Maratona #Oscar2015 – Whiplash

A melhor época do ano chegou (na verdade, já está quase acabando, mas eu só arranjei tempo para essa “cobertura” agora haha) – a temporada de premiações de Hollywood! Os indicados ao prêmio mais cobiçado do Cinema já foram divulgados e você vai acompanhar, a partir de hoje, resenhas dos filmes que estão concorrendo à estatueta. Não sei por qual motivo, mas comecei a assistir aos filmes por uma ordem estranha (do que eu achei que menos ia gostar ao que acredito que será meu favorito), mas vejam só: já errei. Comecei a maratona com Whiplashna verdade, comecei com Foxcatcher, quando achei que o filme fosse ser indicado. Graças aos deuses do cinema, não foi. filme que já vinha criando Oscar buzz há vários meses, junto com White Bird in a Blizzard (mas esse não apareceu nas listas). whip-7

Enfim, espero que estejam prontos para fazer essa maratona comigo e que fiquem empolgados até o momento da linha de chegada, no dia 22 de Fevereiro, quando as estrelas se alinharão no tapete vermelho mais vigiado do ano, torcendo para que não caiam (olá, Jennifer Lawrence), lançando um olhar maléfico para o ex-marido ou ex-esposa que está cruzando o tapete vermelho com o parceiro (a) atual e rezando para que aquele ator/atriz que conseguiu o papel que essa estrela tanto queria não vá embora com uma estatueta.

Whiplash, dirigido e escrito por Damien Chazelle, conta a história de um jovem baterista, chamado Andrew, que almeja entrar na banda de um carrasco professor da sua universidade. O professor, Terence Fletcher, é temido por todos os alunos – daquele tipo que ao passar no corredor faz com que todos prendam a respiração por medo ou ansiedade. Andrew não se deixava intimidar por isso, uma vez que a banda seria a porta de entrada para a realização de seu maior sonho: ser o melhor baterista de todos ou estar entre os melhores. Em alguns momentos do filme, você se depara com alguns relances do perfil egocêntrico de Andrew, mas isso não faz com que você odeie o personagem. Pelo contrário, isso faz com que você se pergunte se existe algum motivo para que ele seja assim. É aqui que entramos num dos pontos que, para mim, são primordiais neste filme: a maneira com que o roteiro brinca com a questão dos losers e da perfeição. O pai de Andrew deseja ser escritor, mas é professor de Literatura do Ensino Médio. A garota por quem Andrew se apaixona está na faculdade mas ainda não sabe qual carreira seguir. Andrew não quer fracassar. Andrew não quer ser esquecido. Andrew está disposto a sangrar (literalmente) pelo seu sonho. Whiplash-4934.cr2

É o encontro com o professor Fletcher, que é um perfeccionista nato, que muda a vida dele. O momento em que Andrew é surpreendido com o convite – que mais parece uma sentença de morte de acordo com o tom do professor –  para entrar na banda, é um dos únicos em que o vemos sorrir. A relação dos dois em busca da perfeição é doentia, faz você se perguntar até onde iria e o quanto estaria disposto a se desgastar por um sonho. O filme é incrível – se você descontar um momento aqui e ali em que cai na monotonia – e a dupla Miles Teller (Andrew) e J.K Simmons (Fletcher) vai fazer você se contorcer de raiva, de pena, de angústia e vai te despertar outros sentimentos também.

Para mim, apenas um fio ficou solto no roteiro: a história de Fletcher. Tudo o que vemos é um homem de personalidade forte, que não se importa com o que os outros pensam, na verdade, ele não se importa com ninguém além de si mas não somos apresentados a outras nuances da vida dele. O que eu quero dizer é que talvez o roteiro tenha falhado um pouco ao mostrar só um lado do Fletcher e ter “omitido” as razões por ele ser daquele jeito. Sim, existe um momento no filme em que ele admite ser perfeccionista e diz que adora levar as pessoas ao seus limites, mas o motivo para aquilo tudo não é mostrado em momento algum (não que eu tenha percebido. Se você assistiu e percebeu, por favor me conte nos comentários).

Whiplash concorre a 5 estatuetas do Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (J.K Simmons), Melhor Roteiro Adaptado, Edição de Vídeo e Sound Mixing. Confesso que talvez o meu amor pelo Miles Teller tenha me feito ver as coisas de uma forma diferente, mas acredito que ele merecia estar nas listas de alguns dos prêmios desta temporada. É interessante ver a maneira com que ele trabalha com o drama, uma vez que sua zona de conforto é a comédia.

O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros (de acordo com o Omelete) e você pode assistir ao trailer aqui:

Para Whiplash, dou cinco baldes de pipoca. 561a7-5pipocas

Resenha: “Homens, Mulheres e Filhos”, da Paramount Pictures

Eu quase não tinha nada de bom para falar desse filme até fazer uma busca no Google e encontrar o pôster INCRÍVEL feito para divulgá-lo. Sério, que coisa mais linda é essa, gente? MV5BMTAwMzc2OTgwOTZeQTJeQWpwZ15BbWU4MDg2ODA4NjIx._V1_SX640_SY720_Já que comecei falando sobre o pôster, vou falar sobre as informações que ele contém. O diretor (Jason Reitman) é o mesmo de “Sem Escalas” (amo a Anna Kendrick e o George Clooney, mas até hoje não entendi a lógica daquele filme) e “Juno” (5 baldes de pipoca sem pensar duas vezes). A partir daí você já consegue sentir as minhas opiniões divergentes sobre esse filme, mas estamos só começando. Vamos à frase do pôster: “Descubra o quão pouco você sabe sobre as pessoas que você conhece”, o que realmente descreve o filme. Nele, somos apresentados basicamente a quatro histórias de adolescentes que frequentam a mesma escola e têm um problema em comum: a Internet.

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                                                       Hannah (Olivia Crocicchia) e Donna Clint (Judy Greer)

Enquanto Chris (Travis Tope) é viciado em pornografia – assim como o pai, Don (Adam Sandler) -, Hannah Clint (Olivia Crocicchia) sonha com o estrelato e a fama em Hollywood e não percebe (ou percebe? Isso não ficou muito claro para mim), que estava sendo usada pela mãe. que tirava fotos sensuais suas e as vendia online por encomenda. Enquanto a mãe de Hannah esconde os e-mails dos pedidos e a faz acreditar que aqueles que acessam o site são “seus fãs”, a mãe de Tim Mooney (Ansel Elgort) abandona a família e foge para a Califórnia com um outro homem.

Para mim, Tim é o personagem mais intrigante do filme (e não é pelo fato de ser interpretado pelo Ansel, juro!) por ter um problema existencial: ele não consegue se importar com nada ou ninguém somente por saber que todos são feitos de moléculas que passaram a existir na Terra depois do Big Bang e por acreditar que as pessoas não significam nada quando comparadas ao pequeno espaço que a Terra ocupa no Universo. Isso me lembrou um pouco do próprio Gus Waters (para quem não conhece, é o personagem de Elgort em “A Culpa é das Estrelas), só que de forma contrária: embora ambos soubessem que não significavam nada perto da imensidão do mundo, um queria ser lembrado de alguma forma e o outro preferiu simplesmente desistir.

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                      Tim (Ansel Elgort) e Brandy (Kaitlyn Dever)

De volta ao tema “mães”, conhecemos Patricia (Jennifer Garner), uma mãe obcecada em proteger a filha Brandy (Kaitlyn Dever) dos “perigos da Internet”. Usei aspas e o modo itálico ao falar de perigos da Internet por esse ser o tema principal do filme. Agora que os personagens foram apresentados, vamos ao principal: qual é o objetivo deste filme? Para mim, Reitman quis passar uma visão unilateral e um tanto radical do que a Internet pode causar na vida de quem a navega. Não vemos sequer uma coisa boa que a Internet tenha feito pelas pessoas nesse filme. Dessa forma, a visão pessimista que o filme transmite me incomoda bastante, talvez ao ponto de me impedir de enxergar a profundidade dos personagens (e das atuações também).

Vamos começar pelo Adam Sandler. Na verdade, prefiro pular essa parte simplesmente por não entender a atuação do cara. Nunca. Vemos uma Jennifer Garner paranóica (e totalmente crível), uma Judy Greer (desculpe, não consegui parar de pensar em “De Repente 30” ao ver Garner e Greer no mesmo filme novamente) um tanto apática – assim como Dean Norris, o pai abandonado de Tim. O verdadeiro destaque fica por conta dos adolescentes, Elgort, Dever, Tope e Crocicchia. O tema da anorexia também é abordado pela (e usarei o adjetivo mais uma vez) apática Elena Kampouris, que interpreta Alison Doss, uma garota que encontrava online outras pessoas que tinham anorexia e a encorajavam a não comer.

Voltando ao quarteto, a história dos quatro é um tanto envolvente (é o máximo de atenção que esse filme pode conseguir) e você só vai continuar assistindo para descobrir o que enfim acontece com eles. Além do vício em pornografia, do uso da imagem de menores na Internet e da anorexia, o vício em videogames e a traição que surge em sites e passa para a vida real também são abordados. É um acúmulo de coisas ruins que a Internet pode trazer e essa quantidade de problemas impede que cada um desses temas seja tratado mais à fundo.

Para “Homens, Mulheres e Filhos” que está em cartaz no Brasil desde o dia 4 de Dezembro, dou 2 baldes de pipoca.

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Oscar 2014: Philomena

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Eu poderia começar esta resenha dizendo que Philomena é a história de uma senhora irlandesa que engravidou na adolescência, não era casada e por isso foi abandonada pelo pai em um convento, onde encontrou freiras malignas que destruíram a vida dela. Esta descrição simplificada jamais faria jus ao que Philomena realmente é. Na verdade, nada que eu diga por aqui faria.

A história de Philomena Lee (Judi Dench), que é baseada em fatos reais, envolve a lavagem cerebral feita por alguns segmentos da Igreja Católica ao longo dos anos, diferentes maneiras de interpretar a Palavra de Deus e o que o radicalismo pode causar na vida das pessoas. Não me levem a mal, eu sou católica também, mas consigo enxergar que nem tudo são flores na Instituição.

De cara, o espectador é apresentado a Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista que acabou de ser demitido por ter se envolvido num escândalo político, acusado de “enterrar fatos”, e assim, escondê-los da imprensa. Desempregado, seu objetivo no momento é escrever livros sobre a História Russa, mas ninguém está interessado em lê-los. Ao ter a oportunidade de trabalhar com uma jornalista que escreve histórias de “interesse humano”, ele logo descarta a possibilidade, e é aí que começamos a enxergar a personalidade de Martin. Ele é amargo, cético e não se importa muito com as pessoas em geral.

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Tudo muda quando ele é abordado por Jane Lee (Anna Maxwell Martin), que pede sua ajuda para contar a história de uma senhora que escondeu uma parte bastante importante da própria vida por 50 anos. É aí que conhecemos Philomena Lee e é também quando começa a sacada incrível de incluir flashbacks bem encaixados ao longo do filme.

O primeiro deles começa quando a jovem Philomena encontra um rapaz galanteador, se entrega a ele e acaba engravidando. Seu pai não aceita que a filha seja mãe solteira e a deixa num convento, onde ela é tratada como pecadora. Para se manter por lá, é necessário um trabalho árduo, em ritmo de escravidão, que só lhe dava o direito de ver o filho durante uma hora por dia. Ela é surpreendida quando um casal rico chega ao convento para adotar a filha de sua amiga e acaba levando a menina, Mary, e seu próprio filho, Anthony. Se você não se emocionar nessa cena, te garanto uma coisa: você não tem coração.

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Sixsmith muda de ideia quanto a não escrever histórias de “interesse humano” e embarca na jornada de Philomena em busca do filho dela. O primeiro lugar que eles visitam é o convento, onde são recebidos por uma Irmã que diz não saber nada sobre Anthony e que os registros das adoções foram queimados durante o Grande Incêndio. É aí que Martin começa a duvidar do convento, pois, os registros que poderiam ajudá-los na busca foram queimados e um certo documento que Philomena assinou enquanto ainda morava lá, dizendo que jamais procuraria pelo filho, estava intacto. As dúvidas do jornalista crescem ainda mais quando ele ouve, num bar irlandês, o que realmente aconteceu no Grande Incêndio. É aí que Martin leva Philomena para os Estados Unidos e a busca realmente começa, com ela hesitando, após cada descoberta, em ter a sua história publicada.

O que Philomena e Martin descobrem, você só vai saber assistindo ao filme, dirigido por Stephen Frears (A Rainha), com roteiro de Steve Coogan e Jeff Pope, vencedor do BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado e indicado a 4 estatuetas do Oscar: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz (Judi Dench) e Original Score.

Philomena é um dos meus favoritos ao Oscar de Melhor Filme não só por contar uma história sensacional que te faria duvidar por ser tão incrível, caso não fosse baseada em fatos reais. A performance de Judi Dench é, para mim, a melhor deste ano: um toque de ingenuidade, sensatez, vulnerabilidade e força ao mesmo tempo, numa mistura que te faz acreditar na personagem.

A história é a prova viva da responsabilidade do Jornalista (e é a razão de eu ter escolhido esta profissão) e do quanto alguém pode mudar a partir do momento em que conhece uma pessoa única e inspiradora. Você vai rir e chorar ao mesmo tempo. Essa é uma característica que geralmente me faz gostar de um filme: emoções conflitantes. É o que não falta em Philomena. Não poderia dar menos de 5 baldes de pipoca para o filme.561a7-5pipocas

 

Já imaginou ver a carreira de Jennifer Lawrence em quadrinhos? Agora você pode!

ImagemO escritor Michael Troy e o ilustrador Ben Eargie se uniram para transformar a carreira de Jennifer Lawrence em uma história em quadrinhos. Ela não é a primeira a ver sua trajetória em desenhos: Taylor Swift e Adele também já viraram personagens de gibis de Troy. O gibi se chama “Fame: Jennifer Lawrence” e narra os passos de Jennifer desde seu papel em “O Inverno da Alma”, em 2010, até a indicação ao Oscar neste ano por “Trapaça”.

ImagemSobre a escolha de Jennifer para os quadrinhos, Troy declarou: “Jennifer é uma verdadeira inspiração como atriz talentosa e uma jovem pé no chão com incrível sagacidade. Fiquei feliz em contar a sua história.” Ben Eargie também não poupou elogios à atriz: “Foi muito divertido trabalhar no livro simplesmente por Jennifer ser uma pessoa tão interessante. Todos os diferentes atores e atrizes com quem ela trabalhou forneceream um excelente material. Ela é uma pessoa muita animada, o que combina com o meu estilo.”
O gibi completo, com 24 páginas, pode ser adquirido por $3,99 nos Estados Unidos e $2,99 no iTunes, Google Play e Amazon Appstore.

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Fontes: Papel Pop, Contact Music e JennLawBrasil

Para assistir com pipoca: Jogos Vorazes – Em Chamas

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ALERTA: MUITOS INDÍCIOS DE FANGIRLING NESTA RESENHA.

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Peço desculpas se em algum momento nesta resenha eu perder totalmente o foco e começar a surtar. Você me entenderá se tiver assistido ao filme ou quando assistir, porque DEFINITIVAMENTE você não vai poder perder a chance de ver essa obra de arte.

Vim fazendo contagem regressiva para o dia de hoje desde que a data foi anunciada (e Deus abençoe a Paris Filmes por ter diminuido uma semana da minha espera) e obviamente, minhas expectativas eram altas. Posso dizer com firmeza que não estou desapontada, pelo contrário, minhas expectativas foram superadas!

Com um orçamento de aproximadamente 160 milhões de dólares, o dobro do primeiro filme, Em Chamas teve todo o suporte para ser um filme incrível, cheio de efeitos mais que especiais. O diretor, Francis Lawrence, com certeza soube aproveitar bem cada centavo. Meus olhos pareciam não acreditar na perfeição daquilo tudo. Nada que eu venha a escrever aqui fará jus a esse filme. Nada.

A história tem início com a preparação de Katniss e Peeta para a Turnê dos Vitoriosos, um tempinho depois da épica vitória de ambos no 74ª Jogos Vorazes. O normal seria que eles passassem por cada distrito, fizessem discursos, fossem às festas e ao final de tudo voltassem para casa, sãos e salvos. Eles não contavam com o fato de pessoas de vários distritos terem se inspirado no ato de bravura de Katniss e o encarado como um desafio à Capital (não uma prova de amor como tentaram fazê-los acreditar). Essas pessoas começaram a se rebelar contra o governo de Panem, o que aumentou ainda mais a raiva que o Presidente Snow já sentia de Everdeen. Dessa forma, ele a visita e a obriga a convencê-lo de seu amor por Peeta, acreditando que essa seria a única forma de fazer o resto de Panem acreditar também e, assim, controlar os levantes. É nesse momento que Katniss percebe que jamais poderá ser livre, e onde a frase de Haymitch sobre não existirem campeões dos jogos, e sim sobreviventes, se encaixa perfeitamente.

Fingir afeto por Peeta não seria um problema tão grande se ele não fosse perdidamente apaixonado por ela e uma terceira pessoa não fizesse parte dessa confusão toda. Gale. O melhor amigo de Katniss, que assistiu aos Jogos de casa e teve de suportar todo o romance da sua amada com outro homem. Gale vai surgir nesse filme de uma forma muito diferente do primeiro, mais firme, mais maduro, com mais certeza do que quer, e cuja personalidade revolucionária já começa a se cristalizar.

CAT2A Turnê dos Vitoriosos não é bem sucedida e o Presidente Snow, com a ajuda do novo Idealizador dos Jogos, Plutarch Heavensbee, resolve reunir tributos vitoriosos de todos os distritos na 75ª edição dos Jogos Vorazes, mais conhecida como o Massacre Quaternário. Ora, seus problemas estariam resolvidos, tendo em vista que Katniss era a única vencedora mulher do Distrito 12 e, portanto, não podia escapar da arena. cfgif

cat1Com a nova edição dos Jogos, surgem novos personagens, como Finnick Odair – interpretado pelo incrível Sam Claflin – e Johanna Mason – vivida pela surpreendente Jena Malone, que vão conquistar o público. O Presidente Snow só não contava com o que os “novos” tributos fariam na Arena, e isso eu não vou falar! Você tem que assistir para saber! Pelo menos não falarei nessa parte do post. Se você não tiver assistido ainda, não leia NADA a partir da palavra SPOILERS.

Para você que não viu o filme ainda, prepare-se para se encantar por Finnick Odair e pelo show de interpretação que Sam Claflin deu ao encarnar esse personagem. A minha grande surpresa foi a Johanna de Jena Malone (a única atriz do cast que não me convencia de jeito nenhum), que parecia ter sido tirada diretamente da minha mente enquanto lia as cenas daquela personagem. Os antigos personagens, Katniss, Peeta, Haymitch, Effie, Prim e companhia, surgiram de formas completamente diferentes do primeiro filme.

Jennifer Lawrence, indiscutivelmente, poderia receber sua segunda indicação ao Oscar pela atuação de Em Chamas. Você simplesmente não consegue acreditar que é uma atriz interpretando a personagem, de tão perfeita que a construção de Katniss é. Josh Hutcherson surge bem mais maduro, com um Peeta machucado, de coração partido, que convence de verdade. CAT5

Woody Harrelson e seu Haymitch, sempre com aquele humor negro contagiante, te arrancará boas risadas. Effie Trinket deixará seu lado materno aflorar e sentirá bastante a volta de seus pupilos à Arena. Elizabeth Banks, mais uma vez, arrasou no papel. Outro que deu um show no filme foi Stanley Tucci e seu Caesar Flickermann. Se ele já tinha arrasado no primeiro filme, nesse ele conseguiu se superar! As expressões e risadas daquele homem eram muito boas mesmo.

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Senti falta de mais cenas entre Prim e Katniss, de momentos de cumplicidade entre as duas – afinal, tudo isso começou por causa dela., mas nada que fizesse o filme perder o sentido.

Em Chamas tem uma qualidade infinitamente superior ao de seu antecessor e não te deixa nem sequer piscar os olhos. A maneira com que Francis Lawrence abordou a história, sendo tão fiel ao livro (nunca vi uma adaptação ser tão fiel, na verdade) e sendo capaz de incluir algumas surpresas ao longo do filme e no final, é impressionante. Sabe quando você termina de ler algo incrível e tem uma vontade imediata de mandar um e-mail/carta/sinal de fogo para o autor no intuito de agradecê-lo pelo que escreveu? Tive essa mesma vontade em relação a Francis Lawrence. Se alguém tiver o e-mail/endereço/telefone dele, me avise aqui nos comentários (risos).

A trilha sonora do filme também é maravilhosa, com músicas do The Lumineers, Coldplay, Christina Aguilera, Sia, Lorde e tantos outros. Vale a pena ser ouvida e você pode fazer isso (se tiver o iTunes) clicando neste link.

Para Jogos Vorazes – Em Chamas, dou todas as pipocas do mundo! 5 baldes não são suficientes.

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Se você não viu o filme ainda, não continue a ler esta resenha. ALERTA DE SPOILERS! Depois não diga que eu não avisei.

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MELHOR FILME DA MINHA VIDA! MEU DEUS DO CÉU, O QUE FOI ISSO? EU NÃO CONSEGUIA NEM RESPIRAR DIREITO! AQUELE BEIJO EXTRA ENTRE GALE E KATNISS???? OBRIGADA SENHOR PELA EXISTÊNCIA DE FRANCIS LAWRENCE! OBRIGADA, MIL VEZES OBRIGADA!

Não me entenda mal. Amo Katniss e Peeta, surto em todas as cenas deles juntos, mas não consigo deixar de shippar Gale e Katniss também! E aquele beijo extra me desestabilizou legal. Enfim, depois de deixar clara a minha felicidade em relação a essa surpresa, vou começar a falar dos outros momentos que me deixaram tão louca que não conseguia ficar sentada direito na poltrona, nem parar de bater palmas, ou gritar, ou chorar, ou ter sérios ataques de fangirl. Vou começar a listar os momentos em que mais surtei e já peço desculpas se não fizer muito sentido.

O que foi Johanna Mason se revoltando contra a capital e mandando todos se f****? GENTE! Todas as cenas em que ela aparecia eram totalmente enérgicas e eu não conseguia parar de rir! Aquela cena do elevador vai direto para a minha lista de melhores cenas da vida! A cara de safado de Josh Hutcherson e a de ciumenta de Jennifer Lawrence estavam impagáveis. IMPAGÁVEIS!

Confesso que não senti falta alguma da Madge no filme, e o fato de a Katniss ter visto as imagens dos levantes no trem e não na casa da amiga, não fez diferença alguma para mim. Esse foi um dos únicos momentos em que o roteiro não seguiu à risca o que estava nas páginas do livro, além de terem feito Katniss contar a Haymitch e Peeta juntos sobre a visita de Snow, sem enganar o boy with the bread como fez no livro.

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Os dois momentos em que mais chorei foram a morte do Cinna (palmas para Jennifer Lawrence naquela cena e em todas as outras, na verdade), igualzinha a versão de Suzanne Collins, e a despedida de Effie, Peeta e Katniss antes dos jogos. Não aguentei Effie Trinket se desmanchando em lágrimas, não mesmo!

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A parte em que todos os tributos dão as mãos, e depois só aparecem as sombras de todos eles me deixou sem fôlego. A respiração boca à boca de Finnick em Peeta – achei ofensiva aquela quantidade de tentativas, quando podia muito bem ser eu no lugar de qualquer um dos dois, né? – e o desespero de Katniss também foram marcantes.

A fofura de Mags, o desespero de Finnick ao ouvir a voz de Annie, Wiress tão surtada quanto eu imaginei, me fizeram gostar ainda mais do filme. E a perfeição com que criaram todos aqueles efeitos e bestantes? Sem palavras.

O momento em que Katniss enforca Seneca Crane e faz uma reverência aos Idealizadores dos Jogos = INESQUECÍVEL.

TODAS as cenas de Peeta e Katniss demonstravam a química maravilhosa entre Jennifer e Josh e eram tão convincentes, tão convincentes que todo o desespero que senti pelos personagens no livro voltou à tona. A cena em que ele entrega o medalhão e Katniss finalmente deixa transparecer que precisa dele, UAU, apenas UAU.

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Aquela cena em que Katniss está sendo retirada da Arena foi uma das minhas favoritas, com as expressões de Jennifer focalizadas assim como na última cena, em que as lágrimas secavam e Katniss mudava seu semblante de derrota para um de determinação, aceitando ser o tordo e preparada para se vingar da Capital. Que grande sacada do diretor, genial, genial, genial, não me canso de dizer isso.

O filme inteiro foi tão surtante que eu preciso voltar ao cinema pelo menos mais 2 vezes para poder olhar cada cena com mais cuidado. E SURTAR AINDA MAIS, CLARO!

Resenha: Divergente – Veronica Roth

divergentecapa Eu não sei por que demorei tanto para ler Divergente. Talvez por medo de me decepcionar e não ser tudo aquilo que todo mundo fala ou por um medo maior ainda: o de ficar viciada. Bem, o que aconteceu foi: o livro é muito mais do que falam e sim, eu fiquei viciada. Não tem como não ser totalmente envolvida pela história e sentir a energia de todas as reviravoltas. Minha experiência com Divergente não foi somente mental, ela também foi física. Por diversas vezes eu me senti tão nervosa, ansiosa e amedrontada quanto os personagens e não foram poucas as vezes em que olhei para a tela do Kindle e tentei conversar com a Veronica Roth (para agradecê-la ou xingá-la).

Não tem como não se sentir parte daquele mundo distópico. Nele, todas as pessoas foram divididas em facções de acordo com sua vontade ou habilidade. Elas são: Amizade – as mais felizes, que passam o tempo colhendo maçãs e cantando; Erudição – a facção dos intelectuais; Abnegação: onde todos os altruístas pertenciam e, por isso, eram escolhidos para governar a cidade; Franqueza: todos aqueles que não conseguiam mentir deveriam fazer parte; e, por fim, a Audácia: a facção dos corajosos, dos que controlam o medo e protegem a cidade de todos os perigos.

A história gira em torno de Beatrice Prior, que faz parte da Abnegação porque é à ela que seus pais pertencem. Logo no início, o leitor sente como é fazer parte desta facção: deve-se abdicar de qualquer forma de egoísmo e individualidade e viver ajudando aos outros. Não podem olhar-se em um espelho por muito tempo ou comemorar aniversários, pois ambos seriam atos de autocomplacência. Beatrice e seu irmão, Caleb, finalmente atingem a idade em que podem prestar os Testes de Aptidão, que os ajudarão a escolher qual facção querem realmente pertencer: ficar na Abnegação, onde uma vida própria não era possível e todos tinham de andar nas ruas com suas roupas acinzentadas e cortes de cabelo parecidos para que não atraíssem atenção para si mesmos ou aventurar-se numa nova facção – e, com isso, trair sua família.

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Tudo parece estar correndo bem até o dia em que Beatrice faz seu Teste de Aptidão e descobre que não se encaixa em nenhuma das facções: ela não é altruísta o suficiente para a Abnegação, bondosa o bastante para a Amizade, inteligente para a Erudição, totalmente honesta para Franqueza ou extremamente corajosa para a Audácia. Beatrice Prior é uma Divergente. Mas o que isso significa? Até então, ela nunca tinha ouvido falar sobre Divergentes. E continuou sem saber muito. Tudo o que ela sabia é que deveria ficar calada, não dizer para ninguém o resultado e assim, jamais revelar o que de fato era.

Ao decidir a que facção gostaria de pertencer na Cerimônia de Escolha, ela não fazia ideia do quanto isso mudaria sua vida e a faria conhecer lados de si mesma que nunca pensou que existissem. Ela também não esperava que fosse necessária uma seleção dentre aqueles que decidiram fazer parte daquela facção e que nem todos teriam a oportunidade. Os que ficassem de fora se tornariam sem-facções e viveriam nas ruas, dependendo da solidariedade da Abnegação.

Ser escolhida para a tal facção não será fácil. Beatrice terá de lidar com dilemas em relação à amizade e aprender a combater seu pior inimigo: si mesma. O medo é algo que tem bastante destaque na história e dá ritmo a ela. Você torce para que os medos sejam vencidos e começa a pensar nos seus próprios e em como seria se tivesse que lidar com eles daquela forma.

–          “Meu instinto imediato é de pressionar você até que você ceda, só para ver o quanto terei de empurrar”.

–          “Por que… – Engulo em seco. – Por que este é o seu instinto imediato?

–          Porque o medo não faz com que você se apague; ele faz com que você acenda.”

divergenteÉ justamente para treiná-la para superar os medos e os inimigos que surge Quatro, o instrutor dos iniciandos. Misterioso, firme e um tanto assustador, ele vai te deixar curiosa para saber o que há por trás de toda aquela seriedade e bravura e o que o levou até ali. Intrigante seria uma boa forma de defini-lo. Confesso que nunca li algo em que a eletricidade entre dois personagens fosse tão palpável. O que conecta Quatro e Beatrice é tão forte que você se sente como um deles enquanto lê.

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Veronica Roth tem o poder de não deixar a história ficar monótona em momento algum. Quando você finalmente lembra de respirar – e de limpar suas mãos suadas na calça tanto quanto Beatrice faz – surge outra coisa na história que leva sua sanidade embora. É dramático, irônico e por muitas vezes engraçado. Há um tom de crítica presente na história – o que geralmente aparece em distopias – e ela se refere não só ao caráter das pessoas e a forma como elas se definem (como se só pudessem ter uma postura: ser franco, audacioso, bondoso, solidário ou esperto), mas também ao Governo em geral. A corrupção desencadeia os principais acontecimentos do livro e testa até que ponto as pessoas podem ser submissas e manipuladas.

Divergente tem um plano de fundo sério, que merece ser discutido, e personagens que cativam – mesmo que das formas mais estranhas possíveis. Para ele, dou 5 baldes de pipoca sem pensar duas vezes!561a7-5pipocas

A adaptação do livro estreia nos cinemas em Março do ano que vem e já tem um teaser de mais de um minuto que definitivamente merece ser visto! Shailene Woodley (repararam o quanto esta mulher está sendo citada no blog? Não tenho culpa se ela se envolve em todos os projetos que me animo para ver!) é Beatrice, Theo James (se você assiste Downton Abbey vai reconhecê-lo, mesmo que só tenha aparecido em um episódio) é Quatro, Kate Winslet (eu preciso mesmo dizer quem é Kate Winslet?) é Jeanine, a líder da Erudição, Miles Teller (lindo!!!) é Peter, um dos iniciandos na facção e Ansel Elgort (Augustus-Freaking-Waters) é Caleb, irmão de Beatrice. Como lidar com um filme em que Hazel e Gus são irmãos? Não sei!

E você, já leu Divergente? Está ansioso (a) para o filme? Comente aqui embaixo e surte comigo!

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