Olívia e Miguel se casaram e o público se tornou os olhos de Santo

Eu nunca escrevi sobre novelas nesse blog e hoje me pergunto o porquê. Fui criada por uma das maiores noveleiras do universo, minha avó, então cresci vendo novelas. Aprendi o nome dos personagens, dos atores, sei dizer quem foi casado com quem, quem namorou com quem, quem tem rixa com quem… É seguro dizer que foram muitas as tardes acompanhadas por Leão Lobo e Mama Bruscheta. Tudo isso me tornou o que sou hoje, então de fato não sei porque nunca falei sobre novelas aqui, mas isso muda hoje.

Isso muda hoje porque eu não poderia deixar de escrever sobre o capítulo de ontem, 26/09, de Velho Chico. Ontem eu assisti a melhor cena de casamento de todas as novelas que já vi (e não foram poucas, principalmente depois do canal Viva). E ao capítulo mais emocionante, mais sincero e mais delicado de todos também. Ontem foi a primeira vez em que uma câmera “substituiu” o ator Domingos Montagner e transformou a visão do personagem na visão do público. Eu, você, minha avó, nos tornamos parte da narrativa e vimos, olho no olho, a tentativa de Camila Pitanga, Gabriel Leone, Giulia Buscacio, Irandhir Santos e Lucy Alves de continuar o show. Porque ele sempre continua, de uma forma ou de outra.

gif1.gif

Chorei do começo ao fim. Os sorrisos estavam ali, estampados, mas os olhos acabaram entregando o que os atores estavam sentindo, tornando tudo aquilo muito mais humano. Afinal, eles não perderam só Santo, perderam um companheiro de trabalho, alguém que (de acordo com todos os depoimentos que li nos últimos dias) era um irmão, um pai, um melhor amigo para tantos. Continuar não deve ter sido nada fácil, mas era necessário.

gif2.gif

Quando Cory Monteith, protagonista de Glee, morreu de overdose antes do fim da série, a escolha dos produtores e diretores foi de matar o personagem. Quando Philip Seymour Hoffman morreu, também de overdose, durante as gravações do último filme da franquia de Jogos Vorazes, a ideia incial era manter o personagem vivo através de efeitos visuais, aproveitando cenas de filmes anteriores. Não deu certo. A alternativa foi simplesmente cortá-lo das duas cenas que faltavam ser gravadas e distribuir seus diálogos com outros atores. Estamos diante de um caso completamente diferente aqui. Estamos falando de um ator, protagonista de novela das nove, que está na casa das pessoas de segunda à sábado religiosamente. Os autores não tiveram tempo algum para pensar demais. A solução foi usar um recurso de câmera e trechos de falas de outras cenas para compor os últimos cinco capítulos da novela.

velho chico.jpg

Eles tinham algumas opções: matar o personagem (o que seria terrível considerando que ele já tinha quase morrido há apenas algumas semanas numa coincidência trágica com o que aconteceu na realidade), dizer que o personagem viajou, substitui-lo por um ator aleatório ou ainda, substituí-lo por Renato Góes, que interpretou o mesmo personagem na primeira fase da novela. Mesmo com tantas opções, a escolha foi a mais diferente de todas e também a mais acertada. As cenas se encheram de luz, como o próprio co-autor, Bruno Luperi, disse em uma entrevista recente. Por consequência, nossas casas e nossos olhares também se tornaram mais iluminados. Nos tornamos parceiros de cena e lutamos, assim como os atores, para não chorar. Mas não deu, somos humanos. A arte está aí pra isso. Pra emocionar, pra fazer refletir, pra mudar vidas. E ela continua. Continua honrando a obra de Montagner e honrando todo o trabalho que envolve colocar uma novela no ar.

velho chico2.jpg

Os próximos quatro capítulos não serão fáceis de assistir. A cena do casamento de Tereza e Santo provavelmente será ainda mais difícil que a do casamento de seus filhos, mas vai acontecer. Tem que acontecer. A nós, só resta agradecer por ter uma novela de tanta qualidade nas nossas casas todos os dias e por ter tido a honra de receber um ator como Domingos em nossas salas todos os dias por tantos anos. Viva Velho Chico! Viva Domingos!

Advertisements

Vai fazer o Enem? Então essa série de vídeos é pra você

Fiz o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, três vezes, nos meus três anos do Ensino Médio. No 1º ano, por pura experiência e curiosidade (passei no curso que eu queria, mas eu tinha 15 anos, era nova demais para a faculdade). No 2º, já com aquela ponta de esperança de que, quem sabe, poderia passar de novo e entrar na faculdade antes de terminar o Ensino Médio. Foi o que aconteceu.

Não consegui me matricular na faculdade que queria (Federal do Ceará) porque estava me recuperando de uma cirurgia na coluna e não podia sair de casa para fazer as provas do supletivo. O sonho teve que aguardar mais seis meses. A UFC não abriu vagas no meio do ano, então acabei me matriculando na Federal do Rio Grande do Norte, aqui em Natal. Mesmo já estando na faculdade, fiz o Enem daquele ano também -afinal, eu já tinha pago a inscrição e gosto do formato da prova.

Resolvi aproveitar essa minha experiência com a prova para tentar passar algumas dicas pra vocês que acompanham o blog e o canal no Youtube. Não me segue lá ainda? Está esperando o quê? É só clicar aqui. Você já pode assistir três vídeos sobre livros que geralmente são citados na prova: Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Cortiço e O Quinze. Neles, relaciono as histórias com fatos da atualidade – a especialidade do nosso querido exame. Tem também um vídeo especial falando sobre apps e sites que vocês podem usar para estudar pra prova.

Tá esperando o quê? Vai lá, se inscreva no canal, assista os vídeos e me diga o que achou, hein?

Você precisa ouvir Illuminate, novo álbum do Shawn Mendes

shawn-mendes-illuminate-2016Quem é Shawn Mendes? Onde vive? De que se alimenta? Porque tem sobrenome brasileiro e nome de americano? Sinto informar que ele não é nem daqui nem dos EUA. Shawn é um canadense de 18 anos, filho de pai português e mãe inglesa. Que confusão, hein? Mas te garanto: o resultado dessa mistura é incrível. Illuminate é o sucessor do Handwritten, primeiro álbum de Shawn que o colocou direto no topo da Billboard e fez com que ele se tornasse o mais jovem a conseguir tal feito. Se você está o conhecendo agora, olha só que coisa maravilhosa: você vai ter DOIS ÁLBUNS NOVINHOS pra ouvir.

Ah, e aqui vai uma curiosidade: a carreira dele começou no Vine. Isso mesmo, no Vine. Os vídeos de seis segundos de Shawn cantando fizeram tanto sucesso que ele foi do aplicativo direto pra uma grande gravadora, entrando no clube de artistas descobertos na Internet como o também canadense Justin Bieber, o youtuber Troye Sivan e Alessia Cara.

O tema desse post é o Illuminate, mas aqui vão minhas dicas do Handwritten: Aftertaste, Life Of The Party, Something Big e A Little Too Much. O grande sucesso desse álbum você já deve ter ouvido nas rádios, Stitches. Também há uma grande chance de você já ter ouvido outra música dele, I Know What You Did Last Summer, em parceria com Camila Cabello (Fifth Harmony).

Illuminate é um compilado de músicas de sofrência, amor e muita, muita sofrência mesmo (já falei que é um álbum sobre sofrência?) Se você já estiver familiarizada com as músicas do John Mayer e/ou Ed Sheeran, com certeza vai ouvir um tantinho da influência dos dois nas músicas. Até agora, o álbum teve dois singles: Treat You Better e Mercy, que já ganharam clipes clássicos do Shawn Mendes, com ele quase morrendo de alguma forma (ai meu coração!). Minhas favoritas no álbum – além dos dois singles – são Don’t Be a Fool (eu me sinto num baile de formatura de escola americana ouvindo essa música. Só falta o boy), Lights On e Understand.

Você pode ouvir o Illuminate no Spotify, clicando aqui. Me conta aqui embaixo o que achou, vai?