John Green e Nat Wolff no Brasil + Concurso do “Fantástico”

Olá Bookaholics! Vocês devem saber que o John Green e o Nat Wolff estiveram no Brasil durante a semana passada para promover “Cidades de Papel”, certo? Os dois visitaram o Cristo Redentor, tomaram banho no mar carioca e de quebra, o John Green ainda passeou de helicóptero e gravou participação em “Malhação”. Esta não foi a única coisa que ele fez com a Rede Globo, o John foi entrevistado pela Poliana Abritta e 3 fãs sortudos que venceram um concurso lançado no final de semana passado pelo programa.

BOM DIA BRASIL!!

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Era basicamente o seguinte: você tinha que mandar um vídeo de no máximo 1 minuto contando porque merecia entrevistar o John Green. Se você costuma acompanhar o Livro & Pipoca, sabe que o John Green é um dos meus autores favoritos e pessoas preferidas no mundo inteiro, então é claro que paguei um mico básico e enviei vídeo também! Infelizmente não fui selecionada (ou não estaria viva para contar sobre isso a vocês haha), mas resolvi fazer o upload do vídeo no Youtube e postá-lo aqui para que vocês vejam. Me diverti muito produzindo esse vídeo tão curtinho, mas tão trabalhoso. Minha amiga Laryssa Aguiar foi um anjo e me ajudou com a edição (o prazo era super curto e eu estava mega atarefada), então deixo aqui o meu muito obrigada, Lary! É tão bom saber que tenho amigos que apoiam esses meus sonhos loucos, viu?

Enfim, esse foi o meu vídeo, espero que vocês gostem! Resolvi fazer uma releitura dos dois trailers oficiais de “Cidades de Papel” usando bonecos e… adivinhem… papel! (risos) Me contem aqui embaixo o que vocês acharam, tá?

Confira mais fotos dos dias de John Green e Nat Wolff no Brasil:

Portrait of the author before helicopter embarkation. #papertowns #brasil

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Brazil!

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Começou a coletiva de imprensa com John Green e Nat Wolff. #cidadesdepapel #johngreen

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@johngreenwritesbooks veio fazer uma visita em malhação! Uma honra! Obrigado!

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Resenha: “Cidades de Papel” – John Green

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Juro em nome de todos os deuses que não faço ideia do motivo pelo qual adiei tanto a leitura desse livro. Talvez porque o John nunca mais lançou nenhum livro e não tem nem previsão para fazer isso, então eu queria ter alguma coisa “nova” me esperando, por mais que eu saiba que todas as vezes em que lemos alguma coisa ela acaba trazendo algo de novo. O que importa é que decidi ler o livro ontem, quando me dei conta de que não podia assistir ao filme sem conhecer Quentin e Margo antes. Não mesmo.

Esse é para mim o livro mais engraçado do John Green. Meus olhos lacrimejaram em diversas partes de “Cidades de Papel” – muito embora eu tenha achado algumas decisões do Quentin um tanto obsessivas da parte dele. Mas vamos lá: “Cidades de Papel” é narrado por Quentin Jacobsen, mais conhecido pelo apelido Q, um garoto certinho, um tanto metódico, filho de pais psicólogos e cuja vida beirava a chatice, de tão ordinária que era. Bem, tudo na vida dele era normal, menos sua vizinha e crush desde a infância, Margo Roth Spiegelman. Ela é o que costumamos chamar de espírito livre, uma garota que faz o que quiser, na hora que quiser e com quem quiser. Margo era a melhor amiga de Quentin até o dia em os dois encontraram um cara morto no parque próximo ao condomínio onde moravam. Desde então, os dois só se viam na escola – mal se falavam – e o fato dela fazer parte da realeza da escola tornava tudo mais fácil para Quentin, que acabava se livrando dos bullies.

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Quentin tem dois amigos inseparáveis: os hilários Radar e Ben. A construção dos personagens é tão bem feita que você consegue se importar com todos eles. Por exemplo, os pais de Radar tem a segunda maior coleção de papais noéis negros dos EUA, o que o constrange profundamente e o impede de convidar Angela, sua namorada, para ir até a sua casa. Ele vive por um site chamado Omnictionary, uma espécie de Wikipédia mais cool. Já Ben é um garoto mega engraçado que vive a consequência de um boato espalhado na escola sobre o período em que ele teve uma crise renal seriíssima. O apelido de Ben Mija-Sangue faz com que ele perca todas as chances de levar uma garota legal ao baile de formatura, o que é suficiente para que Radar e Q tirem onda com a cara dele até a morte.

Em uma noite das últimas semanas de aula, a vida de Quentin gira de cabeça para baixo. Margo Roth Spiegelman invade o quarto dele e o convoca para uma missão. Na verdade, onze missões – e elas envolvem peixes, grafite, Veet e a Shamu. Pois é. A aventura desconserta Q, que passa a questionar se a amizade dele e de Margo voltará a ser como era antes (não que ele queira somente a amizade dela, né). Só tem um problema: no dia seguinte, Margo some. Foge do mapa. Evapora. Desaparece. E Q foi a última pessoa a vê-la.

Quando os pais de Margo deixam claro que não estão preocupados com a filha, Quentin resolve abraçar a missão de encontrar a garota. Com ele, os fiéis Quentin e Ben e uma adição ao grupo: a amiga de Margo, Lacey, paixão platônica de Ben. Esses quatro embarcam numa jornada incrível em busca de Margo, seguindo pistas que ela havia deixado para Q.

“Ir embora é uma sensação boa e pura, apenas quando você abandona uma coisa importante, algo que tem significado. Arrancando a vida pela raiz. Mas só se pode fazer isso quando sua vida já criou raízes.”

“Cidades de Papel” é uma história sobre superficialidade e escolhas. Sobre o quanto ter uma vida planejada pode significar não ter uma vida, sobre o poder da amizade verdadeira e sobre a importância do humor nas piores horas possíveis. É um livro recheado de quotes prontas para serem destacadas, tatuadas, escritas na parede do quarto e colocadas na bio do Twitter. Se o finado Orkut ainda existisse, aposto que milhões de pessoas colocariam “a cidade era de papel, mas as memórias, não” na descrição do perfil.

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Provavelmente o que mais me encantou na história foi o fato de Quentin ter descoberto tanto sobre si mesmo enquanto procurava por outra pessoa. A desconstrução da imagem perfeita e platônica que ele tinha de Margo vai acontecendo gradualmente e você consegue sentir o quanto ele luta com esse sentimento. Me apeguei, gente!

“Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos.”

“Isso sempre me pareceu tão ridiculo, que as pessoas pudessem querer ficar com alguém só por causa da beleza. É como escolher o cereal de manhã pela cor, e não pelo sabor.”

Em certo momento do livro, em uma página que pregarei na minha parede, o Quentin fala sobre a importância da escolha de uma metáfora para a nossa vida. É por momentos como esse que leio tanto. Pela sensação incrível de encontrar uma página cujo conteúdo possa ampliar meus horizontes e me fazer refletir sobre coisas que jamais pensei que fossem necessárias. “Cidades de Papel” é um verdadeiro presente. Por isso, nada mais justo que dar cinco baldes de pipoca ao livro.

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O filme, estrelando Nat Wolff (Isaac de “A Culpa é das Estrelas”) e Cara Delevigne, estreia no próximo dia 9 de julho aqui no Brasil. A turnê de promoção do filme já começou e no momento John Green, Cara e Nat estão rodando a Europa dando entrevistas e participando de photocalls. No comecinho de Julho é a vez do Brasil receber John e Nat. Esta será a primeira vez de John Green no país. Se você ainda não viu o trailer do filme, aqui está: 

12 coisas que você não deve ter notado no trailer de “A Culpa é das Estrelas”

Olá, bookaholics! Como vocês devem saber, o trailer de A Culpa é das Estrelas foi liberado essa semana e eu não consegui parar de chorar ainda se você tiver se emocionado tanto quanto eu, não conseguiu notar alguns elementos naqueles maravilhosos minutos. Encontrei uma lista de “12 coisas que você deve ter perdido no trailer de ACEDE” no http://tfios-movie.blogspot.com.br/2014/01/12-things-you-might-have-missed-in.html , achei incrível e pedi permissão para traduzir e postar aqui. Dessa forma, todos os créditos ao http://tfios-movie.blogspot.com.br/, um fansite super fofo que vocês deveriam visitar.

ATENÇÃO: SE VOCÊ NÃO LEU “A CULPA É DAS ESTRELAS”, É MELHOR NÃO CONTINUAR A LEITURA DESSE POST. SPOILER ALERT

1 – O pôster do The Hectic Glow

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Olha aí a banda favorita de Augustus Waters no quarto de Hazel Grace.

2 – O sutiã roxo

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No livro, Hazel menciona estar usando um sutiã roxo durante aquela cena sexy.
“Tolamente, me dei conta de que minha calcinha rosa não combinava com meu sutiã roxo, como se os garotos reparassem nisso.”

3 – O diagrama de Venn

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(dispensa qualquer detalhe)

4 – A maneira de andar do Gus

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Para com isso, Ansel
5 – Ceci n’est pas une pipe shirt

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6 – As lágrimas do Gus
Muita gente não o viu chorar de primeira. Agora, compartilhe sua dor. De nada.

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7 – A declaração de amor de Gus

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No livro, acontece durante o voo para Amsterdam. No filme, será durante o jantar chique já na cidade. Que romântico. *suspira*

8 – Música
A música do trailer nos dá uma ideia dos gêneros que poderemos ouvir no soundtrack de ACEDE. Josh Boone (o diretor) é conhecido pelo seu amor à música e o supervisor musical Season Kent é bastante experiente.
Músicas do trailer:

What You Wanted – One Republic
We’re on Our Way – Radical Face
Sun – Sleeping at Last

9 – Hazel recebendo a ligação

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“(…) quando peguei o celular da mesa de cabeceira e vi Mãe do Gus na identificação da chamada, tudo dentro de mim desmoronou. Ela só chorava do outro lado da linha, e me disse que sentia muito, eu disse que sentia muito também, e ela me contou que ele havia ficado inconsciente por algumas horas antes de morrer.”

10 – Vermelho

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Estávamos discutindo se a camisa vermelha do Gus tinha um significado mais profundo e chegamos a uma teoria: já que Augustus veste a camisa vermelha, da mesma cor do balanço, poderia ser foreshadowing (se você nos entende. Desculpe).

obs.: não encontrei uma palavra exata para traduzir foreshadowing, mas é como se fosse uma dica, uma introdução do que pode vir a acontecer no futuro da história.

11 – A primeira imagem

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A primeira imagem é das estrelas. Das estrelas.

12 – A última imagem

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Outra de nossas teorias: na linguagem dos sinais, a posição das mãos dela significa amor. Agora vamos chorar.

Logo depois, vários comentários surgiram na postagem com outras coisas que as leitoras perceberam. Vamos a mais algumas:
* As unhas da Hazel estão pintadas num tom quase azul escuro

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* O carro da Mônica tem a exata mesma cor descrita no livro. Um verde bem forte.

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* A prótese do Gus ao lado da cama naquela cena.

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É isso, gente! Para ver o trailer de novo (e procurar todos esses itens, é claro haha), legendado, basta apertar o play aqui embaixo.
A Culpa é das Estrelas estreia no Brasil, pela Fox Films, dia 15 de Agosto, exatos 2 meses e 9 dias de diferença dos Estados Unidos.

Resenha: Will Grayson Will Grayson + Promoção de aniversário do Livro & Pipoca

Olá, bookaholics!!! Esta é uma postagem diferente, já que hoje estamos comemorando 2 anos de Livro & Pipoca! Já tem um tempinho que venho preparando a surpresa de hoje para vocês e eu realmente espero que gostem! Bem, envolve John Green, porque nada mais justo que meu autor  favorito aparecer por aqui no dia de hoje, certo?

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Vou começar com a resenha super especial de Will Grayson Will Grayson e em seguida darei os detalhes de uma promoção incrível para comemorar o aniversário do blog, portanto, leiam até o final, hein?

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Will Grayson Will Grayson é uma colaboração entre John Green e David Levithan (Todo Dia) e conta a história de dois rapazes completamente diferentes que acabam tendo suas vidas cruzadas e descobrem algo em comum: ambos se chamam Will Grayson. O livro é intercalado entre os capítulos do Will de John Green e o Will de David Levithan, o que te ajuda a perceber o quão diferentes são as formas de escrita dos autores, (a maneira com que Levithan escreve com letras minúsculas o tempo inteiro enquanto John Green adora um caps lock) mas que de certa forma conseguem produzir algo em comum.

O Will de John Green (a quem chamarei de Will nº1) é um cara normal, que passaria completamente despercebido na escola se seu melhor amigo não fosse Tiny Cooper.

“Não muito inteligente. Não muito bonito. Não muito legal. Não muito engraçado. Esse sou eu: não muito.” Página 219.

Eu não poderia descrever a singularidade de Tiny Cooper de uma forma tão incrível quanto a que está no livro, então vou transcrevê-la aqui:

Tiny Cooper não é a pessoa mais gay do mundo, tampouco é a maior pessoa do mundo, mas acredito que ele possa ser a maior pessoa do mundo que é muito, muito gay, e também a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande.” Página 9.

Tiny é o tipo de pessoa que se destaca na multidão e consegue brilhar mais que as pessoas que estão ao seu redor, quase como se todas elas girassem em torno dele (basicamente como o Sol), e isso inclui Will. O grande sonho de Tiny é escrever/produzir/estrelar um musical sobre a sua vida e o livro vai se desenvolvendo a partir da produção do musical.

O Will de David Levithan é problemático, depressivo e não tem amigos. Vive no seu próprio mundo, que consiste em apenas conversar com seu namorado, Isaac. É Isaac a única razão para Will continuar respirando. O problema é que o namoro é virtual e eles não se conhecem pessoalmente. As únicas pessoas com quem Will convive são sua mãe – e ele a trata como se não fosse ninguém – e Maura, uma garota da escola com quem ele lancha todos os dias sem trocar mais que meia dúzia de palavras e sem manter uma relação de amizade de verdade.

“eu me sinto mal por ela – sinto, sim. é uma pena, mesmo, que eu tenha que ter mãe. não deve ser fácil ter um filho como eu, nada pode preparar uma pessoa pra esse tipo de decepção.” Página 32.

Maura quer bem mais que falar de forma monossilábica com Will e vai tentar de tudo para conseguir o que quer.

Sim, mas quando eles se encontram? Bem, eles moram em cidades diferentes e esse encontro só acontece porque Isaac mora na mesma cidade que o Will nº1. Isaac marca um encontro para que ele e seu namorado finalmente se conheçam e é aí que o cenário é montado para que os Graysons se cruzem. Will nº 1 acabou de ser barrado na entrada de um show que gostaria muito de ir e que provavelmente mudaria sua situação estranha com Jane, uma garota que faz parte da Aliança Gay-Hétero da escola, a qual Tiny é presidente. Nem Jane nem Will tem talento para entender sentimentos (e aceitá-los) e isso piora quando o ex-namorado dela reaparece.

“Se você não pode confiar nos próprios instintos, então vai confiar em quê?”

“Você pode confiar na ideia de que gostar de alguém, como regra, acaba mal.” O que é verdade. Gostar não leva ao sofrimento de vez em quando. Leva sempre. Página 27.

Sem poder assistir ao show, ele resolve tentar se divertir de outra forma para mostrar a Tiny e Jane que ele também teve uma noite incrível. É aí que ele decide ir a uma sex shop, que é justamente o local combinado para o encontro entre Isaac e Will nº2. Depois do choque inicial ao perceberem que possuem o mesmo nome, eles conversam e Will nº1 apresenta Tiny, que o encontra após o show, a Will nº2, e nesse momento a vida de ambos muda.

Não poderia ser um livro de John Green se não me arrancasse muitas risadas e lágrimas. Ele encontrou o parceiro perfeito para cumprir essa missão, pois o humor de David vai te fazer repensar inclusive o que escrevemos na internet.

“se alguém usar lol comigo, eu arranco o computador da parede e o acerto na cabeça mais próxima. afinal, as pessoas não estão laughing out loud, ou seja, rindo alto das coisas para as quais elas põem lol. […] ou <3. você acha que isso parece um coração? se sim, é porque nunca viu um escroto.” Página 39.

Will Grayson Will Grayson é uma história sobre a descoberta de quem realmente somos e uma reflexão sobre o que significamos para outras pessoas. Será que somos aqueles que brilham demais ou aqueles que se permitem ser ofuscados?

Para Will & Will (nome da versão brasileira do livro), dou 5 baldes de pipoca. Eu daria mais que isso se tivesse um CD com as músicas do espetáculo!

Você terá a chance de ganhar Will & Will, além de chances de ganhar outros prêmios. Vou explicar tudo direitinho agora.

Vamos aos prêmios! O primeiro sorteado receberá um exemplar de Will & Will

O segundo sorteado receberá 2 bottons de A Culpa é das Estrelas:will

Regras para o sorteio de aniversário do Livro & Pipoca:

1 – Você deve ser seguidor do blog. Se você ainda não é, basta digitar o seu e-mail nessa caixinha no canto superior direito da página, cujo título é Siga o L&P.

2 – Preencher esse formulário

2 – Ter um endereço de entrega no Brasil.

3 – O período de inscrição será até às 23:59 do dia 24/12/2013 (isso mesmo, véspera de Natal!)

4 – Caso sorteado, o ganhador terá 48 horas para fornecer os dados completos para envio (farei o contato via e-mail, o que você usar para seguir o blog)

Boa sorte!

A Culpa é das Estrelas – bastidores do set de filmagem

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2013 está sendo um ótimo ano para quem gosta de adaptações literárias para o Cinema. Tivemos Cidade dos Ossos, as filmagens de Divergente e Vampire Academy, as primeiras imagens de A Menina que Roubava Livros, o anúncio de que A Esperança seria dividido em dois filmes e a espera por Em Chamas (um pouco mais de 30 dias para o Massacre Quaternário!!!). Embora eu esteja muito (se você me conhece pessoalmente, sabe que é verdade) ansiosa para rever Katniss, Peeta, Gale e conhecer Finnick, nada se compara às emoções que estou tendo desde o anúncio da adaptação de A Culpa é das Estrelas. Se você ainda não leu o livro, o que está fazendo da sua vida?

Confesso que fiquei apreensiva no início – o que é compreensível quando você é muito fã de algum livro e anunciam que ele vai ser transformado em filme -, quem seria capaz de interpretar a ironia e beleza de Augustus Waters? Quem faria jus à Hazel Grace? E o roteiro? Ai meu Deus, o roteiro? Eles deixariam de fora muitas coisas importantes que acontecem no livro? Foi aí que John Green surgiu para me acalmar e dizer que acompanharia todo o processo. UFA!  Como ele mesmo disse, o filme não é dele, mas considerando que ele estava lá durante as gravações e a pré-produção, acho muito difícil que esse filme não esteja fadado à perfeição.

Lembro quando anunciaram que Shailene Woodley faria o papel de Hazel e do meu desespero para procurar filmes que ela já tivesse feito (afinal, nunca tinha visto A Vida Secreta de uma Adolescente Americana) e de como eu me acalmei depois de assistir a Os Descendentes – se você já assistiu ao filme, basta saber que fui convencida na cena da piscina. E o Gus? Quem seria o Gus?

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Soube via Twitter que Ansel Elgort havia sido escalado para o papel , ou seja, na hora não vi foto alguma. Estava apreensiva ao digitar o nome dele no Google e, mais uma vez, fui surpreendida. O Augustus da minha imaginação existia. Exatamente como pensei. O grande problema é que não tive como ver se Ansel era talentoso naquele momento – afinal, seus primeiros filmes ainda serão lançados -. Bastou que eu assistisse a uns 3 vídeos de entrevistas dele no Youtube para me apaixonar. O mais engraçado é que Ansel e Shailene atuam juntos em Divergente – e são IRMÃOS no filme!

Só faltava um ator ser escalado para eu me acalmar de vez. E esse ator foi Nat Wolff – se você era fã da Nickelodeon, da Miranda Cosgrove e, principalmente da Naked Brothers Band, sabe de quem estou falando. Infelizmente, eu não era nada disso, então tive que recorrer à filmografia de Nat para conhecê-lo melhor. Que grata surpresa foi descobrir que ele estava em Noite de Ano Novo e que, para conhecê-lo, eu assistiria ao filme pela 5ª vez sem focar em Zac Efron e Lea Michele.

Com tudo isso, eu não tive nada do que reclamar. Gostei dos atores e John Green estava envolvido – o que mais eu poderia querer? Durante a preparação para o filme, Shailene e John tiveram a ideia de estimular a doação de cabelo com o #HairForHazel. Ela postou um longo texto sobre a importância dos fios e a diferença que eles fazem na vida de alguém e bastou para que pessoas do mundo inteiro aderissem à ideia. Mais um ponto para ela!

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As filmagens começaram no finalzinho de Agosto e se até aquele momento eu não estava completamente apaixonada pelo elenco, me apaixonei. Nunca fui tão grata ao Tumblr, Instagram, Twitter e Youtube na vida! Vou tentar mostrar a vocês algumas das melhores postagens.

“Presente de aniversário dos produtores do filme de A Culpa é das Estrelas. Amo esses caras”. 

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“Hazel e Gus (mais conhecidos como Shailene Woodley e Ansel Elgort) sendo nerds/adoráveis no set”

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“Reunidos! Estamos todos animados, mas só Shailene está demonstrando”

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“Balançando com Hazel e Gus”

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Esse foi o primeiro vídeo que o John Green postou no set de TFiOS e nele você pode ver a animação dele ao mostrar o próprio trailer e a vergonha ao falar que não consegue parar de chorar por um segundo enquanto assiste às gravações.

Se você seguir John Green ou Ansel nas redes sociais, vai perceber um lindo bromance que surgiu entre os dois – e surtar com as nerdices de ambos. Esse relacionamento é muito claro nesse vídeo, em que John pergunta ao Ansel como ele descobriu que tinha conseguido o papel para o filme.

Nesse vídeo, John faz um Q&A com Nat Wolff  no qual eles explicam porque Isaac não é loiro no filme

Para acompanhar os bastidores das gravações, você pode seguir:

@AnselElgort no Instagram e Twitter

@ShaileneWoodley no Twitter

@JohnGreenWritesBooks no Instagram e Twitter + VlogBrothers no Youtube http://www.youtube.com/user/vlogbrothers/

E um tumblr feito por um membro da produção especialmente para postar uma foto da parte de trás da cabeça de John Green todos os dias: http://thebackofjohngreenshead.tumblr.com/

A data de estreia do filme foi anunciada ontem: 6 DE JUNHO DE 2014. Ou seja, temos um pouco mais de 8 meses para juntar as caixinhas de lenço!

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Resenha: O Teorema Katherine / An Abundance of Katherines – John Green

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Embora eu seja uma grande fã do John Green, esta é a primeira resenha que faço dos livros dele. Por um simples motivo: se eu leio algo que me deixa reflexiva, que muda minha vida em vários aspectos e que não me deixa ler outra coisa por vários outros dias, não consigo resenhar. Nada que eu escrevesse faria jus a tudo que A Culpa é das Estrelas representa.

Isto quer dizer que a leitura de Katherines não me fez pensar, surtar e não conseguir ler outra coisa por muito tempo? Longe disso. A grande diferença é que eu me conectei com Colin Singleton (o personagem principal da história) de uma forma tão grande que em alguns momentos eu não sabia se era o personagem ou eu que estava “falando” tudo aquilo. Dessa forma, eu resolvi me desafiar e fazer esta resenha, porque será sobre um livro e um personagem incrível e também sobre mim, de algum jeito.

Colin Singleton é um garoto que se preocupa demais em ser importante. Quando criança, incentivado pelos pais, Colin desenvolveu um intelecto impressionante. Ele pode falar onze (!!!) línguas diferentes e tem uma habilidade surpreendente com anagramas. Ainda pequeno, participou de um reality show para prodígios e venceu, o que marcou sua vida para sempre.

“The other day, I told Hassan I wanted to matter – like, be remembered. And he said, ‘famous is the new popular’. Maybe he’s right, and maybe I just want to be famous. I was thinking about this tonight, actually, that maybe I want strangers to think I’m cool since people who actually know me don’t”. Página 66.

Um dia desses, eu disse a Hassan que queria ser importante – tipo, ser lembrado. E ele disse, ‘famoso é o novo popular’. Talvez ele esteja certo, e talvez eu só queria ser famoso. Eu estava pensando sobre isso hoje à noite, e na verdade, talvez eu queria que estranhos pensem que sou legal porque as pessoas que realmente me conhecem não pensam isso”.

Singleton não teve de lidar com inimigos externos durante a sua vida, somente com o pior de todos os adversários: ele mesmo. Como se superar? Como deixar de ser um prodígio e se tornar um gênio? Essa pergunta move a vida dele e interfere de forma direta nos seus DEZENOVE (!!!) relacionamentos com garotas que tinham algo em comum: todas eram Katherines.

“Dating, after all, only ends one way: poorly. If you think about it, and Colin often did, all romantic relationships end in either (1) breakup, (2) divorce, or (3) death.” Página 14.

“Namoros, afinal de contas, só terminam de um jeito: miseravelmente. Se você pensar sobre isso, e Colin sempre pensava, todos os relacionamentos amorosos terminam em (1) rompimento, (2) divórcio, ou (3) morte.”

É depois de ter levado um pé na bunda da Katherine XIX que Colin entra numa super crise existencial e sai numa viagem de carro sem destino conhecido com seu melhor amigo, Hassan. Você vai rir muito com os diálogos entre os dois! Eles têm um mundo próprio, com piadas internas (John vai fazer você se sentir dentro da amizade, não vai te deixar sobrando e vai te explicar todas elas) e muitas, muitas sacadas nerds (mais uma vez, John vai te deixar por dentro! Nunca apreciei tanto as notas nos finais das páginas!).

Nessa viagem, Colin decide criar um teorema que basicamente fará um raio-x dos relacionamentos, com uma resposta principal: o tempo de duração do namoro. Tendo como base suas Katherines, ele acredita que o teorema é tudo o que ele precisa para deixar de ser um prodígio fracassado e se tornar um gênio. Reconhecido. Famoso.

Não é somente Colin que tem problemas, Hassan também tem muitos. A questão é que ele não quer admitir. Vive em casa, sem estudar, sem trabalhar, sentado num sofá, comendo besteira e assistindo Judge Judy. Durante a viagem, viram que o corpo de Arquiduque Franz Ferdinand (sim, aquele cujo assassinato “desencadeou” a Primeira Guerra Mundial) estava enterrado a alguns quilômetros de onde estavam e resolveram fazer uma visita ao local. É nesse momento que eles chegam em Gutshot, uma cidade pequenininha do Tennessee (infelizmente, a cidade é completamente ficcional!) e conhecem Lindsey, a guia do túmulo do arquiduque. O que eles não esperavam era conseguir um emprego com a mãe de Lindsey e resolver ficar por ali.

Gutshot e Lindsey mudarão o modo como Colin e Hassan enxergavam a vida, mas como isso aconteceu você só saberá lendo o livro! A história é narrada em 3ª pessoa e John Green tem uma explicação para isso: o personagem é péssimo em narrar histórias, então não seria tão verdadeiro. Você vai querer ler o livro com um marcador de textos, um bloquinho, com post-it, qualquer coisa do tipo, porque não vai conseguir deixar de anotar as melhores frases da história. Uma das minhas notas favoritas é:
“The risk of being able to win over anyone, he found himself thinking, was that you might pick the wrong people”. Página 113.

“O risco de poder conquistar qualquer pessoa, ele pensou, é que você pode acabar escolhendo as pessoas erradas”.

Esta história vai te fazer pensar sobre o que realmente importa, e logo você vai querer que todas as pessoas que você conhece também leiam este livro (pensei que este efeito só era causado por A Culpa é das Estrelas, mas não!). Com tanto humor, drama e nerdices”, eu não poderia deixar de dar 5 baldes de pipoca para Teorema Katherine.

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p.s: O que torna John Green diferente de todos os outros autores na face da terra?
1 – A maneira como ele fala de assuntos científicos que te faz entender claramente.
2 – As referências a outros livros!
3 – Você aprende palavras em outras línguas!
4 – Se você não se conecta nem um pouquinho com nenhum dos personagens dele, tem um sério problema!
5 – As reflexões implícitas nas histórias que fazem você repensar a sua vida

(Esta lista pode continuar, mas a resenha ficaria extensa demais! Quem sabe um post só para apreciação do John Green? Quem sabe?).

p.s 2: PODEMOS FALAR SOBRE AS CAPAS DESSE LIVRO? Nunca fiz isso aqui no blog, mas ao fazer uma breve pesquisa, me deparei com diferentes capas incríveis e achei que vocês deveriam ver também! A Penguin Books, editora do John, fez um concurso para escolher a capa de uma edição especial do livro!

Estas não são as capas participantes do concurso (a capa da versão brasileira foi a vencedora, por sinal!)

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Estas participaram e você pode ver a maioria delas aqui: http://www.tumblr.com/tagged/an-abundance-of-covers

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Qual é a sua favorita?

p.s 3: Quem estiver aí pensando: “POXA VIDA, QUERIA FAZER UMA CAPA TAMBÉM!” um concurso está acontecendo para decidir a capa do Price of Dawn, o livro tão citado em A Culpa é das Estrelas! CORRE!