Oscar 2014: Philomena

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Eu poderia começar esta resenha dizendo que Philomena é a história de uma senhora irlandesa que engravidou na adolescência, não era casada e por isso foi abandonada pelo pai em um convento, onde encontrou freiras malignas que destruíram a vida dela. Esta descrição simplificada jamais faria jus ao que Philomena realmente é. Na verdade, nada que eu diga por aqui faria.

A história de Philomena Lee (Judi Dench), que é baseada em fatos reais, envolve a lavagem cerebral feita por alguns segmentos da Igreja Católica ao longo dos anos, diferentes maneiras de interpretar a Palavra de Deus e o que o radicalismo pode causar na vida das pessoas. Não me levem a mal, eu sou católica também, mas consigo enxergar que nem tudo são flores na Instituição.

De cara, o espectador é apresentado a Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista que acabou de ser demitido por ter se envolvido num escândalo político, acusado de “enterrar fatos”, e assim, escondê-los da imprensa. Desempregado, seu objetivo no momento é escrever livros sobre a História Russa, mas ninguém está interessado em lê-los. Ao ter a oportunidade de trabalhar com uma jornalista que escreve histórias de “interesse humano”, ele logo descarta a possibilidade, e é aí que começamos a enxergar a personalidade de Martin. Ele é amargo, cético e não se importa muito com as pessoas em geral.

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Tudo muda quando ele é abordado por Jane Lee (Anna Maxwell Martin), que pede sua ajuda para contar a história de uma senhora que escondeu uma parte bastante importante da própria vida por 50 anos. É aí que conhecemos Philomena Lee e é também quando começa a sacada incrível de incluir flashbacks bem encaixados ao longo do filme.

O primeiro deles começa quando a jovem Philomena encontra um rapaz galanteador, se entrega a ele e acaba engravidando. Seu pai não aceita que a filha seja mãe solteira e a deixa num convento, onde ela é tratada como pecadora. Para se manter por lá, é necessário um trabalho árduo, em ritmo de escravidão, que só lhe dava o direito de ver o filho durante uma hora por dia. Ela é surpreendida quando um casal rico chega ao convento para adotar a filha de sua amiga e acaba levando a menina, Mary, e seu próprio filho, Anthony. Se você não se emocionar nessa cena, te garanto uma coisa: você não tem coração.

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Sixsmith muda de ideia quanto a não escrever histórias de “interesse humano” e embarca na jornada de Philomena em busca do filho dela. O primeiro lugar que eles visitam é o convento, onde são recebidos por uma Irmã que diz não saber nada sobre Anthony e que os registros das adoções foram queimados durante o Grande Incêndio. É aí que Martin começa a duvidar do convento, pois, os registros que poderiam ajudá-los na busca foram queimados e um certo documento que Philomena assinou enquanto ainda morava lá, dizendo que jamais procuraria pelo filho, estava intacto. As dúvidas do jornalista crescem ainda mais quando ele ouve, num bar irlandês, o que realmente aconteceu no Grande Incêndio. É aí que Martin leva Philomena para os Estados Unidos e a busca realmente começa, com ela hesitando, após cada descoberta, em ter a sua história publicada.

O que Philomena e Martin descobrem, você só vai saber assistindo ao filme, dirigido por Stephen Frears (A Rainha), com roteiro de Steve Coogan e Jeff Pope, vencedor do BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado e indicado a 4 estatuetas do Oscar: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz (Judi Dench) e Original Score.

Philomena é um dos meus favoritos ao Oscar de Melhor Filme não só por contar uma história sensacional que te faria duvidar por ser tão incrível, caso não fosse baseada em fatos reais. A performance de Judi Dench é, para mim, a melhor deste ano: um toque de ingenuidade, sensatez, vulnerabilidade e força ao mesmo tempo, numa mistura que te faz acreditar na personagem.

A história é a prova viva da responsabilidade do Jornalista (e é a razão de eu ter escolhido esta profissão) e do quanto alguém pode mudar a partir do momento em que conhece uma pessoa única e inspiradora. Você vai rir e chorar ao mesmo tempo. Essa é uma característica que geralmente me faz gostar de um filme: emoções conflitantes. É o que não falta em Philomena. Não poderia dar menos de 5 baldes de pipoca para o filme.561a7-5pipocas

 

Já imaginou ver a carreira de Jennifer Lawrence em quadrinhos? Agora você pode!

ImagemO escritor Michael Troy e o ilustrador Ben Eargie se uniram para transformar a carreira de Jennifer Lawrence em uma história em quadrinhos. Ela não é a primeira a ver sua trajetória em desenhos: Taylor Swift e Adele também já viraram personagens de gibis de Troy. O gibi se chama “Fame: Jennifer Lawrence” e narra os passos de Jennifer desde seu papel em “O Inverno da Alma”, em 2010, até a indicação ao Oscar neste ano por “Trapaça”.

ImagemSobre a escolha de Jennifer para os quadrinhos, Troy declarou: “Jennifer é uma verdadeira inspiração como atriz talentosa e uma jovem pé no chão com incrível sagacidade. Fiquei feliz em contar a sua história.” Ben Eargie também não poupou elogios à atriz: “Foi muito divertido trabalhar no livro simplesmente por Jennifer ser uma pessoa tão interessante. Todos os diferentes atores e atrizes com quem ela trabalhou forneceream um excelente material. Ela é uma pessoa muita animada, o que combina com o meu estilo.”
O gibi completo, com 24 páginas, pode ser adquirido por $3,99 nos Estados Unidos e $2,99 no iTunes, Google Play e Amazon Appstore.

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Fontes: Papel Pop, Contact Music e JennLawBrasil

12 coisas que você não deve ter notado no trailer de “A Culpa é das Estrelas”

Olá, bookaholics! Como vocês devem saber, o trailer de A Culpa é das Estrelas foi liberado essa semana e eu não consegui parar de chorar ainda se você tiver se emocionado tanto quanto eu, não conseguiu notar alguns elementos naqueles maravilhosos minutos. Encontrei uma lista de “12 coisas que você deve ter perdido no trailer de ACEDE” no http://tfios-movie.blogspot.com.br/2014/01/12-things-you-might-have-missed-in.html , achei incrível e pedi permissão para traduzir e postar aqui. Dessa forma, todos os créditos ao http://tfios-movie.blogspot.com.br/, um fansite super fofo que vocês deveriam visitar.

ATENÇÃO: SE VOCÊ NÃO LEU “A CULPA É DAS ESTRELAS”, É MELHOR NÃO CONTINUAR A LEITURA DESSE POST. SPOILER ALERT

1 – O pôster do The Hectic Glow

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Olha aí a banda favorita de Augustus Waters no quarto de Hazel Grace.

2 – O sutiã roxo

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No livro, Hazel menciona estar usando um sutiã roxo durante aquela cena sexy.
“Tolamente, me dei conta de que minha calcinha rosa não combinava com meu sutiã roxo, como se os garotos reparassem nisso.”

3 – O diagrama de Venn

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(dispensa qualquer detalhe)

4 – A maneira de andar do Gus

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Para com isso, Ansel
5 – Ceci n’est pas une pipe shirt

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6 – As lágrimas do Gus
Muita gente não o viu chorar de primeira. Agora, compartilhe sua dor. De nada.

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7 – A declaração de amor de Gus

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No livro, acontece durante o voo para Amsterdam. No filme, será durante o jantar chique já na cidade. Que romântico. *suspira*

8 – Música
A música do trailer nos dá uma ideia dos gêneros que poderemos ouvir no soundtrack de ACEDE. Josh Boone (o diretor) é conhecido pelo seu amor à música e o supervisor musical Season Kent é bastante experiente.
Músicas do trailer:

What You Wanted – One Republic
We’re on Our Way – Radical Face
Sun – Sleeping at Last

9 – Hazel recebendo a ligação

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“(…) quando peguei o celular da mesa de cabeceira e vi Mãe do Gus na identificação da chamada, tudo dentro de mim desmoronou. Ela só chorava do outro lado da linha, e me disse que sentia muito, eu disse que sentia muito também, e ela me contou que ele havia ficado inconsciente por algumas horas antes de morrer.”

10 – Vermelho

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Estávamos discutindo se a camisa vermelha do Gus tinha um significado mais profundo e chegamos a uma teoria: já que Augustus veste a camisa vermelha, da mesma cor do balanço, poderia ser foreshadowing (se você nos entende. Desculpe).

obs.: não encontrei uma palavra exata para traduzir foreshadowing, mas é como se fosse uma dica, uma introdução do que pode vir a acontecer no futuro da história.

11 – A primeira imagem

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A primeira imagem é das estrelas. Das estrelas.

12 – A última imagem

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Outra de nossas teorias: na linguagem dos sinais, a posição das mãos dela significa amor. Agora vamos chorar.

Logo depois, vários comentários surgiram na postagem com outras coisas que as leitoras perceberam. Vamos a mais algumas:
* As unhas da Hazel estão pintadas num tom quase azul escuro

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* O carro da Mônica tem a exata mesma cor descrita no livro. Um verde bem forte.

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* A prótese do Gus ao lado da cama naquela cena.

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É isso, gente! Para ver o trailer de novo (e procurar todos esses itens, é claro haha), legendado, basta apertar o play aqui embaixo.
A Culpa é das Estrelas estreia no Brasil, pela Fox Films, dia 15 de Agosto, exatos 2 meses e 9 dias de diferença dos Estados Unidos.