5 livros que preciso ler em 2017

O ano está acabando e, com isso, chega a hora de fazer a listinha de livros desejados para o ano que vem. A lista já está ficando longa, mas separei os cinco livros que estou mais ansiosa para ler para compartilhar com vocês. A ordem dos títulos não significa que estou mais ansiosa para ler um título que o outro, ok?

sophie1- My Not So Perfect Life – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella é conhecida pela série da Becky Bloom, mas ela me conquistou mesmo foi com “À Procura de Audrey”. Dona de uma sensibilidade e de um senso de humor incríveis – característicos da sua escrita – Sophie consegue cativar o leitor e fazer com que a gente torça por cada uma de suas personagens. O novo livro, que ainda não tem data de lançamento no Brasil (mas será publicado em Fevereiro nos EUA) conta a história de Katie Brenner, uma mulher que está longe de viver a vida dos seus sonhos e que aproveita as redes sociais para tentar passar a imagem de uma vida que ela não tem. Quando Katie é demitida, ela resolve voltar pra casa e ajudar os pais em uma nova empreitada: um hotel na fazenda da família. A chegada de uma hóspede em especial – sua ex-chefe – coloca o mundo de Katie de cabeça para baixo e o impacto desse encontro a gente só vai descobrir lendo mesmo 🙂

2- Minha Vida Fora de Série (4ª Temporada) – Paula Pimenta

O quarto (e provavelmente último) livro da saga “Minha Vida Fora de Série”, da Paula Pimenta, deve chegar às livrarias em 2017. O terceiro livro nos deixou cheios de dúvidas em relação ao futuro da relação entre Priscila e Rodrigo. Será que eles vão ficar juntos? Será que é a Priscila a “garota misteriosa” de quem o Rodrigo fala no final de Fazendo Meu Filme 4? É aguardar pra ver.

3- Três Vezes Você – Federico Moccia

Três Vezes Você faz parte da série de livros que se inicia com o maravilhoso “Três Metros Acima do Céu”. A sequência, “Sou Louco por Você”, não agradou muito os fãs do primeiro livro, então espero que esse terceiro consiga se redimir. A história gira em torno do bad boy H e seu relacionamento super improvável com Babi, uma garota rica e “certinha”. Cheio de drama, ação e (muitas) lágrimas, o livro é de arrebatar o coração de qualquer fã de um bom romance. #TeamBabi

leisa4- Bad Romeo Christmas – Leisa Rayven

Eu não me canso de falar dos livros da Leisa Rayven aqui no Livro & Pipoca. Já fiz resenha (e uma playlist) de Meu Romeu, primeiro livro da série Starcrossed, já entrevistei a autora para o canal do Youtube e vivo surtando pelos novos livros lá no Twitter. A Globo Alt vai lançar no ano que vem “Bad Romeo Christmas”, um livro que reúne histórias natalinas dos três casais da série: Ethan e Cassie, Liam e Elissa e Josh e Angel. Mal posso esperar!

 

veronica5- Carve the Mark – Veronica Roth 

A autora da série Divergente, Veronica Roth, lançará seu primeiro livro depois do fim da saga de Tris e Four. Em “Crave a Marca”, que será publicado aqui no Brasil pela Rocco, Veronica aposta novamente na distopia, mas apresenta um universo completamente diferente da Chicago futurista de Divergente. A história se passará num mundo violento (nem tão distópico assim, né) onde cada pessoa tem um dom capaz de moldar o futuro. Os personagens principais, Cyra e Akos, são de nações diferentes e inimigas, mas têm algo em comum: possuem dons que os deixam vulneráveis a outras pessoas. Quando os dois se conhecem, precisam decidir entre formar uma união improvável ou destruir um ao outro. #JáQuero

É isso, galera! Quais são os seus livros mais desejados para o ano que vem?

Resenha: Will Grayson Will Grayson + Promoção de aniversário do Livro & Pipoca

Olá, bookaholics!!! Esta é uma postagem diferente, já que hoje estamos comemorando 2 anos de Livro & Pipoca! Já tem um tempinho que venho preparando a surpresa de hoje para vocês e eu realmente espero que gostem! Bem, envolve John Green, porque nada mais justo que meu autor  favorito aparecer por aqui no dia de hoje, certo?

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Vou começar com a resenha super especial de Will Grayson Will Grayson e em seguida darei os detalhes de uma promoção incrível para comemorar o aniversário do blog, portanto, leiam até o final, hein?

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Will Grayson Will Grayson é uma colaboração entre John Green e David Levithan (Todo Dia) e conta a história de dois rapazes completamente diferentes que acabam tendo suas vidas cruzadas e descobrem algo em comum: ambos se chamam Will Grayson. O livro é intercalado entre os capítulos do Will de John Green e o Will de David Levithan, o que te ajuda a perceber o quão diferentes são as formas de escrita dos autores, (a maneira com que Levithan escreve com letras minúsculas o tempo inteiro enquanto John Green adora um caps lock) mas que de certa forma conseguem produzir algo em comum.

O Will de John Green (a quem chamarei de Will nº1) é um cara normal, que passaria completamente despercebido na escola se seu melhor amigo não fosse Tiny Cooper.

“Não muito inteligente. Não muito bonito. Não muito legal. Não muito engraçado. Esse sou eu: não muito.” Página 219.

Eu não poderia descrever a singularidade de Tiny Cooper de uma forma tão incrível quanto a que está no livro, então vou transcrevê-la aqui:

Tiny Cooper não é a pessoa mais gay do mundo, tampouco é a maior pessoa do mundo, mas acredito que ele possa ser a maior pessoa do mundo que é muito, muito gay, e também a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande.” Página 9.

Tiny é o tipo de pessoa que se destaca na multidão e consegue brilhar mais que as pessoas que estão ao seu redor, quase como se todas elas girassem em torno dele (basicamente como o Sol), e isso inclui Will. O grande sonho de Tiny é escrever/produzir/estrelar um musical sobre a sua vida e o livro vai se desenvolvendo a partir da produção do musical.

O Will de David Levithan é problemático, depressivo e não tem amigos. Vive no seu próprio mundo, que consiste em apenas conversar com seu namorado, Isaac. É Isaac a única razão para Will continuar respirando. O problema é que o namoro é virtual e eles não se conhecem pessoalmente. As únicas pessoas com quem Will convive são sua mãe – e ele a trata como se não fosse ninguém – e Maura, uma garota da escola com quem ele lancha todos os dias sem trocar mais que meia dúzia de palavras e sem manter uma relação de amizade de verdade.

“eu me sinto mal por ela – sinto, sim. é uma pena, mesmo, que eu tenha que ter mãe. não deve ser fácil ter um filho como eu, nada pode preparar uma pessoa pra esse tipo de decepção.” Página 32.

Maura quer bem mais que falar de forma monossilábica com Will e vai tentar de tudo para conseguir o que quer.

Sim, mas quando eles se encontram? Bem, eles moram em cidades diferentes e esse encontro só acontece porque Isaac mora na mesma cidade que o Will nº1. Isaac marca um encontro para que ele e seu namorado finalmente se conheçam e é aí que o cenário é montado para que os Graysons se cruzem. Will nº 1 acabou de ser barrado na entrada de um show que gostaria muito de ir e que provavelmente mudaria sua situação estranha com Jane, uma garota que faz parte da Aliança Gay-Hétero da escola, a qual Tiny é presidente. Nem Jane nem Will tem talento para entender sentimentos (e aceitá-los) e isso piora quando o ex-namorado dela reaparece.

“Se você não pode confiar nos próprios instintos, então vai confiar em quê?”

“Você pode confiar na ideia de que gostar de alguém, como regra, acaba mal.” O que é verdade. Gostar não leva ao sofrimento de vez em quando. Leva sempre. Página 27.

Sem poder assistir ao show, ele resolve tentar se divertir de outra forma para mostrar a Tiny e Jane que ele também teve uma noite incrível. É aí que ele decide ir a uma sex shop, que é justamente o local combinado para o encontro entre Isaac e Will nº2. Depois do choque inicial ao perceberem que possuem o mesmo nome, eles conversam e Will nº1 apresenta Tiny, que o encontra após o show, a Will nº2, e nesse momento a vida de ambos muda.

Não poderia ser um livro de John Green se não me arrancasse muitas risadas e lágrimas. Ele encontrou o parceiro perfeito para cumprir essa missão, pois o humor de David vai te fazer repensar inclusive o que escrevemos na internet.

“se alguém usar lol comigo, eu arranco o computador da parede e o acerto na cabeça mais próxima. afinal, as pessoas não estão laughing out loud, ou seja, rindo alto das coisas para as quais elas põem lol. […] ou <3. você acha que isso parece um coração? se sim, é porque nunca viu um escroto.” Página 39.

Will Grayson Will Grayson é uma história sobre a descoberta de quem realmente somos e uma reflexão sobre o que significamos para outras pessoas. Será que somos aqueles que brilham demais ou aqueles que se permitem ser ofuscados?

Para Will & Will (nome da versão brasileira do livro), dou 5 baldes de pipoca. Eu daria mais que isso se tivesse um CD com as músicas do espetáculo!

Você terá a chance de ganhar Will & Will, além de chances de ganhar outros prêmios. Vou explicar tudo direitinho agora.

Vamos aos prêmios! O primeiro sorteado receberá um exemplar de Will & Will

O segundo sorteado receberá 2 bottons de A Culpa é das Estrelas:will

Regras para o sorteio de aniversário do Livro & Pipoca:

1 – Você deve ser seguidor do blog. Se você ainda não é, basta digitar o seu e-mail nessa caixinha no canto superior direito da página, cujo título é Siga o L&P.

2 – Preencher esse formulário

2 – Ter um endereço de entrega no Brasil.

3 – O período de inscrição será até às 23:59 do dia 24/12/2013 (isso mesmo, véspera de Natal!)

4 – Caso sorteado, o ganhador terá 48 horas para fornecer os dados completos para envio (farei o contato via e-mail, o que você usar para seguir o blog)

Boa sorte!

Para assistir com pipoca: Jogos Vorazes – Em Chamas

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ALERTA: MUITOS INDÍCIOS DE FANGIRLING NESTA RESENHA.

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Peço desculpas se em algum momento nesta resenha eu perder totalmente o foco e começar a surtar. Você me entenderá se tiver assistido ao filme ou quando assistir, porque DEFINITIVAMENTE você não vai poder perder a chance de ver essa obra de arte.

Vim fazendo contagem regressiva para o dia de hoje desde que a data foi anunciada (e Deus abençoe a Paris Filmes por ter diminuido uma semana da minha espera) e obviamente, minhas expectativas eram altas. Posso dizer com firmeza que não estou desapontada, pelo contrário, minhas expectativas foram superadas!

Com um orçamento de aproximadamente 160 milhões de dólares, o dobro do primeiro filme, Em Chamas teve todo o suporte para ser um filme incrível, cheio de efeitos mais que especiais. O diretor, Francis Lawrence, com certeza soube aproveitar bem cada centavo. Meus olhos pareciam não acreditar na perfeição daquilo tudo. Nada que eu venha a escrever aqui fará jus a esse filme. Nada.

A história tem início com a preparação de Katniss e Peeta para a Turnê dos Vitoriosos, um tempinho depois da épica vitória de ambos no 74ª Jogos Vorazes. O normal seria que eles passassem por cada distrito, fizessem discursos, fossem às festas e ao final de tudo voltassem para casa, sãos e salvos. Eles não contavam com o fato de pessoas de vários distritos terem se inspirado no ato de bravura de Katniss e o encarado como um desafio à Capital (não uma prova de amor como tentaram fazê-los acreditar). Essas pessoas começaram a se rebelar contra o governo de Panem, o que aumentou ainda mais a raiva que o Presidente Snow já sentia de Everdeen. Dessa forma, ele a visita e a obriga a convencê-lo de seu amor por Peeta, acreditando que essa seria a única forma de fazer o resto de Panem acreditar também e, assim, controlar os levantes. É nesse momento que Katniss percebe que jamais poderá ser livre, e onde a frase de Haymitch sobre não existirem campeões dos jogos, e sim sobreviventes, se encaixa perfeitamente.

Fingir afeto por Peeta não seria um problema tão grande se ele não fosse perdidamente apaixonado por ela e uma terceira pessoa não fizesse parte dessa confusão toda. Gale. O melhor amigo de Katniss, que assistiu aos Jogos de casa e teve de suportar todo o romance da sua amada com outro homem. Gale vai surgir nesse filme de uma forma muito diferente do primeiro, mais firme, mais maduro, com mais certeza do que quer, e cuja personalidade revolucionária já começa a se cristalizar.

CAT2A Turnê dos Vitoriosos não é bem sucedida e o Presidente Snow, com a ajuda do novo Idealizador dos Jogos, Plutarch Heavensbee, resolve reunir tributos vitoriosos de todos os distritos na 75ª edição dos Jogos Vorazes, mais conhecida como o Massacre Quaternário. Ora, seus problemas estariam resolvidos, tendo em vista que Katniss era a única vencedora mulher do Distrito 12 e, portanto, não podia escapar da arena. cfgif

cat1Com a nova edição dos Jogos, surgem novos personagens, como Finnick Odair – interpretado pelo incrível Sam Claflin – e Johanna Mason – vivida pela surpreendente Jena Malone, que vão conquistar o público. O Presidente Snow só não contava com o que os “novos” tributos fariam na Arena, e isso eu não vou falar! Você tem que assistir para saber! Pelo menos não falarei nessa parte do post. Se você não tiver assistido ainda, não leia NADA a partir da palavra SPOILERS.

Para você que não viu o filme ainda, prepare-se para se encantar por Finnick Odair e pelo show de interpretação que Sam Claflin deu ao encarnar esse personagem. A minha grande surpresa foi a Johanna de Jena Malone (a única atriz do cast que não me convencia de jeito nenhum), que parecia ter sido tirada diretamente da minha mente enquanto lia as cenas daquela personagem. Os antigos personagens, Katniss, Peeta, Haymitch, Effie, Prim e companhia, surgiram de formas completamente diferentes do primeiro filme.

Jennifer Lawrence, indiscutivelmente, poderia receber sua segunda indicação ao Oscar pela atuação de Em Chamas. Você simplesmente não consegue acreditar que é uma atriz interpretando a personagem, de tão perfeita que a construção de Katniss é. Josh Hutcherson surge bem mais maduro, com um Peeta machucado, de coração partido, que convence de verdade. CAT5

Woody Harrelson e seu Haymitch, sempre com aquele humor negro contagiante, te arrancará boas risadas. Effie Trinket deixará seu lado materno aflorar e sentirá bastante a volta de seus pupilos à Arena. Elizabeth Banks, mais uma vez, arrasou no papel. Outro que deu um show no filme foi Stanley Tucci e seu Caesar Flickermann. Se ele já tinha arrasado no primeiro filme, nesse ele conseguiu se superar! As expressões e risadas daquele homem eram muito boas mesmo.

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Senti falta de mais cenas entre Prim e Katniss, de momentos de cumplicidade entre as duas – afinal, tudo isso começou por causa dela., mas nada que fizesse o filme perder o sentido.

Em Chamas tem uma qualidade infinitamente superior ao de seu antecessor e não te deixa nem sequer piscar os olhos. A maneira com que Francis Lawrence abordou a história, sendo tão fiel ao livro (nunca vi uma adaptação ser tão fiel, na verdade) e sendo capaz de incluir algumas surpresas ao longo do filme e no final, é impressionante. Sabe quando você termina de ler algo incrível e tem uma vontade imediata de mandar um e-mail/carta/sinal de fogo para o autor no intuito de agradecê-lo pelo que escreveu? Tive essa mesma vontade em relação a Francis Lawrence. Se alguém tiver o e-mail/endereço/telefone dele, me avise aqui nos comentários (risos).

A trilha sonora do filme também é maravilhosa, com músicas do The Lumineers, Coldplay, Christina Aguilera, Sia, Lorde e tantos outros. Vale a pena ser ouvida e você pode fazer isso (se tiver o iTunes) clicando neste link.

Para Jogos Vorazes – Em Chamas, dou todas as pipocas do mundo! 5 baldes não são suficientes.

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Se você não viu o filme ainda, não continue a ler esta resenha. ALERTA DE SPOILERS! Depois não diga que eu não avisei.

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MELHOR FILME DA MINHA VIDA! MEU DEUS DO CÉU, O QUE FOI ISSO? EU NÃO CONSEGUIA NEM RESPIRAR DIREITO! AQUELE BEIJO EXTRA ENTRE GALE E KATNISS???? OBRIGADA SENHOR PELA EXISTÊNCIA DE FRANCIS LAWRENCE! OBRIGADA, MIL VEZES OBRIGADA!

Não me entenda mal. Amo Katniss e Peeta, surto em todas as cenas deles juntos, mas não consigo deixar de shippar Gale e Katniss também! E aquele beijo extra me desestabilizou legal. Enfim, depois de deixar clara a minha felicidade em relação a essa surpresa, vou começar a falar dos outros momentos que me deixaram tão louca que não conseguia ficar sentada direito na poltrona, nem parar de bater palmas, ou gritar, ou chorar, ou ter sérios ataques de fangirl. Vou começar a listar os momentos em que mais surtei e já peço desculpas se não fizer muito sentido.

O que foi Johanna Mason se revoltando contra a capital e mandando todos se f****? GENTE! Todas as cenas em que ela aparecia eram totalmente enérgicas e eu não conseguia parar de rir! Aquela cena do elevador vai direto para a minha lista de melhores cenas da vida! A cara de safado de Josh Hutcherson e a de ciumenta de Jennifer Lawrence estavam impagáveis. IMPAGÁVEIS!

Confesso que não senti falta alguma da Madge no filme, e o fato de a Katniss ter visto as imagens dos levantes no trem e não na casa da amiga, não fez diferença alguma para mim. Esse foi um dos únicos momentos em que o roteiro não seguiu à risca o que estava nas páginas do livro, além de terem feito Katniss contar a Haymitch e Peeta juntos sobre a visita de Snow, sem enganar o boy with the bread como fez no livro.

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Os dois momentos em que mais chorei foram a morte do Cinna (palmas para Jennifer Lawrence naquela cena e em todas as outras, na verdade), igualzinha a versão de Suzanne Collins, e a despedida de Effie, Peeta e Katniss antes dos jogos. Não aguentei Effie Trinket se desmanchando em lágrimas, não mesmo!

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A parte em que todos os tributos dão as mãos, e depois só aparecem as sombras de todos eles me deixou sem fôlego. A respiração boca à boca de Finnick em Peeta – achei ofensiva aquela quantidade de tentativas, quando podia muito bem ser eu no lugar de qualquer um dos dois, né? – e o desespero de Katniss também foram marcantes.

A fofura de Mags, o desespero de Finnick ao ouvir a voz de Annie, Wiress tão surtada quanto eu imaginei, me fizeram gostar ainda mais do filme. E a perfeição com que criaram todos aqueles efeitos e bestantes? Sem palavras.

O momento em que Katniss enforca Seneca Crane e faz uma reverência aos Idealizadores dos Jogos = INESQUECÍVEL.

TODAS as cenas de Peeta e Katniss demonstravam a química maravilhosa entre Jennifer e Josh e eram tão convincentes, tão convincentes que todo o desespero que senti pelos personagens no livro voltou à tona. A cena em que ele entrega o medalhão e Katniss finalmente deixa transparecer que precisa dele, UAU, apenas UAU.

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Aquela cena em que Katniss está sendo retirada da Arena foi uma das minhas favoritas, com as expressões de Jennifer focalizadas assim como na última cena, em que as lágrimas secavam e Katniss mudava seu semblante de derrota para um de determinação, aceitando ser o tordo e preparada para se vingar da Capital. Que grande sacada do diretor, genial, genial, genial, não me canso de dizer isso.

O filme inteiro foi tão surtante que eu preciso voltar ao cinema pelo menos mais 2 vezes para poder olhar cada cena com mais cuidado. E SURTAR AINDA MAIS, CLARO!

Resenha: Divergente – Veronica Roth

divergentecapa Eu não sei por que demorei tanto para ler Divergente. Talvez por medo de me decepcionar e não ser tudo aquilo que todo mundo fala ou por um medo maior ainda: o de ficar viciada. Bem, o que aconteceu foi: o livro é muito mais do que falam e sim, eu fiquei viciada. Não tem como não ser totalmente envolvida pela história e sentir a energia de todas as reviravoltas. Minha experiência com Divergente não foi somente mental, ela também foi física. Por diversas vezes eu me senti tão nervosa, ansiosa e amedrontada quanto os personagens e não foram poucas as vezes em que olhei para a tela do Kindle e tentei conversar com a Veronica Roth (para agradecê-la ou xingá-la).

Não tem como não se sentir parte daquele mundo distópico. Nele, todas as pessoas foram divididas em facções de acordo com sua vontade ou habilidade. Elas são: Amizade – as mais felizes, que passam o tempo colhendo maçãs e cantando; Erudição – a facção dos intelectuais; Abnegação: onde todos os altruístas pertenciam e, por isso, eram escolhidos para governar a cidade; Franqueza: todos aqueles que não conseguiam mentir deveriam fazer parte; e, por fim, a Audácia: a facção dos corajosos, dos que controlam o medo e protegem a cidade de todos os perigos.

A história gira em torno de Beatrice Prior, que faz parte da Abnegação porque é à ela que seus pais pertencem. Logo no início, o leitor sente como é fazer parte desta facção: deve-se abdicar de qualquer forma de egoísmo e individualidade e viver ajudando aos outros. Não podem olhar-se em um espelho por muito tempo ou comemorar aniversários, pois ambos seriam atos de autocomplacência. Beatrice e seu irmão, Caleb, finalmente atingem a idade em que podem prestar os Testes de Aptidão, que os ajudarão a escolher qual facção querem realmente pertencer: ficar na Abnegação, onde uma vida própria não era possível e todos tinham de andar nas ruas com suas roupas acinzentadas e cortes de cabelo parecidos para que não atraíssem atenção para si mesmos ou aventurar-se numa nova facção – e, com isso, trair sua família.

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Tudo parece estar correndo bem até o dia em que Beatrice faz seu Teste de Aptidão e descobre que não se encaixa em nenhuma das facções: ela não é altruísta o suficiente para a Abnegação, bondosa o bastante para a Amizade, inteligente para a Erudição, totalmente honesta para Franqueza ou extremamente corajosa para a Audácia. Beatrice Prior é uma Divergente. Mas o que isso significa? Até então, ela nunca tinha ouvido falar sobre Divergentes. E continuou sem saber muito. Tudo o que ela sabia é que deveria ficar calada, não dizer para ninguém o resultado e assim, jamais revelar o que de fato era.

Ao decidir a que facção gostaria de pertencer na Cerimônia de Escolha, ela não fazia ideia do quanto isso mudaria sua vida e a faria conhecer lados de si mesma que nunca pensou que existissem. Ela também não esperava que fosse necessária uma seleção dentre aqueles que decidiram fazer parte daquela facção e que nem todos teriam a oportunidade. Os que ficassem de fora se tornariam sem-facções e viveriam nas ruas, dependendo da solidariedade da Abnegação.

Ser escolhida para a tal facção não será fácil. Beatrice terá de lidar com dilemas em relação à amizade e aprender a combater seu pior inimigo: si mesma. O medo é algo que tem bastante destaque na história e dá ritmo a ela. Você torce para que os medos sejam vencidos e começa a pensar nos seus próprios e em como seria se tivesse que lidar com eles daquela forma.

–          “Meu instinto imediato é de pressionar você até que você ceda, só para ver o quanto terei de empurrar”.

–          “Por que… – Engulo em seco. – Por que este é o seu instinto imediato?

–          Porque o medo não faz com que você se apague; ele faz com que você acenda.”

divergenteÉ justamente para treiná-la para superar os medos e os inimigos que surge Quatro, o instrutor dos iniciandos. Misterioso, firme e um tanto assustador, ele vai te deixar curiosa para saber o que há por trás de toda aquela seriedade e bravura e o que o levou até ali. Intrigante seria uma boa forma de defini-lo. Confesso que nunca li algo em que a eletricidade entre dois personagens fosse tão palpável. O que conecta Quatro e Beatrice é tão forte que você se sente como um deles enquanto lê.

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Veronica Roth tem o poder de não deixar a história ficar monótona em momento algum. Quando você finalmente lembra de respirar – e de limpar suas mãos suadas na calça tanto quanto Beatrice faz – surge outra coisa na história que leva sua sanidade embora. É dramático, irônico e por muitas vezes engraçado. Há um tom de crítica presente na história – o que geralmente aparece em distopias – e ela se refere não só ao caráter das pessoas e a forma como elas se definem (como se só pudessem ter uma postura: ser franco, audacioso, bondoso, solidário ou esperto), mas também ao Governo em geral. A corrupção desencadeia os principais acontecimentos do livro e testa até que ponto as pessoas podem ser submissas e manipuladas.

Divergente tem um plano de fundo sério, que merece ser discutido, e personagens que cativam – mesmo que das formas mais estranhas possíveis. Para ele, dou 5 baldes de pipoca sem pensar duas vezes!561a7-5pipocas

A adaptação do livro estreia nos cinemas em Março do ano que vem e já tem um teaser de mais de um minuto que definitivamente merece ser visto! Shailene Woodley (repararam o quanto esta mulher está sendo citada no blog? Não tenho culpa se ela se envolve em todos os projetos que me animo para ver!) é Beatrice, Theo James (se você assiste Downton Abbey vai reconhecê-lo, mesmo que só tenha aparecido em um episódio) é Quatro, Kate Winslet (eu preciso mesmo dizer quem é Kate Winslet?) é Jeanine, a líder da Erudição, Miles Teller (lindo!!!) é Peter, um dos iniciandos na facção e Ansel Elgort (Augustus-Freaking-Waters) é Caleb, irmão de Beatrice. Como lidar com um filme em que Hazel e Gus são irmãos? Não sei!

E você, já leu Divergente? Está ansioso (a) para o filme? Comente aqui embaixo e surte comigo!

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A Culpa é das Estrelas – bastidores do set de filmagem

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2013 está sendo um ótimo ano para quem gosta de adaptações literárias para o Cinema. Tivemos Cidade dos Ossos, as filmagens de Divergente e Vampire Academy, as primeiras imagens de A Menina que Roubava Livros, o anúncio de que A Esperança seria dividido em dois filmes e a espera por Em Chamas (um pouco mais de 30 dias para o Massacre Quaternário!!!). Embora eu esteja muito (se você me conhece pessoalmente, sabe que é verdade) ansiosa para rever Katniss, Peeta, Gale e conhecer Finnick, nada se compara às emoções que estou tendo desde o anúncio da adaptação de A Culpa é das Estrelas. Se você ainda não leu o livro, o que está fazendo da sua vida?

Confesso que fiquei apreensiva no início – o que é compreensível quando você é muito fã de algum livro e anunciam que ele vai ser transformado em filme -, quem seria capaz de interpretar a ironia e beleza de Augustus Waters? Quem faria jus à Hazel Grace? E o roteiro? Ai meu Deus, o roteiro? Eles deixariam de fora muitas coisas importantes que acontecem no livro? Foi aí que John Green surgiu para me acalmar e dizer que acompanharia todo o processo. UFA!  Como ele mesmo disse, o filme não é dele, mas considerando que ele estava lá durante as gravações e a pré-produção, acho muito difícil que esse filme não esteja fadado à perfeição.

Lembro quando anunciaram que Shailene Woodley faria o papel de Hazel e do meu desespero para procurar filmes que ela já tivesse feito (afinal, nunca tinha visto A Vida Secreta de uma Adolescente Americana) e de como eu me acalmei depois de assistir a Os Descendentes – se você já assistiu ao filme, basta saber que fui convencida na cena da piscina. E o Gus? Quem seria o Gus?

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Soube via Twitter que Ansel Elgort havia sido escalado para o papel , ou seja, na hora não vi foto alguma. Estava apreensiva ao digitar o nome dele no Google e, mais uma vez, fui surpreendida. O Augustus da minha imaginação existia. Exatamente como pensei. O grande problema é que não tive como ver se Ansel era talentoso naquele momento – afinal, seus primeiros filmes ainda serão lançados -. Bastou que eu assistisse a uns 3 vídeos de entrevistas dele no Youtube para me apaixonar. O mais engraçado é que Ansel e Shailene atuam juntos em Divergente – e são IRMÃOS no filme!

Só faltava um ator ser escalado para eu me acalmar de vez. E esse ator foi Nat Wolff – se você era fã da Nickelodeon, da Miranda Cosgrove e, principalmente da Naked Brothers Band, sabe de quem estou falando. Infelizmente, eu não era nada disso, então tive que recorrer à filmografia de Nat para conhecê-lo melhor. Que grata surpresa foi descobrir que ele estava em Noite de Ano Novo e que, para conhecê-lo, eu assistiria ao filme pela 5ª vez sem focar em Zac Efron e Lea Michele.

Com tudo isso, eu não tive nada do que reclamar. Gostei dos atores e John Green estava envolvido – o que mais eu poderia querer? Durante a preparação para o filme, Shailene e John tiveram a ideia de estimular a doação de cabelo com o #HairForHazel. Ela postou um longo texto sobre a importância dos fios e a diferença que eles fazem na vida de alguém e bastou para que pessoas do mundo inteiro aderissem à ideia. Mais um ponto para ela!

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As filmagens começaram no finalzinho de Agosto e se até aquele momento eu não estava completamente apaixonada pelo elenco, me apaixonei. Nunca fui tão grata ao Tumblr, Instagram, Twitter e Youtube na vida! Vou tentar mostrar a vocês algumas das melhores postagens.

“Presente de aniversário dos produtores do filme de A Culpa é das Estrelas. Amo esses caras”. 

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“Hazel e Gus (mais conhecidos como Shailene Woodley e Ansel Elgort) sendo nerds/adoráveis no set”

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“Reunidos! Estamos todos animados, mas só Shailene está demonstrando”

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“Balançando com Hazel e Gus”

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Esse foi o primeiro vídeo que o John Green postou no set de TFiOS e nele você pode ver a animação dele ao mostrar o próprio trailer e a vergonha ao falar que não consegue parar de chorar por um segundo enquanto assiste às gravações.

Se você seguir John Green ou Ansel nas redes sociais, vai perceber um lindo bromance que surgiu entre os dois – e surtar com as nerdices de ambos. Esse relacionamento é muito claro nesse vídeo, em que John pergunta ao Ansel como ele descobriu que tinha conseguido o papel para o filme.

Nesse vídeo, John faz um Q&A com Nat Wolff  no qual eles explicam porque Isaac não é loiro no filme

Para acompanhar os bastidores das gravações, você pode seguir:

@AnselElgort no Instagram e Twitter

@ShaileneWoodley no Twitter

@JohnGreenWritesBooks no Instagram e Twitter + VlogBrothers no Youtube http://www.youtube.com/user/vlogbrothers/

E um tumblr feito por um membro da produção especialmente para postar uma foto da parte de trás da cabeça de John Green todos os dias: http://thebackofjohngreenshead.tumblr.com/

A data de estreia do filme foi anunciada ontem: 6 DE JUNHO DE 2014. Ou seja, temos um pouco mais de 8 meses para juntar as caixinhas de lenço!

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Resenha: O Livro das Princesas – Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza

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Eu lembro do dia em que vi no Twitter da Paula Pimenta a notícia sobre O Livro das Princesas. Minha reação imediata foi pensar: ‘nossa, é realmente uma ótima ideia!’ e em seguida, lembrei da entrevista online que fiz com a Paula para o Caçadora de Livros (na época do lançamento de MVFS1), quando ela me disse que estava lendo Insaciável, da Meg Cabot, e que a autora era uma das suas favoritas. Imaginei como seria escrever “com” alguém que você admira tanto. Quando falei disso com a Paula ao vivo e a cores (ainda preciso acreditar que aquilo realmente aconteceu) ela me deu um sorriso e a confirmação de que a sensação era realmente incrível.

Além de Paula e Meg, a Galera Record convidou Patrícia Barboza (uma das pessoas mais simpáticas que já conheci na vida! Sabe quando você olha para a pessoa e pensa: ‘Meu Deus, queria ser amiga dela!’ ? Exatamente.) Ela já tem vários livros publicados e inclusive uma série, As Mais, cuja resenha você verá muito em breve aqui no Livro & Pipoca. Por fim, Lauren Kate (da série Fallen) completa o time.

Antes de começar a resenha, preciso contar um pouco sobre a minha experiência na sessão de autógrafos do livro aqui em Natal. Para isso, fiz um mini vídeo para vocês. Preciso contar do meu alívio por ninguém ter filmado minha reação quando vi Paula Pimenta e Patrícia Barboza pela primeira vez. Sério, eu nunca tinha sentido nada parecido! O sangue do meu corpo resolveu se concentrar em minhas mãos, que começaram a formigar, e lágrimas surgiram dos meus olhos sem qualquer tipo de esforço, apenas para coroar a emoção do momento. Não imaginei que sentiria algo assim. Foi incrível. Em um breve resumo, cheguei ao shopping por volta das 11 da manhã e já havia uma fila na frente da Saraiva. Confesso que não esperei que tanta gente fosse aparecer (se você mora em Natal, sabe que a maioria das pessoas não lê muito) e fiquei muito feliz por ter sido surpreendida. Conheci pessoas incríveis na fila, fiz várias amizades (olha aí, o poder da leitura unindo as pessoas!) que me ajudaram a passar as primeiras 6 horas na fila até a hora em que Paula e Patrícia chegaram e que ficaram comigo nas outras 6 horas esperando a sessão acabar para falarmos com as duas com mais calma. Infelizmente, quando faltavam 3 pessoas na fila do autógrafo, tive que ir embora! No entanto, as ótimas lembranças do dia continuarão no meu coração.

No vídeo, vocês poderão ver um breve momento em que elas autografam os livros e algumas fotos da fila! Mais de 300 senhas foram distribuidas, sucesso total. Esta sou eu com a Patrícia Barboza e a Paula Pimenta! Minha felicidade era perceptível, não é mesmo?

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Agora, vamos ao que interessa! Na primeira orelha do livro, você já encontra uma espécie de Carta de Recomendação de ninguém mais, ninguém menos que a Princesa Mia Thermopolis! De cara, você já entra no clima do livro. O primeiro conto é da Meg Cabot, que adaptou A Bela e a Fera para uma versão moderna, a qual deu o título de “A Modelo e o Monstro”.

A Belle da história é uma modelo muito famosa e é convidada para viajar num cruzeiro chiquérrimo com destino a São Paulo (créditos à Meg por citar o Brasil!). Ela não embarca sozinha, está acompanhada de seu pai, recém casado, da esposa dele, Vivian e da filha dela, Penny. Logo no início, Belle vê um homem com ar misterioso na sacada do quarto mais caro do navio e não consegue tirá-lo da cabeça. Muita coisa acontece antes deles finalmente se encontrarem e Belle descobrir porque ele não sai do quarto e tem tendência a ficar em locais escuros.

O amor de Belle pelos livros é algo que Meg dá grande destaque no conto, sem perder a essência original. O conto começa num ritmo incrível e vai se perdendo ao longo das páginas, mas não deixa de ser uma boa leitura – principalmente para quem está começando a se interessar pelo mundo dos livros agora.

Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks

Para a “Modelo e o Monstro”.

O segundo conto é a “Princesa Pop”, adaptação da Cinderella, escrita pela Paula Pimenta. Todos os ingredientes necessários para uma ótima história aparecem nele: música, romance, adversidades e um casal muito fofo que te deixa torcendo para que fiquem juntos. A personagem principal é a Cintia, que está no último ano do colégio e tem na música uma válvula de escape para os problemas que ela não pode controlar. Os pais tiveram uma separação difícil que resultou na mudança de sua mãe para o Japão, um novo casamento para o seu pai e uma vida completamente diferente para ela, ao ter que morar com a tia.

O mundo de Cintia desabou e as cores foram embora de sua vida – inclusive nas roupas. Tudo isso começa a mudar quando ela é convidada para tocar na festa das enteadas do pai, que estavam fazendo 15 anos. O problema é que o pai de Cintia não sabia sobre seu trabalho: ela era DJ. Ele havia obrigado a garota a aparecer na festa ou ela não teria algo que queria muito. Como aparecer na festa e ser a DJ, sem que seu pai notasse? É aí que a história começa e você se apaixona. Não estou brincando quando digo que você se apaixona. Mesmo. Porque é lá que você conhece Fredy Prince, um cantor super famoso entre as adolescentes e que fora contratado para fazer um show na festa. Como Cintia se envolve com Fredy – quem ela detesta, só para constar – você só descobre lendo! Te garanto, você não vai conseguir esquecer Fredy tão fácil.

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 Para “Princesa Pop”.

O próximo conto é da Lauren Kate, que escolheu se basear em A Bela Adormecida e se chama “Eclipse do Unicórnio”. As 3 primeiras páginas do conto vão te instigar, você vai pensar ‘nossa, essa história vai ser ótima’ e, infelizmente, isso não é verdade. A impressão que dá é que não houve muito esforço na hora de escrever, o que é muito chato, considerando que existem contos muito bons no livro e que você pode perceber o quanto as autoras se empenharam neles. Você se depara com os nomes dos personagens principais: Thalia e Percy e não consegue pensar em outra coisa a não ser: RICK RIORDAN.

Enfim, a história fala da princesa Thalia, que foi amaldiçoada com o sono eterno. Percy é um garoto americano que acabou de terminar um relacionamento e está fazendo uma excursão com sua turma para a França. Lá, ele visita um castelo quando se dispersa do grupo e percebe a existência de um outro castelo, com aparência mágica, e resolve conhecê-lo. Como Percy consegue quebrar a magia que protegia o castelo da entrada de qualquer pessoa e encontra Thalia, você só descobrirá lendo.

01c36-3pipocasPara “Eclipse do Unicórnio”. 
O último conto do livro surge para te alegrar depois da decepção do anterior. É “Do Alto da Torre”, a versão de Rapunzel da Patrícia Barboza. O conto, assim como “Princesa Pop”, tem tudo para te fazer se apaixonar: uma grande influência da Katy Perry, covers do Youtube, um cara super fofo e muita confusão! A personagem principal se chama Camila, uma garota que lida com algo que muita gente pode se identificar (eu, inclusive): paga uma promessa feita por outras pessoas. Ela não poderia cortar seu cabelo até o dia do aniversário de 15 anos. Seria fácil se a promessa tivesse sido feita quando Camila tinha 14 anos, mas não – ela tinha apenas onze. ONZE!

Seu grande sonho é ser uma cantora de sucesso e ela conta com a ajuda de Pedro, seu colega de sala super fofo (que Camila é muito cega para enxergar) para manter um canal no Youtube, chamado Do Alto da Torre, onde postam vídeos dela cantando suas músicas favoritas. O canal é um sucesso, mas ninguém sabe que Camila é a cantora dos vídeos, pois, sua Madrinha (com quem ela mora) é muito rígida e jamais permitiria que ela fizesse aquilo. O que acontece quando Camila finalmente completa 15 anos, corta o cabelo e se inscreve num show de talentos da escola formam a receita perfeita para um conto que vai te conquistar!

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 Para “Do Alto da Torre”.

Preciso dizer que eu amaria se “Princesa Pop”, “Do Alto da Torre” e “A Modelo e o Monstro” fossem transformados em livros! Alô? Galera Record? Está me ouvindo?

Eu poderia dar vários baldes de pipoca para “O Livro das Princesas” pela capa, que é a coisa mais fofa desse mundo e pelas ilustrações que antecedem cada conto. Lindo!

p.s: eu poderia dar ainda mais baldes de pipoca pelas citações de Kate e William, One Direction e Katy Perry ao longo dos contos. Tenho certeza que você daria também!

Resenha: O Teorema Katherine / An Abundance of Katherines – John Green

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Embora eu seja uma grande fã do John Green, esta é a primeira resenha que faço dos livros dele. Por um simples motivo: se eu leio algo que me deixa reflexiva, que muda minha vida em vários aspectos e que não me deixa ler outra coisa por vários outros dias, não consigo resenhar. Nada que eu escrevesse faria jus a tudo que A Culpa é das Estrelas representa.

Isto quer dizer que a leitura de Katherines não me fez pensar, surtar e não conseguir ler outra coisa por muito tempo? Longe disso. A grande diferença é que eu me conectei com Colin Singleton (o personagem principal da história) de uma forma tão grande que em alguns momentos eu não sabia se era o personagem ou eu que estava “falando” tudo aquilo. Dessa forma, eu resolvi me desafiar e fazer esta resenha, porque será sobre um livro e um personagem incrível e também sobre mim, de algum jeito.

Colin Singleton é um garoto que se preocupa demais em ser importante. Quando criança, incentivado pelos pais, Colin desenvolveu um intelecto impressionante. Ele pode falar onze (!!!) línguas diferentes e tem uma habilidade surpreendente com anagramas. Ainda pequeno, participou de um reality show para prodígios e venceu, o que marcou sua vida para sempre.

“The other day, I told Hassan I wanted to matter – like, be remembered. And he said, ‘famous is the new popular’. Maybe he’s right, and maybe I just want to be famous. I was thinking about this tonight, actually, that maybe I want strangers to think I’m cool since people who actually know me don’t”. Página 66.

Um dia desses, eu disse a Hassan que queria ser importante – tipo, ser lembrado. E ele disse, ‘famoso é o novo popular’. Talvez ele esteja certo, e talvez eu só queria ser famoso. Eu estava pensando sobre isso hoje à noite, e na verdade, talvez eu queria que estranhos pensem que sou legal porque as pessoas que realmente me conhecem não pensam isso”.

Singleton não teve de lidar com inimigos externos durante a sua vida, somente com o pior de todos os adversários: ele mesmo. Como se superar? Como deixar de ser um prodígio e se tornar um gênio? Essa pergunta move a vida dele e interfere de forma direta nos seus DEZENOVE (!!!) relacionamentos com garotas que tinham algo em comum: todas eram Katherines.

“Dating, after all, only ends one way: poorly. If you think about it, and Colin often did, all romantic relationships end in either (1) breakup, (2) divorce, or (3) death.” Página 14.

“Namoros, afinal de contas, só terminam de um jeito: miseravelmente. Se você pensar sobre isso, e Colin sempre pensava, todos os relacionamentos amorosos terminam em (1) rompimento, (2) divórcio, ou (3) morte.”

É depois de ter levado um pé na bunda da Katherine XIX que Colin entra numa super crise existencial e sai numa viagem de carro sem destino conhecido com seu melhor amigo, Hassan. Você vai rir muito com os diálogos entre os dois! Eles têm um mundo próprio, com piadas internas (John vai fazer você se sentir dentro da amizade, não vai te deixar sobrando e vai te explicar todas elas) e muitas, muitas sacadas nerds (mais uma vez, John vai te deixar por dentro! Nunca apreciei tanto as notas nos finais das páginas!).

Nessa viagem, Colin decide criar um teorema que basicamente fará um raio-x dos relacionamentos, com uma resposta principal: o tempo de duração do namoro. Tendo como base suas Katherines, ele acredita que o teorema é tudo o que ele precisa para deixar de ser um prodígio fracassado e se tornar um gênio. Reconhecido. Famoso.

Não é somente Colin que tem problemas, Hassan também tem muitos. A questão é que ele não quer admitir. Vive em casa, sem estudar, sem trabalhar, sentado num sofá, comendo besteira e assistindo Judge Judy. Durante a viagem, viram que o corpo de Arquiduque Franz Ferdinand (sim, aquele cujo assassinato “desencadeou” a Primeira Guerra Mundial) estava enterrado a alguns quilômetros de onde estavam e resolveram fazer uma visita ao local. É nesse momento que eles chegam em Gutshot, uma cidade pequenininha do Tennessee (infelizmente, a cidade é completamente ficcional!) e conhecem Lindsey, a guia do túmulo do arquiduque. O que eles não esperavam era conseguir um emprego com a mãe de Lindsey e resolver ficar por ali.

Gutshot e Lindsey mudarão o modo como Colin e Hassan enxergavam a vida, mas como isso aconteceu você só saberá lendo o livro! A história é narrada em 3ª pessoa e John Green tem uma explicação para isso: o personagem é péssimo em narrar histórias, então não seria tão verdadeiro. Você vai querer ler o livro com um marcador de textos, um bloquinho, com post-it, qualquer coisa do tipo, porque não vai conseguir deixar de anotar as melhores frases da história. Uma das minhas notas favoritas é:
“The risk of being able to win over anyone, he found himself thinking, was that you might pick the wrong people”. Página 113.

“O risco de poder conquistar qualquer pessoa, ele pensou, é que você pode acabar escolhendo as pessoas erradas”.

Esta história vai te fazer pensar sobre o que realmente importa, e logo você vai querer que todas as pessoas que você conhece também leiam este livro (pensei que este efeito só era causado por A Culpa é das Estrelas, mas não!). Com tanto humor, drama e nerdices”, eu não poderia deixar de dar 5 baldes de pipoca para Teorema Katherine.

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p.s: O que torna John Green diferente de todos os outros autores na face da terra?
1 – A maneira como ele fala de assuntos científicos que te faz entender claramente.
2 – As referências a outros livros!
3 – Você aprende palavras em outras línguas!
4 – Se você não se conecta nem um pouquinho com nenhum dos personagens dele, tem um sério problema!
5 – As reflexões implícitas nas histórias que fazem você repensar a sua vida

(Esta lista pode continuar, mas a resenha ficaria extensa demais! Quem sabe um post só para apreciação do John Green? Quem sabe?).

p.s 2: PODEMOS FALAR SOBRE AS CAPAS DESSE LIVRO? Nunca fiz isso aqui no blog, mas ao fazer uma breve pesquisa, me deparei com diferentes capas incríveis e achei que vocês deveriam ver também! A Penguin Books, editora do John, fez um concurso para escolher a capa de uma edição especial do livro!

Estas não são as capas participantes do concurso (a capa da versão brasileira foi a vencedora, por sinal!)

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Estas participaram e você pode ver a maioria delas aqui: http://www.tumblr.com/tagged/an-abundance-of-covers

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Qual é a sua favorita?

p.s 3: Quem estiver aí pensando: “POXA VIDA, QUERIA FAZER UMA CAPA TAMBÉM!” um concurso está acontecendo para decidir a capa do Price of Dawn, o livro tão citado em A Culpa é das Estrelas! CORRE!