lorde e tantos outros. Vale a pena ser ouvida e você pode fazer isso (se tiver o iTunes) clicando neste link.

Para Jogos Vorazes – Em Chamas, dou todas as pipocas do mundo! 5 baldes não são suficientes.

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Se você não viu o filme ainda, não continue a ler esta resenha. ALERTA DE SPOILERS! Depois não diga que eu não avisei.

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MELHOR FILME DA MINHA VIDA! MEU DEUS DO CÉU, O QUE FOI ISSO? EU NÃO CONSEGUIA NEM RESPIRAR DIREITO! AQUELE BEIJO EXTRA ENTRE GALE E KATNISS???? OBRIGADA SENHOR PELA EXISTÊNCIA DE FRANCIS LAWRENCE! OBRIGADA, MIL VEZES OBRIGADA!

Não me entenda mal. Amo Katniss e Peeta, surto em todas as cenas deles juntos, mas não consigo deixar de shippar Gale e Katniss também! E aquele beijo extra me desestabilizou legal. Enfim, depois de deixar clara a minha felicidade em relação a essa surpresa, vou começar a falar dos outros momentos que me deixaram tão louca que não conseguia ficar sentada direito na poltrona, nem parar de bater palmas, ou gritar, ou chorar, ou ter sérios ataques de fangirl. Vou começar a listar os momentos em que mais surtei e já peço desculpas se não fizer muito sentido.

O que foi Johanna Mason se revoltando contra a capital e mandando todos se f****? GENTE! Todas as cenas em que ela aparecia eram totalmente enérgicas e eu não conseguia parar de rir! Aquela cena do elevador vai direto para a minha lista de melhores cenas da vida! A cara de safado de Josh Hutcherson e a de ciumenta de Jennifer Lawrence estavam impagáveis. IMPAGÁVEIS!

Confesso que não senti falta alguma da Madge no filme, e o fato de a Katniss ter visto as imagens dos levantes no trem e não na casa da amiga, não fez diferença alguma para mim. Esse foi um dos únicos momentos em que o roteiro não seguiu à risca o que estava nas páginas do livro, além de terem feito Katniss contar a Haymitch e Peeta juntos sobre a visita de Snow, sem enganar o boy with the bread como fez no livro.

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Os dois momentos em que mais chorei foram a morte do Cinna (palmas para Jennifer Lawrence naquela cena e em todas as outras, na verdade), igualzinha a versão de Suzanne Collins, e a despedida de Effie, Peeta e Katniss antes dos jogos. Não aguentei Effie Trinket se desmanchando em lágrimas, não mesmo!

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A parte em que todos os tributos dão as mãos, e depois só aparecem as sombras de todos eles me deixou sem fôlego. A respiração boca à boca de Finnick em Peeta – achei ofensiva aquela quantidade de tentativas, quando podia muito bem ser eu no lugar de qualquer um dos dois, né? – e o desespero de Katniss também foram marcantes.

A fofura de Mags, o desespero de Finnick ao ouvir a voz de Annie, Wiress tão surtada quanto eu imaginei, me fizeram gostar ainda mais do filme. E a perfeição com que criaram todos aqueles efeitos e bestantes? Sem palavras.

O momento em que Katniss enforca Seneca Crane e faz uma reverência aos Idealizadores dos Jogos = INESQUECÍVEL.

TODAS as cenas de Peeta e Katniss demonstravam a química maravilhosa entre Jennifer e Josh e eram tão convincentes, tão convincentes que todo o desespero que senti pelos personagens no livro voltou à tona. A cena em que ele entrega o medalhão e Katniss finalmente deixa transparecer que precisa dele, UAU, apenas UAU.

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Aquela cena em que Katniss está sendo retirada da Arena foi uma das minhas favoritas, com as expressões de Jennifer focalizadas assim como na última cena, em que as lágrimas secavam e Katniss mudava seu semblante de derrota para um de determinação, aceitando ser o tordo e preparada para se vingar da Capital. Que grande sacada do diretor, genial, genial, genial, não me canso de dizer isso.

O filme inteiro foi tão surtante que eu preciso voltar ao cinema pelo menos mais 2 vezes para poder olhar cada cena com mais cuidado. E SURTAR AINDA MAIS, CLARO!

Para assistir com pipoca: Reign

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Como uma grande admiradora de História e da realeza em geral, fiquei extremamente empolgada quando a CW anunciou uma nova série sobre a Rainha da Escócia em 1542, Mary Stuart. A história gira em torno de Mary, é claro, que foi prometida ao futuro Rei da França, Francis, quando tinha apenas 9 anos. Em seguida, foi mandada para um convento de freiras, onde seria preparada para seu casamento.  Mais tarde, ao receber uma ameaça de morte mesmo com a proteção no convento, Mary retorna à França. No entanto, o acordo estabelecido de que ela e Francis se casariam, está desestabilizado. A França se vê ameaçada por outras nações e não tem certeza se uma aliança com a Escócia seria a melhor escolha.

É aí que a história começa, com Mary e Francis tentando aprender como separar sentimentos de suas obrigações como governantes. Um casamento não tinha nada a ver com amor, e sim com tratados entre países, estabilidade para nações. Entender isso não será uma tarefa fácil a partir do momento em que os dois se veem apaixonados.

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Mary não tem de lidar somente com as ameaças da Inglaterra, que queria a todo custo dominar a Escócia. Catarina de Médici, a Rainha da França, mãe de Francis, é uma inimiga interna fortíssima. Tudo porque Nostradamus, um vidente que serve à Coroa francesa, prevê um futuro nada feliz para Francis e isto tem a ver com a sua relação com Mary.

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Como a série ainda está no comecinho – só foram exibidos quatro episódios até agora – não posso falar com certeza que haverá um triângulo amoroso entre Mary, Francis e seu meio-irmão, o filho bastardo do Rei com sua amante Diane, Sebastian. Bash, como é conhecido, é tudo que Francis não pode ser. Livre. Como não é filho legítimo, não tem obrigações relacionadas ao trono e pode se divertir, arriscar sua vida, viajar, viver.

Outras histórias acontecem no castelo, como as que envolvem as damas de companhia de Mary, suas quatro melhores amigas que vieram da Escócia. Logo no primeiro episódio, um incidente envolvendo uma das garotas, Lola, e seu namorado, Colin. O acontecimento irá abalar sua amizade com Mary e fará com que as garotas repensem se estão ali por serem amigas da Rainha ou apenas para servi-la.

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 A fotografia da série é incrível (te dá vontade de parar o player e tirar print da tela a cada 5 segundos), a trilha sonora é impecável (logo no primeiro episódio você ouve The Lumineers! E uma música linda chamada Back to You, de um grupo que eu não conhecia, Twin Forks) e o roteiro, a escrita é muito boa também. Tudo isso faz de Reign uma série IMPERDÍVEL!

É claro que há muito romance, mas também há ação e uma verdadeira e divertida aula de História. Os personagens são bem construídos, tendo em vista que não vemos a garota principal fraquinha, melosa, que precisa do garoto 24 horas por dia ou um personagem principal totalmente forte e imbatível. Todos os personagens têm personalidades fortes, problemas internos e são envolventes.

Aqui vai uma dica: assista a essa série com um bloquinho de folhas na mão para ir anotando as melhores falas dos personagens. Te garanto que em 4 episódios, já tenho muitas frases lindas/tristes/inspiradoras anotadas.

p.s: posso dar mil baldes de pipoca para Reign?