Maratona #Oscar2015 – Whiplash

A melhor época do ano chegou (na verdade, já está quase acabando, mas eu só arranjei tempo para essa “cobertura” agora haha) – a temporada de premiações de Hollywood! Os indicados ao prêmio mais cobiçado do Cinema já foram divulgados e você vai acompanhar, a partir de hoje, resenhas dos filmes que estão concorrendo à estatueta. Não sei por qual motivo, mas comecei a assistir aos filmes por uma ordem estranha (do que eu achei que menos ia gostar ao que acredito que será meu favorito), mas vejam só: já errei. Comecei a maratona com Whiplashna verdade, comecei com Foxcatcher, quando achei que o filme fosse ser indicado. Graças aos deuses do cinema, não foi. filme que já vinha criando Oscar buzz há vários meses, junto com White Bird in a Blizzard (mas esse não apareceu nas listas). whip-7

Enfim, espero que estejam prontos para fazer essa maratona comigo e que fiquem empolgados até o momento da linha de chegada, no dia 22 de Fevereiro, quando as estrelas se alinharão no tapete vermelho mais vigiado do ano, torcendo para que não caiam (olá, Jennifer Lawrence), lançando um olhar maléfico para o ex-marido ou ex-esposa que está cruzando o tapete vermelho com o parceiro (a) atual e rezando para que aquele ator/atriz que conseguiu o papel que essa estrela tanto queria não vá embora com uma estatueta.

Whiplash, dirigido e escrito por Damien Chazelle, conta a história de um jovem baterista, chamado Andrew, que almeja entrar na banda de um carrasco professor da sua universidade. O professor, Terence Fletcher, é temido por todos os alunos – daquele tipo que ao passar no corredor faz com que todos prendam a respiração por medo ou ansiedade. Andrew não se deixava intimidar por isso, uma vez que a banda seria a porta de entrada para a realização de seu maior sonho: ser o melhor baterista de todos ou estar entre os melhores. Em alguns momentos do filme, você se depara com alguns relances do perfil egocêntrico de Andrew, mas isso não faz com que você odeie o personagem. Pelo contrário, isso faz com que você se pergunte se existe algum motivo para que ele seja assim. É aqui que entramos num dos pontos que, para mim, são primordiais neste filme: a maneira com que o roteiro brinca com a questão dos losers e da perfeição. O pai de Andrew deseja ser escritor, mas é professor de Literatura do Ensino Médio. A garota por quem Andrew se apaixona está na faculdade mas ainda não sabe qual carreira seguir. Andrew não quer fracassar. Andrew não quer ser esquecido. Andrew está disposto a sangrar (literalmente) pelo seu sonho. Whiplash-4934.cr2

É o encontro com o professor Fletcher, que é um perfeccionista nato, que muda a vida dele. O momento em que Andrew é surpreendido com o convite – que mais parece uma sentença de morte de acordo com o tom do professor –  para entrar na banda, é um dos únicos em que o vemos sorrir. A relação dos dois em busca da perfeição é doentia, faz você se perguntar até onde iria e o quanto estaria disposto a se desgastar por um sonho. O filme é incrível – se você descontar um momento aqui e ali em que cai na monotonia – e a dupla Miles Teller (Andrew) e J.K Simmons (Fletcher) vai fazer você se contorcer de raiva, de pena, de angústia e vai te despertar outros sentimentos também.

Para mim, apenas um fio ficou solto no roteiro: a história de Fletcher. Tudo o que vemos é um homem de personalidade forte, que não se importa com o que os outros pensam, na verdade, ele não se importa com ninguém além de si mas não somos apresentados a outras nuances da vida dele. O que eu quero dizer é que talvez o roteiro tenha falhado um pouco ao mostrar só um lado do Fletcher e ter “omitido” as razões por ele ser daquele jeito. Sim, existe um momento no filme em que ele admite ser perfeccionista e diz que adora levar as pessoas ao seus limites, mas o motivo para aquilo tudo não é mostrado em momento algum (não que eu tenha percebido. Se você assistiu e percebeu, por favor me conte nos comentários).

Whiplash concorre a 5 estatuetas do Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (J.K Simmons), Melhor Roteiro Adaptado, Edição de Vídeo e Sound Mixing. Confesso que talvez o meu amor pelo Miles Teller tenha me feito ver as coisas de uma forma diferente, mas acredito que ele merecia estar nas listas de alguns dos prêmios desta temporada. É interessante ver a maneira com que ele trabalha com o drama, uma vez que sua zona de conforto é a comédia.

O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros (de acordo com o Omelete) e você pode assistir ao trailer aqui:

Para Whiplash, dou cinco baldes de pipoca. 561a7-5pipocas

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Oscar 2014: Philomena

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Eu poderia começar esta resenha dizendo que Philomena é a história de uma senhora irlandesa que engravidou na adolescência, não era casada e por isso foi abandonada pelo pai em um convento, onde encontrou freiras malignas que destruíram a vida dela. Esta descrição simplificada jamais faria jus ao que Philomena realmente é. Na verdade, nada que eu diga por aqui faria.

A história de Philomena Lee (Judi Dench), que é baseada em fatos reais, envolve a lavagem cerebral feita por alguns segmentos da Igreja Católica ao longo dos anos, diferentes maneiras de interpretar a Palavra de Deus e o que o radicalismo pode causar na vida das pessoas. Não me levem a mal, eu sou católica também, mas consigo enxergar que nem tudo são flores na Instituição.

De cara, o espectador é apresentado a Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista que acabou de ser demitido por ter se envolvido num escândalo político, acusado de “enterrar fatos”, e assim, escondê-los da imprensa. Desempregado, seu objetivo no momento é escrever livros sobre a História Russa, mas ninguém está interessado em lê-los. Ao ter a oportunidade de trabalhar com uma jornalista que escreve histórias de “interesse humano”, ele logo descarta a possibilidade, e é aí que começamos a enxergar a personalidade de Martin. Ele é amargo, cético e não se importa muito com as pessoas em geral.

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Tudo muda quando ele é abordado por Jane Lee (Anna Maxwell Martin), que pede sua ajuda para contar a história de uma senhora que escondeu uma parte bastante importante da própria vida por 50 anos. É aí que conhecemos Philomena Lee e é também quando começa a sacada incrível de incluir flashbacks bem encaixados ao longo do filme.

O primeiro deles começa quando a jovem Philomena encontra um rapaz galanteador, se entrega a ele e acaba engravidando. Seu pai não aceita que a filha seja mãe solteira e a deixa num convento, onde ela é tratada como pecadora. Para se manter por lá, é necessário um trabalho árduo, em ritmo de escravidão, que só lhe dava o direito de ver o filho durante uma hora por dia. Ela é surpreendida quando um casal rico chega ao convento para adotar a filha de sua amiga e acaba levando a menina, Mary, e seu próprio filho, Anthony. Se você não se emocionar nessa cena, te garanto uma coisa: você não tem coração.

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Sixsmith muda de ideia quanto a não escrever histórias de “interesse humano” e embarca na jornada de Philomena em busca do filho dela. O primeiro lugar que eles visitam é o convento, onde são recebidos por uma Irmã que diz não saber nada sobre Anthony e que os registros das adoções foram queimados durante o Grande Incêndio. É aí que Martin começa a duvidar do convento, pois, os registros que poderiam ajudá-los na busca foram queimados e um certo documento que Philomena assinou enquanto ainda morava lá, dizendo que jamais procuraria pelo filho, estava intacto. As dúvidas do jornalista crescem ainda mais quando ele ouve, num bar irlandês, o que realmente aconteceu no Grande Incêndio. É aí que Martin leva Philomena para os Estados Unidos e a busca realmente começa, com ela hesitando, após cada descoberta, em ter a sua história publicada.

O que Philomena e Martin descobrem, você só vai saber assistindo ao filme, dirigido por Stephen Frears (A Rainha), com roteiro de Steve Coogan e Jeff Pope, vencedor do BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado e indicado a 4 estatuetas do Oscar: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz (Judi Dench) e Original Score.

Philomena é um dos meus favoritos ao Oscar de Melhor Filme não só por contar uma história sensacional que te faria duvidar por ser tão incrível, caso não fosse baseada em fatos reais. A performance de Judi Dench é, para mim, a melhor deste ano: um toque de ingenuidade, sensatez, vulnerabilidade e força ao mesmo tempo, numa mistura que te faz acreditar na personagem.

A história é a prova viva da responsabilidade do Jornalista (e é a razão de eu ter escolhido esta profissão) e do quanto alguém pode mudar a partir do momento em que conhece uma pessoa única e inspiradora. Você vai rir e chorar ao mesmo tempo. Essa é uma característica que geralmente me faz gostar de um filme: emoções conflitantes. É o que não falta em Philomena. Não poderia dar menos de 5 baldes de pipoca para o filme.561a7-5pipocas

 

Para assistir com pipoca: Jogos Vorazes – Em Chamas

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ALERTA: MUITOS INDÍCIOS DE FANGIRLING NESTA RESENHA.

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Peço desculpas se em algum momento nesta resenha eu perder totalmente o foco e começar a surtar. Você me entenderá se tiver assistido ao filme ou quando assistir, porque DEFINITIVAMENTE você não vai poder perder a chance de ver essa obra de arte.

Vim fazendo contagem regressiva para o dia de hoje desde que a data foi anunciada (e Deus abençoe a Paris Filmes por ter diminuido uma semana da minha espera) e obviamente, minhas expectativas eram altas. Posso dizer com firmeza que não estou desapontada, pelo contrário, minhas expectativas foram superadas!

Com um orçamento de aproximadamente 160 milhões de dólares, o dobro do primeiro filme, Em Chamas teve todo o suporte para ser um filme incrível, cheio de efeitos mais que especiais. O diretor, Francis Lawrence, com certeza soube aproveitar bem cada centavo. Meus olhos pareciam não acreditar na perfeição daquilo tudo. Nada que eu venha a escrever aqui fará jus a esse filme. Nada.

A história tem início com a preparação de Katniss e Peeta para a Turnê dos Vitoriosos, um tempinho depois da épica vitória de ambos no 74ª Jogos Vorazes. O normal seria que eles passassem por cada distrito, fizessem discursos, fossem às festas e ao final de tudo voltassem para casa, sãos e salvos. Eles não contavam com o fato de pessoas de vários distritos terem se inspirado no ato de bravura de Katniss e o encarado como um desafio à Capital (não uma prova de amor como tentaram fazê-los acreditar). Essas pessoas começaram a se rebelar contra o governo de Panem, o que aumentou ainda mais a raiva que o Presidente Snow já sentia de Everdeen. Dessa forma, ele a visita e a obriga a convencê-lo de seu amor por Peeta, acreditando que essa seria a única forma de fazer o resto de Panem acreditar também e, assim, controlar os levantes. É nesse momento que Katniss percebe que jamais poderá ser livre, e onde a frase de Haymitch sobre não existirem campeões dos jogos, e sim sobreviventes, se encaixa perfeitamente.

Fingir afeto por Peeta não seria um problema tão grande se ele não fosse perdidamente apaixonado por ela e uma terceira pessoa não fizesse parte dessa confusão toda. Gale. O melhor amigo de Katniss, que assistiu aos Jogos de casa e teve de suportar todo o romance da sua amada com outro homem. Gale vai surgir nesse filme de uma forma muito diferente do primeiro, mais firme, mais maduro, com mais certeza do que quer, e cuja personalidade revolucionária já começa a se cristalizar.

CAT2A Turnê dos Vitoriosos não é bem sucedida e o Presidente Snow, com a ajuda do novo Idealizador dos Jogos, Plutarch Heavensbee, resolve reunir tributos vitoriosos de todos os distritos na 75ª edição dos Jogos Vorazes, mais conhecida como o Massacre Quaternário. Ora, seus problemas estariam resolvidos, tendo em vista que Katniss era a única vencedora mulher do Distrito 12 e, portanto, não podia escapar da arena. cfgif

cat1Com a nova edição dos Jogos, surgem novos personagens, como Finnick Odair – interpretado pelo incrível Sam Claflin – e Johanna Mason – vivida pela surpreendente Jena Malone, que vão conquistar o público. O Presidente Snow só não contava com o que os “novos” tributos fariam na Arena, e isso eu não vou falar! Você tem que assistir para saber! Pelo menos não falarei nessa parte do post. Se você não tiver assistido ainda, não leia NADA a partir da palavra SPOILERS.

Para você que não viu o filme ainda, prepare-se para se encantar por Finnick Odair e pelo show de interpretação que Sam Claflin deu ao encarnar esse personagem. A minha grande surpresa foi a Johanna de Jena Malone (a única atriz do cast que não me convencia de jeito nenhum), que parecia ter sido tirada diretamente da minha mente enquanto lia as cenas daquela personagem. Os antigos personagens, Katniss, Peeta, Haymitch, Effie, Prim e companhia, surgiram de formas completamente diferentes do primeiro filme.

Jennifer Lawrence, indiscutivelmente, poderia receber sua segunda indicação ao Oscar pela atuação de Em Chamas. Você simplesmente não consegue acreditar que é uma atriz interpretando a personagem, de tão perfeita que a construção de Katniss é. Josh Hutcherson surge bem mais maduro, com um Peeta machucado, de coração partido, que convence de verdade. CAT5

Woody Harrelson e seu Haymitch, sempre com aquele humor negro contagiante, te arrancará boas risadas. Effie Trinket deixará seu lado materno aflorar e sentirá bastante a volta de seus pupilos à Arena. Elizabeth Banks, mais uma vez, arrasou no papel. Outro que deu um show no filme foi Stanley Tucci e seu Caesar Flickermann. Se ele já tinha arrasado no primeiro filme, nesse ele conseguiu se superar! As expressões e risadas daquele homem eram muito boas mesmo.

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Senti falta de mais cenas entre Prim e Katniss, de momentos de cumplicidade entre as duas – afinal, tudo isso começou por causa dela., mas nada que fizesse o filme perder o sentido.

Em Chamas tem uma qualidade infinitamente superior ao de seu antecessor e não te deixa nem sequer piscar os olhos. A maneira com que Francis Lawrence abordou a história, sendo tão fiel ao livro (nunca vi uma adaptação ser tão fiel, na verdade) e sendo capaz de incluir algumas surpresas ao longo do filme e no final, é impressionante. Sabe quando você termina de ler algo incrível e tem uma vontade imediata de mandar um e-mail/carta/sinal de fogo para o autor no intuito de agradecê-lo pelo que escreveu? Tive essa mesma vontade em relação a Francis Lawrence. Se alguém tiver o e-mail/endereço/telefone dele, me avise aqui nos comentários (risos).

A trilha sonora do filme também é maravilhosa, com músicas do The Lumineers, Coldplay, Christina Aguilera, Sia, Lorde e tantos outros. Vale a pena ser ouvida e você pode fazer isso (se tiver o iTunes) clicando neste link.

Para Jogos Vorazes – Em Chamas, dou todas as pipocas do mundo! 5 baldes não são suficientes.

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Se você não viu o filme ainda, não continue a ler esta resenha. ALERTA DE SPOILERS! Depois não diga que eu não avisei.

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MELHOR FILME DA MINHA VIDA! MEU DEUS DO CÉU, O QUE FOI ISSO? EU NÃO CONSEGUIA NEM RESPIRAR DIREITO! AQUELE BEIJO EXTRA ENTRE GALE E KATNISS???? OBRIGADA SENHOR PELA EXISTÊNCIA DE FRANCIS LAWRENCE! OBRIGADA, MIL VEZES OBRIGADA!

Não me entenda mal. Amo Katniss e Peeta, surto em todas as cenas deles juntos, mas não consigo deixar de shippar Gale e Katniss também! E aquele beijo extra me desestabilizou legal. Enfim, depois de deixar clara a minha felicidade em relação a essa surpresa, vou começar a falar dos outros momentos que me deixaram tão louca que não conseguia ficar sentada direito na poltrona, nem parar de bater palmas, ou gritar, ou chorar, ou ter sérios ataques de fangirl. Vou começar a listar os momentos em que mais surtei e já peço desculpas se não fizer muito sentido.

O que foi Johanna Mason se revoltando contra a capital e mandando todos se f****? GENTE! Todas as cenas em que ela aparecia eram totalmente enérgicas e eu não conseguia parar de rir! Aquela cena do elevador vai direto para a minha lista de melhores cenas da vida! A cara de safado de Josh Hutcherson e a de ciumenta de Jennifer Lawrence estavam impagáveis. IMPAGÁVEIS!

Confesso que não senti falta alguma da Madge no filme, e o fato de a Katniss ter visto as imagens dos levantes no trem e não na casa da amiga, não fez diferença alguma para mim. Esse foi um dos únicos momentos em que o roteiro não seguiu à risca o que estava nas páginas do livro, além de terem feito Katniss contar a Haymitch e Peeta juntos sobre a visita de Snow, sem enganar o boy with the bread como fez no livro.

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Os dois momentos em que mais chorei foram a morte do Cinna (palmas para Jennifer Lawrence naquela cena e em todas as outras, na verdade), igualzinha a versão de Suzanne Collins, e a despedida de Effie, Peeta e Katniss antes dos jogos. Não aguentei Effie Trinket se desmanchando em lágrimas, não mesmo!

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A parte em que todos os tributos dão as mãos, e depois só aparecem as sombras de todos eles me deixou sem fôlego. A respiração boca à boca de Finnick em Peeta – achei ofensiva aquela quantidade de tentativas, quando podia muito bem ser eu no lugar de qualquer um dos dois, né? – e o desespero de Katniss também foram marcantes.

A fofura de Mags, o desespero de Finnick ao ouvir a voz de Annie, Wiress tão surtada quanto eu imaginei, me fizeram gostar ainda mais do filme. E a perfeição com que criaram todos aqueles efeitos e bestantes? Sem palavras.

O momento em que Katniss enforca Seneca Crane e faz uma reverência aos Idealizadores dos Jogos = INESQUECÍVEL.

TODAS as cenas de Peeta e Katniss demonstravam a química maravilhosa entre Jennifer e Josh e eram tão convincentes, tão convincentes que todo o desespero que senti pelos personagens no livro voltou à tona. A cena em que ele entrega o medalhão e Katniss finalmente deixa transparecer que precisa dele, UAU, apenas UAU.

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Aquela cena em que Katniss está sendo retirada da Arena foi uma das minhas favoritas, com as expressões de Jennifer focalizadas assim como na última cena, em que as lágrimas secavam e Katniss mudava seu semblante de derrota para um de determinação, aceitando ser o tordo e preparada para se vingar da Capital. Que grande sacada do diretor, genial, genial, genial, não me canso de dizer isso.

O filme inteiro foi tão surtante que eu preciso voltar ao cinema pelo menos mais 2 vezes para poder olhar cada cena com mais cuidado. E SURTAR AINDA MAIS, CLARO!

A Culpa é das Estrelas – bastidores do set de filmagem

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2013 está sendo um ótimo ano para quem gosta de adaptações literárias para o Cinema. Tivemos Cidade dos Ossos, as filmagens de Divergente e Vampire Academy, as primeiras imagens de A Menina que Roubava Livros, o anúncio de que A Esperança seria dividido em dois filmes e a espera por Em Chamas (um pouco mais de 30 dias para o Massacre Quaternário!!!). Embora eu esteja muito (se você me conhece pessoalmente, sabe que é verdade) ansiosa para rever Katniss, Peeta, Gale e conhecer Finnick, nada se compara às emoções que estou tendo desde o anúncio da adaptação de A Culpa é das Estrelas. Se você ainda não leu o livro, o que está fazendo da sua vida?

Confesso que fiquei apreensiva no início – o que é compreensível quando você é muito fã de algum livro e anunciam que ele vai ser transformado em filme -, quem seria capaz de interpretar a ironia e beleza de Augustus Waters? Quem faria jus à Hazel Grace? E o roteiro? Ai meu Deus, o roteiro? Eles deixariam de fora muitas coisas importantes que acontecem no livro? Foi aí que John Green surgiu para me acalmar e dizer que acompanharia todo o processo. UFA!  Como ele mesmo disse, o filme não é dele, mas considerando que ele estava lá durante as gravações e a pré-produção, acho muito difícil que esse filme não esteja fadado à perfeição.

Lembro quando anunciaram que Shailene Woodley faria o papel de Hazel e do meu desespero para procurar filmes que ela já tivesse feito (afinal, nunca tinha visto A Vida Secreta de uma Adolescente Americana) e de como eu me acalmei depois de assistir a Os Descendentes – se você já assistiu ao filme, basta saber que fui convencida na cena da piscina. E o Gus? Quem seria o Gus?

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Soube via Twitter que Ansel Elgort havia sido escalado para o papel , ou seja, na hora não vi foto alguma. Estava apreensiva ao digitar o nome dele no Google e, mais uma vez, fui surpreendida. O Augustus da minha imaginação existia. Exatamente como pensei. O grande problema é que não tive como ver se Ansel era talentoso naquele momento – afinal, seus primeiros filmes ainda serão lançados -. Bastou que eu assistisse a uns 3 vídeos de entrevistas dele no Youtube para me apaixonar. O mais engraçado é que Ansel e Shailene atuam juntos em Divergente – e são IRMÃOS no filme!

Só faltava um ator ser escalado para eu me acalmar de vez. E esse ator foi Nat Wolff – se você era fã da Nickelodeon, da Miranda Cosgrove e, principalmente da Naked Brothers Band, sabe de quem estou falando. Infelizmente, eu não era nada disso, então tive que recorrer à filmografia de Nat para conhecê-lo melhor. Que grata surpresa foi descobrir que ele estava em Noite de Ano Novo e que, para conhecê-lo, eu assistiria ao filme pela 5ª vez sem focar em Zac Efron e Lea Michele.

Com tudo isso, eu não tive nada do que reclamar. Gostei dos atores e John Green estava envolvido – o que mais eu poderia querer? Durante a preparação para o filme, Shailene e John tiveram a ideia de estimular a doação de cabelo com o #HairForHazel. Ela postou um longo texto sobre a importância dos fios e a diferença que eles fazem na vida de alguém e bastou para que pessoas do mundo inteiro aderissem à ideia. Mais um ponto para ela!

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As filmagens começaram no finalzinho de Agosto e se até aquele momento eu não estava completamente apaixonada pelo elenco, me apaixonei. Nunca fui tão grata ao Tumblr, Instagram, Twitter e Youtube na vida! Vou tentar mostrar a vocês algumas das melhores postagens.

“Presente de aniversário dos produtores do filme de A Culpa é das Estrelas. Amo esses caras”. 

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“Hazel e Gus (mais conhecidos como Shailene Woodley e Ansel Elgort) sendo nerds/adoráveis no set”

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“Reunidos! Estamos todos animados, mas só Shailene está demonstrando”

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“Balançando com Hazel e Gus”

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Esse foi o primeiro vídeo que o John Green postou no set de TFiOS e nele você pode ver a animação dele ao mostrar o próprio trailer e a vergonha ao falar que não consegue parar de chorar por um segundo enquanto assiste às gravações.

Se você seguir John Green ou Ansel nas redes sociais, vai perceber um lindo bromance que surgiu entre os dois – e surtar com as nerdices de ambos. Esse relacionamento é muito claro nesse vídeo, em que John pergunta ao Ansel como ele descobriu que tinha conseguido o papel para o filme.

Nesse vídeo, John faz um Q&A com Nat Wolff  no qual eles explicam porque Isaac não é loiro no filme

Para acompanhar os bastidores das gravações, você pode seguir:

@AnselElgort no Instagram e Twitter

@ShaileneWoodley no Twitter

@JohnGreenWritesBooks no Instagram e Twitter + VlogBrothers no Youtube http://www.youtube.com/user/vlogbrothers/

E um tumblr feito por um membro da produção especialmente para postar uma foto da parte de trás da cabeça de John Green todos os dias: http://thebackofjohngreenshead.tumblr.com/

A data de estreia do filme foi anunciada ontem: 6 DE JUNHO DE 2014. Ou seja, temos um pouco mais de 8 meses para juntar as caixinhas de lenço!

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Para Assistir com Pipoca: One Direction – This Is Us

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,Esse post provavelmente fará com que muita gente revire os olhos. É esse efeito que One Direction causa a quem não os conhece, ou o que qualquer outra banda/cantor/ator/coisa a quem também não sabe nada sobre. Indico This Is Us para essas pessoas que não fazem ideia do que é banda (exatamente como a senhora simpática que se sentou ao meu lado durante a sessão e que me perguntou: “O que eles cantam? A banda é boa?” recebendo um “Eu adoro! Espero que você goste e boa sorte!”). Boa sorte? Por qual motivo você deseja boa sorte a alguém na hora de assistir a um filme? Bom, se esse filme envolve milhões de fãs alucinadas cujas cordas vocais estão em pleno vapor, é uma ótima ideia desejar sorte (o que eu não tive, por sinal! Ganhei uma bela dor de cabeça! Obrigada, meninas!). 

Vou parar de reclamar e começar essa resenha! YAY! Continuando, This Is Us é realmente um filme para quem não conhece a banda ou pouco sabe sobre ela. Para fãs (ou quase-fãs, no meu caso, se é que isso existe) a parte legal do filme é assistir aos meninos cantando ao vivo e perceber que eles soam muuuuuuito melhor fora do estúdio. Fora isso, todas as informações do filme já eram conhecidas pelo fandom. Lógico que é divertido ver como eles interagem nos bastidores, mas acho que também já tínhamos material suficiente sobre isso.

Porque diabos estou reclamando tanto? Por um simples motivo: A MINHA MÚSICA FAVORITA NÃO ESTAVA NO FILME. Pois é. E se você conhece Best Song Ever e sabe que essa música foi feita para promover o filme, espere a decepção. A música não aparece em momento algum durante o filme! Exatamente como meu outro trauma, Safe and Sound em Jogos Vorazes. Valeu a pena por ter tido a oportunidade de conhecer outras músicas (além dos singles).

Morgan Spurlock, o diretor do filme, sem dúvidas fez um bom trabalho. Com sacadas inteligentes incluindo uma explicação científica do que o 1D causa nas fãs e alguns efeitos que aparecem durante as músicas (minha parte favorita! Pena que se eu falar vai perder a graça). Se você ainda não conhece o trabalho do Morgan, corra para assistir Super Size Me, uma crítica ao Mc Donald’s muito bem feita.

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A presença das famílias foi constante durante o filme e as namoradas cortadas (exceto pela namorada do Liam na época, Danielle, que aparece no finalzinho) – os garotos explicaram em entrevistas que o corte não foi proposital, mas, eu, você, todos nós sabemos que há todo um trabalho por trás, que não mostra as namoradas para que as garotas continuem sonhando em namorar com um deles. Um dos momentos mais emocionantes é o que aparece no trailer (aliás, se você assistiu ao trailer, viu o filme quase todo!), quando Zayn compra uma casa para sua mãe. É de arrepiar.

Você também aprenderá a respeitar muito mais os artistas em geral, ao ver o quanto eles trabalham (de verdade!). 10 minutos de sono, meses sem poder ver a família e um assédio louco (que apesar de tudo não foi abordado de forma ruim – lógico – no filme). Não posso contar quem aparece no filme, mas posso dizer que é muito engraçado ver os garotos na posição de fãs quando conhecem pessoas que eles admiram.

Eu não tenho dúvidas que a minha opinião acerca do filme irá melhorar assim que eu conseguir assisti-lo sem interferências externas, mas por enquanto eu dou três baldes de pipoca! Posso dar cinco baldes de pipoca só pelo início do filme, que foi hilário e muito fofo? Não?

p.s: Eu percebi que só citei os nome do Liam e do Zayn nesse post. Não foi proposital, até porque se eu escolhesse citar só um deles não seria o Liam! (Se você me segue no twitter, pessoa doida, sabe de quem estou falando!),

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Resenha: Percy Jackson e o Mar de Monstros

ImagemAcabei de voltar do cinema, após a melhor surpresa de todas: Mar de Monstros nada tem a ver com a    maneira como conduziram Ladrão de Raios. Ufa. Nada daqueles efeitos baratos, história sem nexo,      desrespeito total ao livro, não, nada disso! Dessa vez funcionou! E saí de lá muito, muito feliz.

Percy Jackson se vê num conflito existencial: será que é realmente forte, será que é realmente bom    ou só teve sorte e por isso conseguiu salvar o Olimpo na sua aventura anterior? É essa questão que dá  origem a história de Percy Jackson e o Mar de Monstros.

Sempre tentando contato com o pai, o deus dos mares Poseidon, e sem obter respostas, Percy está chegando a conclusão de que não é um heroi e só conseguiu o feito anterior porque Annabeth e Grover estavam ao seu lado. No meio dessa confusão mental, Percy recebe um presente – ou não -, vindo de Poseidon, que deixará a história mais fofa e mais bonita: seu meio irmão Tyson. E ele não é semideus. É um ciclope. Você já consegue imaginar como todos irão reagir ao descobrir que Percy, além de não ser o único filho de Poseidon, deve dividir a honra com um… ciclope?

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A barreira mágica que protege o Acampamento Meio-Sangue é rompida e uma nova profecia surge. Com isso, o acampamento corre perigo e a vida dos semideuses também. É claro que Percy, Annabeth e Grover não vão ficar sentados esperando alguém salvar o dia (e suas vidas), e por isso saem numa missão em busca do Velocino de Ouro, que é capaz de trazer de volta à vida tudo e qualquer coisa. O que eles não contavam é que estariam acompanhados nessa busca, por alguém cujas intenções não eram tão boas quanto levar o Velocino de Ouro de volta ao acampamento, reavivar a árvore protetora e salvar a todos.

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Os efeitos são incríveis (principalmente se comparados aos do primeiro filme), os atores são bons e realmente convencem. O que você vai ver de diferente nesse filme? Os semideuses tem tablets. Sim, tablets! Muito mais humor – palmas para as cenas do Senhor D., e profundidade nas relações familiares. Sim, familiares, porque a relação de Percy e Annabeth infelizmente não é explorada romanticamente nesse filme – assim como não é muito clara nesse livro. Você vai se emocionar com as cenas entre Percy e Tyson, garanto!

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O que levarei de Percy Jackson: Mar de Monstros? Que devemos acreditar no nosso potencial, jamais duvidar de quem somos. Que família erra, assim como todo mundo. E que não importa o que aparentamos ser, como nos veêm. O que importa é o que realmente somos.

p.s: Os primeiros minutos do filme (que é em 3D) realmente te fazem achar que está no fundo do mar. É lindo!
Para Percy Jackson e o Mar de Monstros, dou 4 pipocas. Só porque eu acho que faltou romance! E romance é vida, haha.Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparksficha

Resenha: Footloose – Ritmo Contagiante

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Todo fã de musicais e todo cinéfilo de plantão já assistiu Footloose com Kevin Bacon algumas dezenas  de vezes. E como todo filme que deu muito certo no passado, um remake foi anunciado. Houve muita  confusão antes das gravações desse filme. O papel era de Zac Efron (naquela época, ele havia acabado de  filmar High School Musical 3), e com toda a pressão em cima dele do tipo “será que ele é só uma carinha  bonita? Será que é só um dançarino?”, ele acabou desistindo, para optar por papeis mais dramáticos, como  no filme Eu e Orson Welles. Quando Zac saiu, Chace Crawford (Nate!!!) pegou o papel. E desistiu logo em    seguida. Com tudo isso, era improvável que o filme passasse de um mero script, até o momento em que  Kenny Wormald surge.
Junto a ele, Julianne Hough (Rock of Ages) e o hilário Miles Teller (Divergente), em um filme empolgante e  bonito de se ver.

A história, todo mundo já conhece. Ren MacCormack chega a uma cidadezinha interiorana, após a morte de sua mãe, com uma fama de encrenqueiro. Como toda boa cidade de interior, a fofoca acontece rapidamente, e todos querem proteger suas filhas do troublemaker de Boston. Principalmente o Reverendo Moore (Dennis Quaid), que se sente responsável por toda a cidade após uma tragédia envolvendo  seu filho.

foot É justamente com a filha do Reverendo que Ren se envolve, Ariel Moore (Julianne  Hough), que  está perdida desde o acontecido com seu irmão. Esta é a receita para uma  infinidade de  problemas, que têm como principal a lei que o Reverendo e outros políticos da  cidade  aprovaram: era probido dançar na cidade. MacCormack, com seu melhor amigo Willard  (Miles  Teller) não pretende deixar que essa proibição seja eterna. E é aí que o filme se  desenrola, com  muitas questões conservadoras, com dilemas familiares e muito humor. O  personagem de  Teller é o responsável por esta última parte, e é impossível não rir a cada vez  que ele surge na  tela.

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Não posso deixar de falar sobre a trilha sonora, claro. Para fãs de Country como eu, é emocionante ouvir Blake Shelton cantando Footloose, que embala uma das melhores cenas do filme. Victoria Justice (Victorious) e Hunter Hayes unem suas vozes em Almost Paradise. Além das exclusivas para o filme, a trilha conta com CeeLo Green, Wiz Khalifa, Smashing Pumpkins e Zac Brown Band.
Com números de dança maravilhosos e boas mensagens por trás dos diálogos e acontecimentos do filme, Footloose – Ritmo Contagiante, é uma boa pedida. E o download da trilha sonora também!
Diretor: Craig Brewer
Roteirista: Dean Pitchford
Duração: 113 minutos
Elenco: Kenny Wormald, Julianne Hough, Dennis Quaid, Miles Teller, Kim Dickens, Andie MacDowell.

P.S: Miles Teller e Zac Efron acabaram trabalhando juntos. Are We Officially Dating?, sem tradução oficial, deverá ser lançado ano que vem. Dennis Quaid e Zac também já foram co-stars em At Any Price, que estreia ainda este ano.

Para Footloose – Ritmo Contagiante, dou 4 baldes de pipoca! (boa parte pela trilha do filme, preciso dizer).

Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks