Resenha: Boomerang – Noelle August

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Se você for fã de um bom New Adult, Boomerang com certeza é uma boa pedida. Mesmo não tendo protagonistas com características clássicas do gênero – bad boy misterioso, garota ingênua e, ao mesmo tempo, forte – a essência dos new adults está presente em Boomerang. Você vai se apaixonar por Ethan Vance e Mia Galliano, um casal que se conhece num bar, passa a noite juntos e, no dia seguinte, sem lembrar de nada do que aconteceu, descobrem que estão disputando entre si uma vaga de emprego na Boomerang, empresa por trás de um aplicativo no maior estilo Tinder. E mais: de acordo com as regras da empresa, funcionários não podem se envolver romanticamente.

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Ethan, recém saído da faculdade e se recuperando de um problema físico que o impediu de seguir com a carreira de jogador de futebol – seu grande sonho – precisava urgentemente de um emprego para pagar os empréstimos feitos para pagar a faculdade.

Mia estava terminando a faculdade de artes visuais com dois grandes sonhos em mente: fazer um filme sobre a avó, que lutou pelos direitos civis em Selma, Alabama, com Martin Luther King Jr e construir uma carreira no cinema sem a ajuda do sobrenome da mãe, uma fotógrafa renomada. Para ambos, o emprego na Boomerang era o passaporte para a resolução de boa parte dos seus problemas, mas a tão sonhada contratação só seria realidade para um deles: o que mais se destacasse durante algumas semanas na empresa.

Os dois estão lidando com términos traumáticos. Ele, que terminou um relacionamento com um saldo nada favorável: problemas relacionados à insegurança e aversão à comida chinesa e ela, que em um ano de relacionamento nunca se sentiu de fato escolhida pelo ex-namorado. Conforme os dois vão se lembrando da noite que passaram juntos, a atração se torna inegável e, até certo ponto, incontrolável também, mas a realidade batia sempre à porta: os dois precisavam daquele emprego mais que tudo na vida.

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Noelle August – pseudônimo das autoras Veronica Rossi e Lorin Oberweger – consegue te fazer sentir a química entre Ethan e Mia em cada uma das páginas do livro. Minhas partes favoritas envolvem as mensagens de texto que eles trocam, sempre bem humoradas e cheias de faíscas.

A série Boomerang tem mais dois livros, mas eles contam histórias de outros personagens que aparecem de forma secundária no primeiro. Para o primeiro livro, dou 4 baldes de pipoca, mas só porque acredito que as autoras deixaram alguns fios soltos na história, como o porquê da Mia precisar tanto do emprego na Boomerang se o que ela queria era fazer um filme – e a empresa não tem muito a ver com a área audiovisual. Fora esses pequenos detalhes, a história é maravilhosa e super vale a leitura.

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