Resenha: “Para onde ela foi” – Gayle Forman (Novo Conceito)

para-onde-ela-foi-frente_3.jpg.1000x1353_q85_cropOK, preciso começar essa resenha fazendo uma confissão: não li “Se Eu Ficar”, fui direto para a versão cinematográfica da história – algo até então inédito para mim. Por não ter lido o livro, não conseguia compreender o hype da coisa toda (e a contagem regressiva para o filme com a Chloe Grace Moretz), então foi provavelmente por isso que no dia da estreia eu estava na fila do cinema, me preparando psicologicamente para acompanhar as legendas em Português de Portugal (nada fácil, caros leitores). Era mais uma tentativa de entender todo o alvoroço e ansiedade da minha timeline do Twitter que interesse no filme, devo admitir. Tá, colocar “Say Something” no trailer foi um golpe baixo, mas mesmo assim eu não estava esperando grande coisa. Bem, eu não poderia ter me surpreendido mais. Logo nas primeiras cenas do filme eu já estava completamente dentro do mundo de Mia Hall, a jovem violoncelista filha de pais punks que desperta o olhar do roqueiro (um tanto misterioso) Adam Wilde.

Se você ainda está lendo essa resenha, provavelmente leu “Se Eu Ficar” ou viu o filme, então [ALERTA DE SPOILERS] sabe que a história de amor de Mia e Adam não é muito simples e acaba sendo interrompida – enquanto eles estavam em crise – pelo acidente de carro que mata os pais de Mia e seu irmãozinho Teddy. Durante o período em que esteve em coma no hospital, a jovem prodígio teve a companhia dos avós, da melhor amiga Kim e de Adam, que acaba fazendo uma promessa bastante difícil – que é exatamente o que dá origem ao segundo livro.

Na sequência, que acontece três anos após o trágico acidente, somos apresentados ao ponto de vista de Adam (ele é o narrador) e, além de novos acontecimentos, Gayle brinca com flashbacks que acabam mostrando a versão de Adam de vários momentos do primeiro livro. Há espaço também para o que aconteceu logo depois dos momentos finais de “Se Eu Ficar”, então o livro tem uma espécie de vai-e-volta que é bastante característico do Cinema e acaba conferindo uma característica única ao enredo.

Três anos depois, Adam Wilde tem status de super estrela – graças ao sucesso da sua banda, Shooting Star, e do álbum que compôs logo após do “término” com Mia. Com vários Grammys, VMAs e outros prêmios no currículo, ele ganhou ainda mais notoriedade quando começou a namorar a estrela do cinema Bryn Shraeder – que tem uma descrição compatível a Megan Fox. Sua vida estampa as capas das mais variadas revistas de fofoca, paparazzi estão na sua cola 24 horas por dia e tudo isso é sufocante para ele – e acaba contribuindo para um tipo de fobia a entrevistas, repórteres e afins (poxa, Adam!).

Enquanto vive um relacionamento sem amor e uma grande crise com o resto da banda, Adam é entrevistado por uma jornalista e acaba surtando quando ela cita o nome de Mia. Até então, ele havia evitado de todas as formas revelar que teve um passado com ela para protegê-la de toda a loucura midiática, mas Mia se torna cada vez mais conhecida no mundo musical e protegê-la não é mais possível. É exatamente nesse dia que Adam descobre que Mia se apresentará no prestigiado Carnegie Hall e, sem pensar direito, compra um bilhete para assisti-la de longe. É a primeira vez que ele a vê desde que Mia foi para a Juilliard e deixou de repente de falar com ele.

A intenção do Wilde Man – seu apelido dentro da banda e nos tablóides – era passar despercebido naquela plateia formada por amantes da música clássica que dificilmente teriam sequer ouvido falar na Shooting Star. Ele não contava com o fato de vários funcionários terem o reconhecido e com a fofoca chegando aos ouvidos de Mia.

O que acontece quando os dois finalmente se reencontram? Bem, você só saberá lendo o livro (longe de mim estragar toda essa emoção!). Apesar de ter uma história coesa, sem fios soltos e diferente de outras leituras que eu já tenha feito, duas coisas me incomodaram durante a leitura: a visão um tanto estereotipada de um astro do rock – só faltava o Adam usar drogas ilícitas – e a maneira com que os avós de Mia são jogados de escanteio. Sim, é Adam quem narra o livro, mas acredito que a história poderia ter rendido ao menos dois parágrafos sobre os avós.

Como infelizmente não temos um CD da Shooting Star no mundo real, resolvi fazer uma playlist com as músicas que me vinham à mente enquanto lia a história. Preciso dizer que 1989 da Taylor Swift é o casamento ideal com o enredo e pelo menos três músicas do álbum estão na lista.

01 – I Know Places – Taylor Swift

02 – Thinking Out Loud – Ed Sheeran

03 – 18 – One Direction

04 – No Good In Goodbye – The Script

05 – Wildest Dreams – Taylor Swift

06 – All You Had To Do Was Stay – Taylor Swift

07 – Sad Serenade – Selena Gomez

Você pode ouvir a playlist aqui.

5 baldes de pipoca para o também best-seller “Para Onde Ela Foi”, de Gayle Forman, publicado no Brasil pela editora Novo Conceito.561a7-5pipocas

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Música: Fifth Harmony lança “Reflection”, primeiro álbum do grupo

downloadHoje é um dia especial para as harmonizers de todo o mundo. Depois de uma sequência de adiamentos e de uma mudança na escolha da capa do CD, o  primeiro álbum do Fifth Harmony, “Reflection”, finalmente chegou às lojas – e a espera de quase três anos parece ter valido à pena.

8e5097b89a214d6896a206c7e11ab69a A primeira faixa do álbum, “Top Down”, é – provavelmente – a música mais fraca. Os singles Bo$$ e Sledgehammer representam bem o conjunto da obra. Na maior parte das músicas, as cinco fazem o que sabem fazer de melhor: colocar todo mundo para dançar. Destaque para “This Is How We Roll”, que já vem prontinha para a pista. “Everlasting Love” e seu ever ever ever (te desafio a ir dormir sem o refrão na cabeçatem uma pegada bem Mariah Carey, que é justamente a inspiração de outra música, chamada “Like Mariah”, outra faixa dançante com uma letra super romântica- que ainda conta com a participação especial do rapper Tyga. A divertida “Them Girls Be Like” é a minha favorita. A letra e a melodia formam uma espécie de hino de todas as garotas e propagam a mesma mensagem de Bo$$ – a de que nós devemos ser donas de nossas próprias vidas. A faixa que intitula o álbum tem uma letra engraçadinha, tem um ritmo que vai de lento a super rápido – e é exatamente em “Reflection” que podemos quase tocar a influência do R&B de Beyoncé. A música poderia ter sido perfeitamente composta para Queen B. tumblr_nj7rmhkvVN1u3ybino2_500 “Going Nowhere” e “Body Rock” – assim como o álbum todo – mostram a capacidade vocal real das garotas, que é exatamente o que as destaca no cenário pop de hoje. As cinco realmente cantam. Dinah, Camila, Lauren, Ally e Normani fecham o CD de estreia com chave de ouro – ou melhor dizendo, com a participação especial da queridinha do momento, Megan Trainor. “Brave, Honest, Beautiful” tem uma letra recheada de referências a outros artistas – algo que já é marca do grupo desde “Me and My Girls” até um dos singles mais recentes, “Bo$$”. Megan e as garotas dizem que é possível dançar como Beyoncé, rebolar como Shakira, posar como Madonna e fazer um som de lamentação como Rihanna.  Resenha: "Destino" de Ally Condie - Suma de Letras Ao dar 4 baldes de pipoca a “Reflection”, penso em como seria legal se um dia o Fifth Harmony virasse referência na música de outras pessoas.