Resenha: Boomerang – Noelle August

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Se você for fã de um bom New Adult, Boomerang com certeza é uma boa pedida. Mesmo não tendo protagonistas com características clássicas do gênero – bad boy misterioso, garota ingênua e, ao mesmo tempo, forte – a essência dos new adults está presente em Boomerang. Você vai se apaixonar por Ethan Vance e Mia Galliano, um casal que se conhece num bar, passa a noite juntos e, no dia seguinte, sem lembrar de nada do que aconteceu, descobrem que estão disputando entre si uma vaga de emprego na Boomerang, empresa por trás de um aplicativo no maior estilo Tinder. E mais: de acordo com as regras da empresa, funcionários não podem se envolver romanticamente.

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Ethan, recém saído da faculdade e se recuperando de um problema físico que o impediu de seguir com a carreira de jogador de futebol – seu grande sonho – precisava urgentemente de um emprego para pagar os empréstimos feitos para pagar a faculdade.

Mia estava terminando a faculdade de artes visuais com dois grandes sonhos em mente: fazer um filme sobre a avó, que lutou pelos direitos civis em Selma, Alabama, com Martin Luther King Jr e construir uma carreira no cinema sem a ajuda do sobrenome da mãe, uma fotógrafa renomada. Para ambos, o emprego na Boomerang era o passaporte para a resolução de boa parte dos seus problemas, mas a tão sonhada contratação só seria realidade para um deles: o que mais se destacasse durante algumas semanas na empresa.

Os dois estão lidando com términos traumáticos. Ele, que terminou um relacionamento com um saldo nada favorável: problemas relacionados à insegurança e aversão à comida chinesa e ela, que em um ano de relacionamento nunca se sentiu de fato escolhida pelo ex-namorado. Conforme os dois vão se lembrando da noite que passaram juntos, a atração se torna inegável e, até certo ponto, incontrolável também, mas a realidade batia sempre à porta: os dois precisavam daquele emprego mais que tudo na vida.

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Noelle August – pseudônimo das autoras Veronica Rossi e Lorin Oberweger – consegue te fazer sentir a química entre Ethan e Mia em cada uma das páginas do livro. Minhas partes favoritas envolvem as mensagens de texto que eles trocam, sempre bem humoradas e cheias de faíscas.

A série Boomerang tem mais dois livros, mas eles contam histórias de outros personagens que aparecem de forma secundária no primeiro. Para o primeiro livro, dou 4 baldes de pipoca, mas só porque acredito que as autoras deixaram alguns fios soltos na história, como o porquê da Mia precisar tanto do emprego na Boomerang se o que ela queria era fazer um filme – e a empresa não tem muito a ver com a área audiovisual. Fora esses pequenos detalhes, a história é maravilhosa e super vale a leitura.

Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks

Resenha + Playlist: “Meu Romeu”, de Leisa Rayven

CAPA-Meu-RomeuQuando ganhei esse livro no sorteio que rolou no encontro da Globo Alt durante a Bienal do Rio, confesso que olhei meio “torto”. Provavelmente pelo trauma do último new adult que eu li: “After”, da Anna Todd. Aí eu tive uma semana de leituras difíceis, todas relacionadas ao conteúdo da faculdade. Foi então que decidi: nesse final de semana quero ler algo que me desafie. O resultado? Não fiz mais nada da minha vida até terminar de ler “Meu Romeu” (e a sequência, “Minha Julieta”, também!). Resolvi postar a resenha do segundo livro só quando ele estiver prestes a ganhar as estantes no Brasil, o que vai acontecer em Novembro. Por enquanto, deixo vocês com as minhas impressões de “Meu Romeu” e uma playlist especial com músicas que me lembram bastante os personagens e a história do livro. Espero que gostem!

“Meu Romeu”, escrito pela australiana Leisa Rayven, é o primeiro de dois livros que formam a série Starcrossed. A história gira em torno de Cassie Taylor e Ethan Holt, dois jovens atores que se conhecem nas audições para entrar na melhor faculdade de teatro do país. Em um dado momento, eles precisam fazer um exercício em dupla e a conexão entre os dois se torna visível. Bem, pelo menos no palco. Ethan não é uma pessoa muito fácil ou amigável e acaba despertando a ira de Cassie. É só quando os dois conseguem entrar para a faculdade e são escalados para interpretar Romeu e Julieta em uma peça que eles são forçados a admitir que o que sentem vai muito além de uma mera química no palco.

Os capítulos se revezam entre o começo do relacionamento dos dois e os momentos atuais, seis anos depois de entrarem na faculdade e se apaixonado, seis anos depois de Ethan ter destruído o coração de Cassie. A expectativa para descobrir o que ele fez exatamente vai crescendo a cada capítulo e você vai sofrendo junto aos personagens. Broadway. Não importava o fato de ter que dividir o palco com o cara que ela mais amou na vida e que infelizmente também era o cara que mais a tinha feito sofrer em toda a sua existência.

Bem, pelo menos ela tentou não dar muita importância a isso, mas a bagagem que Ethan traz com ele é impossível de se ignorar. Ele foi o primeiro e único amor de Cassie e deixou marcas bem difíceis de apagar. A relação dos dois nunca passou muito tempo em águas calmas, mas foi forte enquanto durou – e muito depois também. Quando os dois finalmente perceberam que a atração entre eles não poderia ser ignorada, tudo começou a desandar. Cassie esperava um relacionamento, companheirismo, um namoro de verdade. Ethan tinha problemas demais decorrentes do passado para dar a isso a ela. Isso o destruía. O medo de machucá-la e decepcioná-la o corroía.

– Então o que eu sou, hein? Me diz de uma vez! Abra essa boca e diga algo que me faça entender o que você sente! Acho que fui bem honesta com você sobre o que eu quero, mas tudo o que ganho em troca é o que você não quer.

-Quer saber o que eu quero? – ele diz, jogando a mochila no chão. – Ótimo. Quero isso.

Ele agarra meu rosto e me puxa para ele.  (Página 307)

Cassie não conseguia entender o que impedia que Ethan se entregasse, uma vez que a conexão entre os dois era mais que óbvia. Ela não desiste dele e, aos poucos, vai conseguindo adentrar algumas camadas da barreira que ele colocou em volta de si. O problema é que, apesar de conseguir passar por elas, Cassie não conseguiu derrubá-las. Os fantasmas do passado dele sempre voltavam.

– De repente, fazia sentido haver algo de errado comigo. Como se eu fosse um impostor na minha própria vida. E isso me deixou irritado pra caralho, porque eu imaginei “por que me importar?”. Sabe? Por que continuar fingindo? Nem sou filho ou irmão verdadeiro. Não sou nada real. Talvez por isso eu seja um bom ator. Todo personagem que interpreto é mais real do que eu. (Página 343)

Uma das coisas mais interessantes sobre a história é a maneira com que a autora consegue mesclar o que acontece com o casal e as histórias que eles estão interpretando em sala de aula. É como se em alguns momentos as máscaras não existissem e o palco fosse um momento de libertação, o local certo para expressar tudo o que precisavam.

Os fantasmas permanentes de Ethan o paralisaram e fizeram com que ele acabasse com toda e qualquer chance de continuar o namoro com Cassie. A distância emocional se torna distância física e Cassie não tem outra escolha a não ser seguir com a vida. Ou o que quer que isso significasse sem Ethan. É justamente quando ele volta, seis anos depois, que ela tem que aprender a lidar com os próprios fantasmas. Aqueles que Ethan acabou deixando com ela. Valeria a pena esquecê-los e dar uma nova chance ao amor da sua vida? Mesmo com aquele risco iminente de sempre de que ele poderia abandoná-la novamente?

Isso aí vocês só vão descobrir lendo “Meu Romeu”, mas enquanto não compram o livro, podem aproveitar essa playlist especial que montei com algumas músicas que me lembram da história de Cassie e Ethan. Me contem se vocês gostaram, tá?

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Para “Meu Romeu”, de Leisa Rayven, dou 4 baldes de pipoca.

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Resenha: saga “After”, de Anna Todd

downloadConfesso que esta é provavelmente uma das resenhas mais difíceis que já fiz. Não só por ter resolvido falar de quatro livros em um texto só, mas pelo fato do livro tratar de assuntos polêmicos de forma também polêmica. Confesso também que em diversos momentos tive uma relação de amor e ódio com a história e que em alguns capítulos eu não sabia se achava certo a maneira com que a autora estava lidando com problemáticas tão complexas. Aproximadamente 2.000 páginas depois, cá estou eu, tentando resumir para vocês a experiência de ter lido esta saga.

Os quatro livros (serão cinco no Brasil, publicados pela Paralela) foram adaptados de três fanfics da Anna Todd publicadas no Wattpad. As histórias tiveram um bilhão de visualizações e logo chamaram a atenção de uma editora, tornando a Anna Todd conhecida mundialmente. Diferentemente de Cinquenta Tons de Cinza, a fanfic de Todd não era baseada em personagens literários, e sim em um certo rapaz inglês, membro de uma famosa boyband e que já namorou a Taylor Swift. Sim, bookaholics! Um dos personagens principais dos livros é o Harry Styles – que acabou se tornando Hardin Scott na versão impressa. Os outros quatro (três agora, né?) também fazem parte da história, que não tem nada a ver com o universo das boybands e nem se passa na Inglaterra.

After acontece nos Estados Unidos, mais especificamente no estado de Washington, e começa no dia em que Tessa Young se muda para outra cidade do Estado para começar a faculdade. Tessa é certinha, metódica, tem uma mãe controladora e um namorado bom demais para ser verdade. Essa vida quadrada tem os dias contados, pois assim que chega ao dormitório da universidade, dá de cara com Steph, sua colega de quarto, vestida nas roupas mais curtas que já viu na vida e mais tatuada que o Adam Levine. A visão deixa sua mãe em pânico, que implora para que a filha mude de quarto, mas ela resolve ficar. Essa decisão desencadeou um outro encontro com uma alma totalmente oposta a sua. Vestindo seu preto habitual, piercings na boca e na sobrancelha e tatuagens que cobrem toda a extensão de seus braços, surge um dos melhores amigos de Steph: Hardin Scott.

Hardin é a pessoa mais diferente que Tessa já conheceu. Ao ser convencida por Steph a ir a uma festa na fraternidade em que ele mora, Tessa acaba invadindo o quarto dele e despertando o que há de mais forte no espírito de Hardin até aquele momento: sua ira. Não são poucas as vezes em que Tessa é vítima da raiva e dos comentários sarcásticos de Hardin, sempre alfinetando suas roupas longas demais, seu jeito certinho e a maneira com que se comporta durante as aulas. Bem, até o momento em que Tessa rouba um beijo dele. Exatamente. A garota mais certinha do universo roubando um beijo do cara mais raivoso de todo o mundo. Por mais que os beijos acabem se tornando frequentes, Hardin deixa algo bastante claro: ele não namora. Então, como Tessa terminaria com o maravilhoso Noah para viver algo imprevisível com Scott?

“Você não faz o meu tipo, assim como eu não faço o seu. Mas é por isso que fazemos tão bem um para o outro… somos ao mesmo tempo muito diferentes e muito parecidos. Uma vez você me disse que eu desperto o que existe de pior em você. Bom, você desperta o que existe de melhor em mim, Tessa.”  After, página 248.

“Eu te amo de um modo diferente. Noah era muito confortável para mim, parecia da família. Eu sentia que tinha que amar Noah, mas não amava, pelo menos não do jeito que amo você. Só quando me dei conta de que te amava foi que percebi como o amor era diferente do que eu pensava que fosse.” After, página 355.

Esse é apenas um dos primeiros problemas que esses dois enfrentarão. Acredite em mim: quando você pensa que nada mais de ruim pode acontecer, acontece. Hardin tem uma relação conturbada com o pai – o que Tessa tem em comum – e com sua nova família, a noiva Karen e o enteado Landon (Liam Payne), que é colega de sala de Tessa e acaba virando seu melhor amigo – e fazendo Hardin fumaçar só de imaginar os dois juntos. É através de Tess que Hardin começa a frequentar a casa do pai, dando pequenos passos rumo a uma reconciliação. Ao longo da saga, esses passos regridem, evoluem e dão uma reviravolta surpreendente. Preciso dizer que a história dos pais dele é algo a parte, uma trama bem elaborada que vai te fazer se questionar porque não percebeu os sinais antes.

Assim como o pai de Hardin, Ken, o pai de Tessa também era alcoólatra e abusava de sua mãe. Quando ainda era pequena, o pai saiu de casa e nunca mais voltou. Ao contrário de Ken, o pai dela nunca mais deu notícias. Os traumas de infância vão ser um dos pontos de conexão entre Hardin e Tessa. Outra coisa que os une é o amor pela Literatura; os livros são recheados de citações de Hemingway e Jane Austen e alguns capítulos até traçam alguns paralelos com livros desses autores, como Orgulho e Preconceito, por exemplo. Tessa sonha em trabalhar em uma editora e através de Hardin consegue um estágio na Vance Publishing, empresa de um amigo da família Scott.

O estágio também será um grande problema no relacionamento de Hessa (gosto do nome do casal haha) – Hardin tem ciúmes de qualquer homem que passe a 1 km de distância de Tessa e isso inclui seu colega de trabalho Trevor. O ciúme inclui até seus próprios amigos – principalmente Zed (Zayn Malik) que demonstra ter uma queda por Tess. Quando Hardin convence Tessa a se mudar com ele para um apartamento, outros problemas começam a ficar evidentes. Ele é extremamente possessivo, violento – perdi as contas de quantas vezes ele se envolveu em brigas na saga – e autoritário. A relação conturbada com a bebida também não facilitará a vida a dois.

A saga é marcada por mudanças – inclusive no sentido literal -, reviravoltas, momentos de tensão, de amor, de desejo e de violência. Talvez por isso seja tão difícil saber se gostei muito ou não dessa série. Se eu estivesse no lugar de Tessa e passasse pelas situações que ela passou com Hardin, correria longe. Chamaria a polícia. Pediria uma ordem de restrição.

Um sujeito indecente, bêbado e terrível acabou de dizer que precisa de mim, e por algum motivo isso soa como poesia aos meus ouvidos. Hardin é como uma droga para mim. Toda vez que sinto seu gosto, quero mais. Ele consome meus pensamentos e invade meus sonhos. – After, página 136.

No mundo dos livros, é possível acreditar em alguém mesmo depois dessa pessoa ter feito as piores coisas possíveis com e para você. Se o leitor não estiver imerso na história, vai chamá-la de louca, vai querer gritar “Acorda, Tessa! Foge desse cara!”, mas se estiver tão envolvido quanto eu, vai querer ver se o amor incondicional dela vai, de fato, transformar Hardin.

É o fim. Estou cansada desse vai e vem. Estou cansada e exausta, e não quero fazer mais isso. Você não me ama – você quer me possuir, e eu não vou permitir. Você é quebrado, Hardin, e eu não posso consertar você.” – After We Fell, tradução livre.

“É exatamente isso, Hardin, eu não quero ter que sobreviver. Eu quero viver.” – After We Fell.

Hardin Scott é intrigante. Por fora, é o cara durão, que está sempre de preto e pronto para arranjar briga com quem quer que seja. Por dentro, ele é um cara que acredita ser a pior pessoa do mundo, um cara cujos erros terríveis o consomem e não permitem que ele aceite que sim, pode ser amado. É por isso que ele vive afastando todas as pessoas que tentam se aproximar.

“Todo mundo está do seu lado, Hardin. Eu sei que você sente como se fosse você contra o mundo, mas olha ao seu redor. […] É irônico, de verdade, que o cara que mais odeia o mundo é o mais amado por ele.” After Ever Happy, tradução livre.

Me envolvi tanto com a história de Hardin e Tessa que eu não podia ouvir uma música sequer sem relacioná-la com algum momento da relação dos dois. A lista cresceu tanto que resolvi compartilhar com vocês. One Direction e Taylor Swift – coincidência ou não – foram os donos das músicas que mais me fizeram lembrar de Hessa. Vocês podem ouvir as músicas através da playlist que criei no meu canal do Youtube:

Quero muito saber o que vocês acharam desses livros! Me contem aqui nos comentários (onde estou livre para contar spoilers haha) ou através do Twitter @LivrosPipoca.

Para a saga After, de Anna Todd, dou 4 baldes de pipoca. 4pipocas

Resenha: “Geek Girl” – Holly Smale

34753522637Esta é mais uma resenha da série de livros que estou lendo que se passam na Grã-Bretanha. Geek Girl, publicado no Brasil pela Editora Fundamento, é um livro divertidíssimo que conta a história de Harriet Manners, uma garota super inteligente e nada vaidosa que vê seu mundo girar de cabeça para baixo da noite para o dia. Ao ser forçada a comparecer a uma feira de moda com a sua melhor amiga, Nat, que sonha em ser modelo desde criancinha, Harriet se envolve em uma grande confusão causada pela sua falta de delicadeza e habilidades de socialização. Correndo o risco de ser presa, ela enxerga a luz no fim do túnel, ou, na verdade, seu esconderijo predileto: uma mesa. Ela não contava com o fato de que poderia encontrar alguém se escondendo ali também, muito menos o fato desse alguém ser o garoto mais bonito que Harriet já viu na vida.

Nick (ou Harry Styles, para mim *risos*) consegue desestabilizar Harriet, cuja vida amorosa se resumia, até então, a ser stalkeada por Toby, seu colega de classe. Após fazerem parte de um dos diálogos mais esquisitos da história da Literatura, Harriet descobre que estava fugindo do seu chefe, Wilbur, um extravagante agente de modelos. Se Harriet achava que passar vergonha na frente de Nick já tinha sido ruim o suficiente, ela mal podia esperar pela surpresa que vinha a seguir: Wilbur se interessou por ela. Harriet não conseguia acreditar. Não, não ela. Esse era para ser o dia em que Nat seria descoberta. Além de não querer magoar a melhor amiga, Harriet não compreendia o motivo do interesse de Wilbur. Logo ela, uma garota ruiva, desengonçada, que tinha um par de calças no guarda-roupa, nerd, que não sabia absolutamente nada sobre moda?

Foi aí que Harriet se viu diante de um dilema: contar para Nat e seus pais sobre a proposta (e deixar os dois últimos um pouco mais felizes depois da confusão em que ela se meteu na feira) ou omitir o que aconteceu e não magoar sua melhor amiga? Bem, nenhuma das alternativas anteriores. Ao descobrir que o pai estava passando por problemas no trabalho, Harriet fala sobre o convite e se decepciona com a receptividade da notícia. Annabel, sua madrasta, uma mulher de grande coração e personalidade forte, que imediatamente rejeita a ideia de Harriet ser modelo e, com isso, abdicar de um futuro acadêmico brilhante. É com a ajuda do pai que Harriet consegue dar os primeiros passos rumo a passarela.

Enquanto aprendia a andar de salto e passava por uma transformação radical, Harriet escondia de Nat e Annabel o fato de estar se tornando uma modelo. O que ela e o pai não levaram em conta foi o fato de que viviam em um mundo conectado, onde a Internet domina e o conteúdo midiático consegue atingir o mundo inteiro em milésimos de segundo. Como Harriet vai lidar com a ira da amiga, a briga entre os pais e o novo sentimento por Nick, você só vai saber lendo. Prepare-se, você vai dar boas risadas durante a leitura.

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Música: Fifth Harmony lança “Reflection”, primeiro álbum do grupo

downloadHoje é um dia especial para as harmonizers de todo o mundo. Depois de uma sequência de adiamentos e de uma mudança na escolha da capa do CD, o  primeiro álbum do Fifth Harmony, “Reflection”, finalmente chegou às lojas – e a espera de quase três anos parece ter valido à pena.

8e5097b89a214d6896a206c7e11ab69a A primeira faixa do álbum, “Top Down”, é – provavelmente – a música mais fraca. Os singles Bo$$ e Sledgehammer representam bem o conjunto da obra. Na maior parte das músicas, as cinco fazem o que sabem fazer de melhor: colocar todo mundo para dançar. Destaque para “This Is How We Roll”, que já vem prontinha para a pista. “Everlasting Love” e seu ever ever ever (te desafio a ir dormir sem o refrão na cabeçatem uma pegada bem Mariah Carey, que é justamente a inspiração de outra música, chamada “Like Mariah”, outra faixa dançante com uma letra super romântica- que ainda conta com a participação especial do rapper Tyga. A divertida “Them Girls Be Like” é a minha favorita. A letra e a melodia formam uma espécie de hino de todas as garotas e propagam a mesma mensagem de Bo$$ – a de que nós devemos ser donas de nossas próprias vidas. A faixa que intitula o álbum tem uma letra engraçadinha, tem um ritmo que vai de lento a super rápido – e é exatamente em “Reflection” que podemos quase tocar a influência do R&B de Beyoncé. A música poderia ter sido perfeitamente composta para Queen B. tumblr_nj7rmhkvVN1u3ybino2_500 “Going Nowhere” e “Body Rock” – assim como o álbum todo – mostram a capacidade vocal real das garotas, que é exatamente o que as destaca no cenário pop de hoje. As cinco realmente cantam. Dinah, Camila, Lauren, Ally e Normani fecham o CD de estreia com chave de ouro – ou melhor dizendo, com a participação especial da queridinha do momento, Megan Trainor. “Brave, Honest, Beautiful” tem uma letra recheada de referências a outros artistas – algo que já é marca do grupo desde “Me and My Girls” até um dos singles mais recentes, “Bo$$”. Megan e as garotas dizem que é possível dançar como Beyoncé, rebolar como Shakira, posar como Madonna e fazer um som de lamentação como Rihanna.  Resenha: "Destino" de Ally Condie - Suma de Letras Ao dar 4 baldes de pipoca a “Reflection”, penso em como seria legal se um dia o Fifth Harmony virasse referência na música de outras pessoas.

Resenha: O Livro das Princesas – Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza

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Eu lembro do dia em que vi no Twitter da Paula Pimenta a notícia sobre O Livro das Princesas. Minha reação imediata foi pensar: ‘nossa, é realmente uma ótima ideia!’ e em seguida, lembrei da entrevista online que fiz com a Paula para o Caçadora de Livros (na época do lançamento de MVFS1), quando ela me disse que estava lendo Insaciável, da Meg Cabot, e que a autora era uma das suas favoritas. Imaginei como seria escrever “com” alguém que você admira tanto. Quando falei disso com a Paula ao vivo e a cores (ainda preciso acreditar que aquilo realmente aconteceu) ela me deu um sorriso e a confirmação de que a sensação era realmente incrível.

Além de Paula e Meg, a Galera Record convidou Patrícia Barboza (uma das pessoas mais simpáticas que já conheci na vida! Sabe quando você olha para a pessoa e pensa: ‘Meu Deus, queria ser amiga dela!’ ? Exatamente.) Ela já tem vários livros publicados e inclusive uma série, As Mais, cuja resenha você verá muito em breve aqui no Livro & Pipoca. Por fim, Lauren Kate (da série Fallen) completa o time.

Antes de começar a resenha, preciso contar um pouco sobre a minha experiência na sessão de autógrafos do livro aqui em Natal. Para isso, fiz um mini vídeo para vocês. Preciso contar do meu alívio por ninguém ter filmado minha reação quando vi Paula Pimenta e Patrícia Barboza pela primeira vez. Sério, eu nunca tinha sentido nada parecido! O sangue do meu corpo resolveu se concentrar em minhas mãos, que começaram a formigar, e lágrimas surgiram dos meus olhos sem qualquer tipo de esforço, apenas para coroar a emoção do momento. Não imaginei que sentiria algo assim. Foi incrível. Em um breve resumo, cheguei ao shopping por volta das 11 da manhã e já havia uma fila na frente da Saraiva. Confesso que não esperei que tanta gente fosse aparecer (se você mora em Natal, sabe que a maioria das pessoas não lê muito) e fiquei muito feliz por ter sido surpreendida. Conheci pessoas incríveis na fila, fiz várias amizades (olha aí, o poder da leitura unindo as pessoas!) que me ajudaram a passar as primeiras 6 horas na fila até a hora em que Paula e Patrícia chegaram e que ficaram comigo nas outras 6 horas esperando a sessão acabar para falarmos com as duas com mais calma. Infelizmente, quando faltavam 3 pessoas na fila do autógrafo, tive que ir embora! No entanto, as ótimas lembranças do dia continuarão no meu coração.

No vídeo, vocês poderão ver um breve momento em que elas autografam os livros e algumas fotos da fila! Mais de 300 senhas foram distribuidas, sucesso total. Esta sou eu com a Patrícia Barboza e a Paula Pimenta! Minha felicidade era perceptível, não é mesmo?

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Agora, vamos ao que interessa! Na primeira orelha do livro, você já encontra uma espécie de Carta de Recomendação de ninguém mais, ninguém menos que a Princesa Mia Thermopolis! De cara, você já entra no clima do livro. O primeiro conto é da Meg Cabot, que adaptou A Bela e a Fera para uma versão moderna, a qual deu o título de “A Modelo e o Monstro”.

A Belle da história é uma modelo muito famosa e é convidada para viajar num cruzeiro chiquérrimo com destino a São Paulo (créditos à Meg por citar o Brasil!). Ela não embarca sozinha, está acompanhada de seu pai, recém casado, da esposa dele, Vivian e da filha dela, Penny. Logo no início, Belle vê um homem com ar misterioso na sacada do quarto mais caro do navio e não consegue tirá-lo da cabeça. Muita coisa acontece antes deles finalmente se encontrarem e Belle descobrir porque ele não sai do quarto e tem tendência a ficar em locais escuros.

O amor de Belle pelos livros é algo que Meg dá grande destaque no conto, sem perder a essência original. O conto começa num ritmo incrível e vai se perdendo ao longo das páginas, mas não deixa de ser uma boa leitura – principalmente para quem está começando a se interessar pelo mundo dos livros agora.

Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks

Para a “Modelo e o Monstro”.

O segundo conto é a “Princesa Pop”, adaptação da Cinderella, escrita pela Paula Pimenta. Todos os ingredientes necessários para uma ótima história aparecem nele: música, romance, adversidades e um casal muito fofo que te deixa torcendo para que fiquem juntos. A personagem principal é a Cintia, que está no último ano do colégio e tem na música uma válvula de escape para os problemas que ela não pode controlar. Os pais tiveram uma separação difícil que resultou na mudança de sua mãe para o Japão, um novo casamento para o seu pai e uma vida completamente diferente para ela, ao ter que morar com a tia.

O mundo de Cintia desabou e as cores foram embora de sua vida – inclusive nas roupas. Tudo isso começa a mudar quando ela é convidada para tocar na festa das enteadas do pai, que estavam fazendo 15 anos. O problema é que o pai de Cintia não sabia sobre seu trabalho: ela era DJ. Ele havia obrigado a garota a aparecer na festa ou ela não teria algo que queria muito. Como aparecer na festa e ser a DJ, sem que seu pai notasse? É aí que a história começa e você se apaixona. Não estou brincando quando digo que você se apaixona. Mesmo. Porque é lá que você conhece Fredy Prince, um cantor super famoso entre as adolescentes e que fora contratado para fazer um show na festa. Como Cintia se envolve com Fredy – quem ela detesta, só para constar – você só descobre lendo! Te garanto, você não vai conseguir esquecer Fredy tão fácil.

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 Para “Princesa Pop”.

O próximo conto é da Lauren Kate, que escolheu se basear em A Bela Adormecida e se chama “Eclipse do Unicórnio”. As 3 primeiras páginas do conto vão te instigar, você vai pensar ‘nossa, essa história vai ser ótima’ e, infelizmente, isso não é verdade. A impressão que dá é que não houve muito esforço na hora de escrever, o que é muito chato, considerando que existem contos muito bons no livro e que você pode perceber o quanto as autoras se empenharam neles. Você se depara com os nomes dos personagens principais: Thalia e Percy e não consegue pensar em outra coisa a não ser: RICK RIORDAN.

Enfim, a história fala da princesa Thalia, que foi amaldiçoada com o sono eterno. Percy é um garoto americano que acabou de terminar um relacionamento e está fazendo uma excursão com sua turma para a França. Lá, ele visita um castelo quando se dispersa do grupo e percebe a existência de um outro castelo, com aparência mágica, e resolve conhecê-lo. Como Percy consegue quebrar a magia que protegia o castelo da entrada de qualquer pessoa e encontra Thalia, você só descobrirá lendo.

01c36-3pipocasPara “Eclipse do Unicórnio”. 
O último conto do livro surge para te alegrar depois da decepção do anterior. É “Do Alto da Torre”, a versão de Rapunzel da Patrícia Barboza. O conto, assim como “Princesa Pop”, tem tudo para te fazer se apaixonar: uma grande influência da Katy Perry, covers do Youtube, um cara super fofo e muita confusão! A personagem principal se chama Camila, uma garota que lida com algo que muita gente pode se identificar (eu, inclusive): paga uma promessa feita por outras pessoas. Ela não poderia cortar seu cabelo até o dia do aniversário de 15 anos. Seria fácil se a promessa tivesse sido feita quando Camila tinha 14 anos, mas não – ela tinha apenas onze. ONZE!

Seu grande sonho é ser uma cantora de sucesso e ela conta com a ajuda de Pedro, seu colega de sala super fofo (que Camila é muito cega para enxergar) para manter um canal no Youtube, chamado Do Alto da Torre, onde postam vídeos dela cantando suas músicas favoritas. O canal é um sucesso, mas ninguém sabe que Camila é a cantora dos vídeos, pois, sua Madrinha (com quem ela mora) é muito rígida e jamais permitiria que ela fizesse aquilo. O que acontece quando Camila finalmente completa 15 anos, corta o cabelo e se inscreve num show de talentos da escola formam a receita perfeita para um conto que vai te conquistar!

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 Para “Do Alto da Torre”.

Preciso dizer que eu amaria se “Princesa Pop”, “Do Alto da Torre” e “A Modelo e o Monstro” fossem transformados em livros! Alô? Galera Record? Está me ouvindo?

Eu poderia dar vários baldes de pipoca para “O Livro das Princesas” pela capa, que é a coisa mais fofa desse mundo e pelas ilustrações que antecedem cada conto. Lindo!

p.s: eu poderia dar ainda mais baldes de pipoca pelas citações de Kate e William, One Direction e Katy Perry ao longo dos contos. Tenho certeza que você daria também!

Resenha: Percy Jackson e o Mar de Monstros

ImagemAcabei de voltar do cinema, após a melhor surpresa de todas: Mar de Monstros nada tem a ver com a    maneira como conduziram Ladrão de Raios. Ufa. Nada daqueles efeitos baratos, história sem nexo,      desrespeito total ao livro, não, nada disso! Dessa vez funcionou! E saí de lá muito, muito feliz.

Percy Jackson se vê num conflito existencial: será que é realmente forte, será que é realmente bom    ou só teve sorte e por isso conseguiu salvar o Olimpo na sua aventura anterior? É essa questão que dá  origem a história de Percy Jackson e o Mar de Monstros.

Sempre tentando contato com o pai, o deus dos mares Poseidon, e sem obter respostas, Percy está chegando a conclusão de que não é um heroi e só conseguiu o feito anterior porque Annabeth e Grover estavam ao seu lado. No meio dessa confusão mental, Percy recebe um presente – ou não -, vindo de Poseidon, que deixará a história mais fofa e mais bonita: seu meio irmão Tyson. E ele não é semideus. É um ciclope. Você já consegue imaginar como todos irão reagir ao descobrir que Percy, além de não ser o único filho de Poseidon, deve dividir a honra com um… ciclope?

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A barreira mágica que protege o Acampamento Meio-Sangue é rompida e uma nova profecia surge. Com isso, o acampamento corre perigo e a vida dos semideuses também. É claro que Percy, Annabeth e Grover não vão ficar sentados esperando alguém salvar o dia (e suas vidas), e por isso saem numa missão em busca do Velocino de Ouro, que é capaz de trazer de volta à vida tudo e qualquer coisa. O que eles não contavam é que estariam acompanhados nessa busca, por alguém cujas intenções não eram tão boas quanto levar o Velocino de Ouro de volta ao acampamento, reavivar a árvore protetora e salvar a todos.

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Os efeitos são incríveis (principalmente se comparados aos do primeiro filme), os atores são bons e realmente convencem. O que você vai ver de diferente nesse filme? Os semideuses tem tablets. Sim, tablets! Muito mais humor – palmas para as cenas do Senhor D., e profundidade nas relações familiares. Sim, familiares, porque a relação de Percy e Annabeth infelizmente não é explorada romanticamente nesse filme – assim como não é muito clara nesse livro. Você vai se emocionar com as cenas entre Percy e Tyson, garanto!

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O que levarei de Percy Jackson: Mar de Monstros? Que devemos acreditar no nosso potencial, jamais duvidar de quem somos. Que família erra, assim como todo mundo. E que não importa o que aparentamos ser, como nos veêm. O que importa é o que realmente somos.

p.s: Os primeiros minutos do filme (que é em 3D) realmente te fazem achar que está no fundo do mar. É lindo!
Para Percy Jackson e o Mar de Monstros, dou 4 pipocas. Só porque eu acho que faltou romance! E romance é vida, haha.Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparksficha