Resenha: Boomerang – Noelle August

boomerang

Se você for fã de um bom New Adult, Boomerang com certeza é uma boa pedida. Mesmo não tendo protagonistas com características clássicas do gênero – bad boy misterioso, garota ingênua e, ao mesmo tempo, forte – a essência dos new adults está presente em Boomerang. Você vai se apaixonar por Ethan Vance e Mia Galliano, um casal que se conhece num bar, passa a noite juntos e, no dia seguinte, sem lembrar de nada do que aconteceu, descobrem que estão disputando entre si uma vaga de emprego na Boomerang, empresa por trás de um aplicativo no maior estilo Tinder. E mais: de acordo com as regras da empresa, funcionários não podem se envolver romanticamente.

boomerang1

 

Ethan, recém saído da faculdade e se recuperando de um problema físico que o impediu de seguir com a carreira de jogador de futebol – seu grande sonho – precisava urgentemente de um emprego para pagar os empréstimos feitos para pagar a faculdade.

Mia estava terminando a faculdade de artes visuais com dois grandes sonhos em mente: fazer um filme sobre a avó, que lutou pelos direitos civis em Selma, Alabama, com Martin Luther King Jr e construir uma carreira no cinema sem a ajuda do sobrenome da mãe, uma fotógrafa renomada. Para ambos, o emprego na Boomerang era o passaporte para a resolução de boa parte dos seus problemas, mas a tão sonhada contratação só seria realidade para um deles: o que mais se destacasse durante algumas semanas na empresa.

Os dois estão lidando com términos traumáticos. Ele, que terminou um relacionamento com um saldo nada favorável: problemas relacionados à insegurança e aversão à comida chinesa e ela, que em um ano de relacionamento nunca se sentiu de fato escolhida pelo ex-namorado. Conforme os dois vão se lembrando da noite que passaram juntos, a atração se torna inegável e, até certo ponto, incontrolável também, mas a realidade batia sempre à porta: os dois precisavam daquele emprego mais que tudo na vida.

boomerang2

Noelle August – pseudônimo das autoras Veronica Rossi e Lorin Oberweger – consegue te fazer sentir a química entre Ethan e Mia em cada uma das páginas do livro. Minhas partes favoritas envolvem as mensagens de texto que eles trocam, sempre bem humoradas e cheias de faíscas.

A série Boomerang tem mais dois livros, mas eles contam histórias de outros personagens que aparecem de forma secundária no primeiro. Para o primeiro livro, dou 4 baldes de pipoca, mas só porque acredito que as autoras deixaram alguns fios soltos na história, como o porquê da Mia precisar tanto do emprego na Boomerang se o que ela queria era fazer um filme – e a empresa não tem muito a ver com a área audiovisual. Fora esses pequenos detalhes, a história é maravilhosa e super vale a leitura.

Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks

Advertisements

Resenha + Playlist: “Meu Romeu”, de Leisa Rayven

CAPA-Meu-RomeuQuando ganhei esse livro no sorteio que rolou no encontro da Globo Alt durante a Bienal do Rio, confesso que olhei meio “torto”. Provavelmente pelo trauma do último new adult que eu li: “After”, da Anna Todd. Aí eu tive uma semana de leituras difíceis, todas relacionadas ao conteúdo da faculdade. Foi então que decidi: nesse final de semana quero ler algo que me desafie. O resultado? Não fiz mais nada da minha vida até terminar de ler “Meu Romeu” (e a sequência, “Minha Julieta”, também!). Resolvi postar a resenha do segundo livro só quando ele estiver prestes a ganhar as estantes no Brasil, o que vai acontecer em Novembro. Por enquanto, deixo vocês com as minhas impressões de “Meu Romeu” e uma playlist especial com músicas que me lembram bastante os personagens e a história do livro. Espero que gostem!

“Meu Romeu”, escrito pela australiana Leisa Rayven, é o primeiro de dois livros que formam a série Starcrossed. A história gira em torno de Cassie Taylor e Ethan Holt, dois jovens atores que se conhecem nas audições para entrar na melhor faculdade de teatro do país. Em um dado momento, eles precisam fazer um exercício em dupla e a conexão entre os dois se torna visível. Bem, pelo menos no palco. Ethan não é uma pessoa muito fácil ou amigável e acaba despertando a ira de Cassie. É só quando os dois conseguem entrar para a faculdade e são escalados para interpretar Romeu e Julieta em uma peça que eles são forçados a admitir que o que sentem vai muito além de uma mera química no palco.

Os capítulos se revezam entre o começo do relacionamento dos dois e os momentos atuais, seis anos depois de entrarem na faculdade e se apaixonado, seis anos depois de Ethan ter destruído o coração de Cassie. A expectativa para descobrir o que ele fez exatamente vai crescendo a cada capítulo e você vai sofrendo junto aos personagens. Broadway. Não importava o fato de ter que dividir o palco com o cara que ela mais amou na vida e que infelizmente também era o cara que mais a tinha feito sofrer em toda a sua existência.

Bem, pelo menos ela tentou não dar muita importância a isso, mas a bagagem que Ethan traz com ele é impossível de se ignorar. Ele foi o primeiro e único amor de Cassie e deixou marcas bem difíceis de apagar. A relação dos dois nunca passou muito tempo em águas calmas, mas foi forte enquanto durou – e muito depois também. Quando os dois finalmente perceberam que a atração entre eles não poderia ser ignorada, tudo começou a desandar. Cassie esperava um relacionamento, companheirismo, um namoro de verdade. Ethan tinha problemas demais decorrentes do passado para dar a isso a ela. Isso o destruía. O medo de machucá-la e decepcioná-la o corroía.

– Então o que eu sou, hein? Me diz de uma vez! Abra essa boca e diga algo que me faça entender o que você sente! Acho que fui bem honesta com você sobre o que eu quero, mas tudo o que ganho em troca é o que você não quer.

-Quer saber o que eu quero? – ele diz, jogando a mochila no chão. – Ótimo. Quero isso.

Ele agarra meu rosto e me puxa para ele.  (Página 307)

Cassie não conseguia entender o que impedia que Ethan se entregasse, uma vez que a conexão entre os dois era mais que óbvia. Ela não desiste dele e, aos poucos, vai conseguindo adentrar algumas camadas da barreira que ele colocou em volta de si. O problema é que, apesar de conseguir passar por elas, Cassie não conseguiu derrubá-las. Os fantasmas do passado dele sempre voltavam.

– De repente, fazia sentido haver algo de errado comigo. Como se eu fosse um impostor na minha própria vida. E isso me deixou irritado pra caralho, porque eu imaginei “por que me importar?”. Sabe? Por que continuar fingindo? Nem sou filho ou irmão verdadeiro. Não sou nada real. Talvez por isso eu seja um bom ator. Todo personagem que interpreto é mais real do que eu. (Página 343)

Uma das coisas mais interessantes sobre a história é a maneira com que a autora consegue mesclar o que acontece com o casal e as histórias que eles estão interpretando em sala de aula. É como se em alguns momentos as máscaras não existissem e o palco fosse um momento de libertação, o local certo para expressar tudo o que precisavam.

Os fantasmas permanentes de Ethan o paralisaram e fizeram com que ele acabasse com toda e qualquer chance de continuar o namoro com Cassie. A distância emocional se torna distância física e Cassie não tem outra escolha a não ser seguir com a vida. Ou o que quer que isso significasse sem Ethan. É justamente quando ele volta, seis anos depois, que ela tem que aprender a lidar com os próprios fantasmas. Aqueles que Ethan acabou deixando com ela. Valeria a pena esquecê-los e dar uma nova chance ao amor da sua vida? Mesmo com aquele risco iminente de sempre de que ele poderia abandoná-la novamente?

Isso aí vocês só vão descobrir lendo “Meu Romeu”, mas enquanto não compram o livro, podem aproveitar essa playlist especial que montei com algumas músicas que me lembram da história de Cassie e Ethan. Me contem se vocês gostaram, tá?

meu romeu

Para “Meu Romeu”, de Leisa Rayven, dou 4 baldes de pipoca.

etiqueta_do_saco_da_pipoca_dos_desenhos_animados_autocolante-r9e10f8a2bfe640d4a382334587bd1253_v9waf_8byvr_512etiqueta_do_saco_da_pipoca_dos_desenhos_animados_autocolante-r9e10f8a2bfe640d4a382334587bd1253_v9waf_8byvr_512etiqueta_do_saco_da_pipoca_dos_desenhos_animados_autocolante-r9e10f8a2bfe640d4a382334587bd1253_v9waf_8byvr_512etiqueta_do_saco_da_pipoca_dos_desenhos_animados_autocolante-r9e10f8a2bfe640d4a382334587bd1253_v9waf_8byvr_512

Resenha: “Homens, Mulheres e Filhos”, da Paramount Pictures

Eu quase não tinha nada de bom para falar desse filme até fazer uma busca no Google e encontrar o pôster INCRÍVEL feito para divulgá-lo. Sério, que coisa mais linda é essa, gente? MV5BMTAwMzc2OTgwOTZeQTJeQWpwZ15BbWU4MDg2ODA4NjIx._V1_SX640_SY720_Já que comecei falando sobre o pôster, vou falar sobre as informações que ele contém. O diretor (Jason Reitman) é o mesmo de “Sem Escalas” (amo a Anna Kendrick e o George Clooney, mas até hoje não entendi a lógica daquele filme) e “Juno” (5 baldes de pipoca sem pensar duas vezes). A partir daí você já consegue sentir as minhas opiniões divergentes sobre esse filme, mas estamos só começando. Vamos à frase do pôster: “Descubra o quão pouco você sabe sobre as pessoas que você conhece”, o que realmente descreve o filme. Nele, somos apresentados basicamente a quatro histórias de adolescentes que frequentam a mesma escola e têm um problema em comum: a Internet.

MEN, WOMEN & CHILDREN

                                                       Hannah (Olivia Crocicchia) e Donna Clint (Judy Greer)

Enquanto Chris (Travis Tope) é viciado em pornografia – assim como o pai, Don (Adam Sandler) -, Hannah Clint (Olivia Crocicchia) sonha com o estrelato e a fama em Hollywood e não percebe (ou percebe? Isso não ficou muito claro para mim), que estava sendo usada pela mãe. que tirava fotos sensuais suas e as vendia online por encomenda. Enquanto a mãe de Hannah esconde os e-mails dos pedidos e a faz acreditar que aqueles que acessam o site são “seus fãs”, a mãe de Tim Mooney (Ansel Elgort) abandona a família e foge para a Califórnia com um outro homem.

Para mim, Tim é o personagem mais intrigante do filme (e não é pelo fato de ser interpretado pelo Ansel, juro!) por ter um problema existencial: ele não consegue se importar com nada ou ninguém somente por saber que todos são feitos de moléculas que passaram a existir na Terra depois do Big Bang e por acreditar que as pessoas não significam nada quando comparadas ao pequeno espaço que a Terra ocupa no Universo. Isso me lembrou um pouco do próprio Gus Waters (para quem não conhece, é o personagem de Elgort em “A Culpa é das Estrelas), só que de forma contrária: embora ambos soubessem que não significavam nada perto da imensidão do mundo, um queria ser lembrado de alguma forma e o outro preferiu simplesmente desistir.

Homens_Mulheres_e_Crianças_Meio1

                      Tim (Ansel Elgort) e Brandy (Kaitlyn Dever)

De volta ao tema “mães”, conhecemos Patricia (Jennifer Garner), uma mãe obcecada em proteger a filha Brandy (Kaitlyn Dever) dos “perigos da Internet”. Usei aspas e o modo itálico ao falar de perigos da Internet por esse ser o tema principal do filme. Agora que os personagens foram apresentados, vamos ao principal: qual é o objetivo deste filme? Para mim, Reitman quis passar uma visão unilateral e um tanto radical do que a Internet pode causar na vida de quem a navega. Não vemos sequer uma coisa boa que a Internet tenha feito pelas pessoas nesse filme. Dessa forma, a visão pessimista que o filme transmite me incomoda bastante, talvez ao ponto de me impedir de enxergar a profundidade dos personagens (e das atuações também).

Vamos começar pelo Adam Sandler. Na verdade, prefiro pular essa parte simplesmente por não entender a atuação do cara. Nunca. Vemos uma Jennifer Garner paranóica (e totalmente crível), uma Judy Greer (desculpe, não consegui parar de pensar em “De Repente 30” ao ver Garner e Greer no mesmo filme novamente) um tanto apática – assim como Dean Norris, o pai abandonado de Tim. O verdadeiro destaque fica por conta dos adolescentes, Elgort, Dever, Tope e Crocicchia. O tema da anorexia também é abordado pela (e usarei o adjetivo mais uma vez) apática Elena Kampouris, que interpreta Alison Doss, uma garota que encontrava online outras pessoas que tinham anorexia e a encorajavam a não comer.

Voltando ao quarteto, a história dos quatro é um tanto envolvente (é o máximo de atenção que esse filme pode conseguir) e você só vai continuar assistindo para descobrir o que enfim acontece com eles. Além do vício em pornografia, do uso da imagem de menores na Internet e da anorexia, o vício em videogames e a traição que surge em sites e passa para a vida real também são abordados. É um acúmulo de coisas ruins que a Internet pode trazer e essa quantidade de problemas impede que cada um desses temas seja tratado mais à fundo.

Para “Homens, Mulheres e Filhos” que está em cartaz no Brasil desde o dia 4 de Dezembro, dou 2 baldes de pipoca.

23784-pipoca_0123784-pipoca_01

Resenha: O Livro das Princesas – Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza

Imagem

Eu lembro do dia em que vi no Twitter da Paula Pimenta a notícia sobre O Livro das Princesas. Minha reação imediata foi pensar: ‘nossa, é realmente uma ótima ideia!’ e em seguida, lembrei da entrevista online que fiz com a Paula para o Caçadora de Livros (na época do lançamento de MVFS1), quando ela me disse que estava lendo Insaciável, da Meg Cabot, e que a autora era uma das suas favoritas. Imaginei como seria escrever “com” alguém que você admira tanto. Quando falei disso com a Paula ao vivo e a cores (ainda preciso acreditar que aquilo realmente aconteceu) ela me deu um sorriso e a confirmação de que a sensação era realmente incrível.

Além de Paula e Meg, a Galera Record convidou Patrícia Barboza (uma das pessoas mais simpáticas que já conheci na vida! Sabe quando você olha para a pessoa e pensa: ‘Meu Deus, queria ser amiga dela!’ ? Exatamente.) Ela já tem vários livros publicados e inclusive uma série, As Mais, cuja resenha você verá muito em breve aqui no Livro & Pipoca. Por fim, Lauren Kate (da série Fallen) completa o time.

Antes de começar a resenha, preciso contar um pouco sobre a minha experiência na sessão de autógrafos do livro aqui em Natal. Para isso, fiz um mini vídeo para vocês. Preciso contar do meu alívio por ninguém ter filmado minha reação quando vi Paula Pimenta e Patrícia Barboza pela primeira vez. Sério, eu nunca tinha sentido nada parecido! O sangue do meu corpo resolveu se concentrar em minhas mãos, que começaram a formigar, e lágrimas surgiram dos meus olhos sem qualquer tipo de esforço, apenas para coroar a emoção do momento. Não imaginei que sentiria algo assim. Foi incrível. Em um breve resumo, cheguei ao shopping por volta das 11 da manhã e já havia uma fila na frente da Saraiva. Confesso que não esperei que tanta gente fosse aparecer (se você mora em Natal, sabe que a maioria das pessoas não lê muito) e fiquei muito feliz por ter sido surpreendida. Conheci pessoas incríveis na fila, fiz várias amizades (olha aí, o poder da leitura unindo as pessoas!) que me ajudaram a passar as primeiras 6 horas na fila até a hora em que Paula e Patrícia chegaram e que ficaram comigo nas outras 6 horas esperando a sessão acabar para falarmos com as duas com mais calma. Infelizmente, quando faltavam 3 pessoas na fila do autógrafo, tive que ir embora! No entanto, as ótimas lembranças do dia continuarão no meu coração.

No vídeo, vocês poderão ver um breve momento em que elas autografam os livros e algumas fotos da fila! Mais de 300 senhas foram distribuidas, sucesso total. Esta sou eu com a Patrícia Barboza e a Paula Pimenta! Minha felicidade era perceptível, não é mesmo?

Imagem

Agora, vamos ao que interessa! Na primeira orelha do livro, você já encontra uma espécie de Carta de Recomendação de ninguém mais, ninguém menos que a Princesa Mia Thermopolis! De cara, você já entra no clima do livro. O primeiro conto é da Meg Cabot, que adaptou A Bela e a Fera para uma versão moderna, a qual deu o título de “A Modelo e o Monstro”.

A Belle da história é uma modelo muito famosa e é convidada para viajar num cruzeiro chiquérrimo com destino a São Paulo (créditos à Meg por citar o Brasil!). Ela não embarca sozinha, está acompanhada de seu pai, recém casado, da esposa dele, Vivian e da filha dela, Penny. Logo no início, Belle vê um homem com ar misterioso na sacada do quarto mais caro do navio e não consegue tirá-lo da cabeça. Muita coisa acontece antes deles finalmente se encontrarem e Belle descobrir porque ele não sai do quarto e tem tendência a ficar em locais escuros.

O amor de Belle pelos livros é algo que Meg dá grande destaque no conto, sem perder a essência original. O conto começa num ritmo incrível e vai se perdendo ao longo das páginas, mas não deixa de ser uma boa leitura – principalmente para quem está começando a se interessar pelo mundo dos livros agora.

Resenha: Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks

Para a “Modelo e o Monstro”.

O segundo conto é a “Princesa Pop”, adaptação da Cinderella, escrita pela Paula Pimenta. Todos os ingredientes necessários para uma ótima história aparecem nele: música, romance, adversidades e um casal muito fofo que te deixa torcendo para que fiquem juntos. A personagem principal é a Cintia, que está no último ano do colégio e tem na música uma válvula de escape para os problemas que ela não pode controlar. Os pais tiveram uma separação difícil que resultou na mudança de sua mãe para o Japão, um novo casamento para o seu pai e uma vida completamente diferente para ela, ao ter que morar com a tia.

O mundo de Cintia desabou e as cores foram embora de sua vida – inclusive nas roupas. Tudo isso começa a mudar quando ela é convidada para tocar na festa das enteadas do pai, que estavam fazendo 15 anos. O problema é que o pai de Cintia não sabia sobre seu trabalho: ela era DJ. Ele havia obrigado a garota a aparecer na festa ou ela não teria algo que queria muito. Como aparecer na festa e ser a DJ, sem que seu pai notasse? É aí que a história começa e você se apaixona. Não estou brincando quando digo que você se apaixona. Mesmo. Porque é lá que você conhece Fredy Prince, um cantor super famoso entre as adolescentes e que fora contratado para fazer um show na festa. Como Cintia se envolve com Fredy – quem ela detesta, só para constar – você só descobre lendo! Te garanto, você não vai conseguir esquecer Fredy tão fácil.

f46e3-5pipocas

 Para “Princesa Pop”.

O próximo conto é da Lauren Kate, que escolheu se basear em A Bela Adormecida e se chama “Eclipse do Unicórnio”. As 3 primeiras páginas do conto vão te instigar, você vai pensar ‘nossa, essa história vai ser ótima’ e, infelizmente, isso não é verdade. A impressão que dá é que não houve muito esforço na hora de escrever, o que é muito chato, considerando que existem contos muito bons no livro e que você pode perceber o quanto as autoras se empenharam neles. Você se depara com os nomes dos personagens principais: Thalia e Percy e não consegue pensar em outra coisa a não ser: RICK RIORDAN.

Enfim, a história fala da princesa Thalia, que foi amaldiçoada com o sono eterno. Percy é um garoto americano que acabou de terminar um relacionamento e está fazendo uma excursão com sua turma para a França. Lá, ele visita um castelo quando se dispersa do grupo e percebe a existência de um outro castelo, com aparência mágica, e resolve conhecê-lo. Como Percy consegue quebrar a magia que protegia o castelo da entrada de qualquer pessoa e encontra Thalia, você só descobrirá lendo.

01c36-3pipocasPara “Eclipse do Unicórnio”. 
O último conto do livro surge para te alegrar depois da decepção do anterior. É “Do Alto da Torre”, a versão de Rapunzel da Patrícia Barboza. O conto, assim como “Princesa Pop”, tem tudo para te fazer se apaixonar: uma grande influência da Katy Perry, covers do Youtube, um cara super fofo e muita confusão! A personagem principal se chama Camila, uma garota que lida com algo que muita gente pode se identificar (eu, inclusive): paga uma promessa feita por outras pessoas. Ela não poderia cortar seu cabelo até o dia do aniversário de 15 anos. Seria fácil se a promessa tivesse sido feita quando Camila tinha 14 anos, mas não – ela tinha apenas onze. ONZE!

Seu grande sonho é ser uma cantora de sucesso e ela conta com a ajuda de Pedro, seu colega de sala super fofo (que Camila é muito cega para enxergar) para manter um canal no Youtube, chamado Do Alto da Torre, onde postam vídeos dela cantando suas músicas favoritas. O canal é um sucesso, mas ninguém sabe que Camila é a cantora dos vídeos, pois, sua Madrinha (com quem ela mora) é muito rígida e jamais permitiria que ela fizesse aquilo. O que acontece quando Camila finalmente completa 15 anos, corta o cabelo e se inscreve num show de talentos da escola formam a receita perfeita para um conto que vai te conquistar!

f46e3-5pipocas

 Para “Do Alto da Torre”.

Preciso dizer que eu amaria se “Princesa Pop”, “Do Alto da Torre” e “A Modelo e o Monstro” fossem transformados em livros! Alô? Galera Record? Está me ouvindo?

Eu poderia dar vários baldes de pipoca para “O Livro das Princesas” pela capa, que é a coisa mais fofa desse mundo e pelas ilustrações que antecedem cada conto. Lindo!

p.s: eu poderia dar ainda mais baldes de pipoca pelas citações de Kate e William, One Direction e Katy Perry ao longo dos contos. Tenho certeza que você daria também!

Resenha: O Teorema Katherine / An Abundance of Katherines – John Green

Imagem

Embora eu seja uma grande fã do John Green, esta é a primeira resenha que faço dos livros dele. Por um simples motivo: se eu leio algo que me deixa reflexiva, que muda minha vida em vários aspectos e que não me deixa ler outra coisa por vários outros dias, não consigo resenhar. Nada que eu escrevesse faria jus a tudo que A Culpa é das Estrelas representa.

Isto quer dizer que a leitura de Katherines não me fez pensar, surtar e não conseguir ler outra coisa por muito tempo? Longe disso. A grande diferença é que eu me conectei com Colin Singleton (o personagem principal da história) de uma forma tão grande que em alguns momentos eu não sabia se era o personagem ou eu que estava “falando” tudo aquilo. Dessa forma, eu resolvi me desafiar e fazer esta resenha, porque será sobre um livro e um personagem incrível e também sobre mim, de algum jeito.

Colin Singleton é um garoto que se preocupa demais em ser importante. Quando criança, incentivado pelos pais, Colin desenvolveu um intelecto impressionante. Ele pode falar onze (!!!) línguas diferentes e tem uma habilidade surpreendente com anagramas. Ainda pequeno, participou de um reality show para prodígios e venceu, o que marcou sua vida para sempre.

“The other day, I told Hassan I wanted to matter – like, be remembered. And he said, ‘famous is the new popular’. Maybe he’s right, and maybe I just want to be famous. I was thinking about this tonight, actually, that maybe I want strangers to think I’m cool since people who actually know me don’t”. Página 66.

Um dia desses, eu disse a Hassan que queria ser importante – tipo, ser lembrado. E ele disse, ‘famoso é o novo popular’. Talvez ele esteja certo, e talvez eu só queria ser famoso. Eu estava pensando sobre isso hoje à noite, e na verdade, talvez eu queria que estranhos pensem que sou legal porque as pessoas que realmente me conhecem não pensam isso”.

Singleton não teve de lidar com inimigos externos durante a sua vida, somente com o pior de todos os adversários: ele mesmo. Como se superar? Como deixar de ser um prodígio e se tornar um gênio? Essa pergunta move a vida dele e interfere de forma direta nos seus DEZENOVE (!!!) relacionamentos com garotas que tinham algo em comum: todas eram Katherines.

“Dating, after all, only ends one way: poorly. If you think about it, and Colin often did, all romantic relationships end in either (1) breakup, (2) divorce, or (3) death.” Página 14.

“Namoros, afinal de contas, só terminam de um jeito: miseravelmente. Se você pensar sobre isso, e Colin sempre pensava, todos os relacionamentos amorosos terminam em (1) rompimento, (2) divórcio, ou (3) morte.”

É depois de ter levado um pé na bunda da Katherine XIX que Colin entra numa super crise existencial e sai numa viagem de carro sem destino conhecido com seu melhor amigo, Hassan. Você vai rir muito com os diálogos entre os dois! Eles têm um mundo próprio, com piadas internas (John vai fazer você se sentir dentro da amizade, não vai te deixar sobrando e vai te explicar todas elas) e muitas, muitas sacadas nerds (mais uma vez, John vai te deixar por dentro! Nunca apreciei tanto as notas nos finais das páginas!).

Nessa viagem, Colin decide criar um teorema que basicamente fará um raio-x dos relacionamentos, com uma resposta principal: o tempo de duração do namoro. Tendo como base suas Katherines, ele acredita que o teorema é tudo o que ele precisa para deixar de ser um prodígio fracassado e se tornar um gênio. Reconhecido. Famoso.

Não é somente Colin que tem problemas, Hassan também tem muitos. A questão é que ele não quer admitir. Vive em casa, sem estudar, sem trabalhar, sentado num sofá, comendo besteira e assistindo Judge Judy. Durante a viagem, viram que o corpo de Arquiduque Franz Ferdinand (sim, aquele cujo assassinato “desencadeou” a Primeira Guerra Mundial) estava enterrado a alguns quilômetros de onde estavam e resolveram fazer uma visita ao local. É nesse momento que eles chegam em Gutshot, uma cidade pequenininha do Tennessee (infelizmente, a cidade é completamente ficcional!) e conhecem Lindsey, a guia do túmulo do arquiduque. O que eles não esperavam era conseguir um emprego com a mãe de Lindsey e resolver ficar por ali.

Gutshot e Lindsey mudarão o modo como Colin e Hassan enxergavam a vida, mas como isso aconteceu você só saberá lendo o livro! A história é narrada em 3ª pessoa e John Green tem uma explicação para isso: o personagem é péssimo em narrar histórias, então não seria tão verdadeiro. Você vai querer ler o livro com um marcador de textos, um bloquinho, com post-it, qualquer coisa do tipo, porque não vai conseguir deixar de anotar as melhores frases da história. Uma das minhas notas favoritas é:
“The risk of being able to win over anyone, he found himself thinking, was that you might pick the wrong people”. Página 113.

“O risco de poder conquistar qualquer pessoa, ele pensou, é que você pode acabar escolhendo as pessoas erradas”.

Esta história vai te fazer pensar sobre o que realmente importa, e logo você vai querer que todas as pessoas que você conhece também leiam este livro (pensei que este efeito só era causado por A Culpa é das Estrelas, mas não!). Com tanto humor, drama e nerdices”, eu não poderia deixar de dar 5 baldes de pipoca para Teorema Katherine.

561a7-5pipocas

p.s: O que torna John Green diferente de todos os outros autores na face da terra?
1 – A maneira como ele fala de assuntos científicos que te faz entender claramente.
2 – As referências a outros livros!
3 – Você aprende palavras em outras línguas!
4 – Se você não se conecta nem um pouquinho com nenhum dos personagens dele, tem um sério problema!
5 – As reflexões implícitas nas histórias que fazem você repensar a sua vida

(Esta lista pode continuar, mas a resenha ficaria extensa demais! Quem sabe um post só para apreciação do John Green? Quem sabe?).

p.s 2: PODEMOS FALAR SOBRE AS CAPAS DESSE LIVRO? Nunca fiz isso aqui no blog, mas ao fazer uma breve pesquisa, me deparei com diferentes capas incríveis e achei que vocês deveriam ver também! A Penguin Books, editora do John, fez um concurso para escolher a capa de uma edição especial do livro!

Estas não são as capas participantes do concurso (a capa da versão brasileira foi a vencedora, por sinal!)

KATHCERTO

Estas participaram e você pode ver a maioria delas aqui: http://www.tumblr.com/tagged/an-abundance-of-covers

contest

Qual é a sua favorita?

p.s 3: Quem estiver aí pensando: “POXA VIDA, QUERIA FAZER UMA CAPA TAMBÉM!” um concurso está acontecendo para decidir a capa do Price of Dawn, o livro tão citado em A Culpa é das Estrelas! CORRE!

Minha Vida Fora de Série – 2ª Temporada

Imagem

Resenhar livros da Paula Pimenta é sempre um desafio para mim, pelo fato de querer fazer um texto enorme exaltando todas as qualidades dessa autora incrível. Sério. Na resenha de Minha Vida Fora de Série – 1ª Temporada, eu disse que a mineira tem um dom, e que pode muito bem ser mágica. Ela é. Me deitei para ler o primeiro capítulo e quando vi, já estava na página 40! Além de tudo, Paula consegue traduzir todos os nossos sentimentos em personagens que são tão humanos quanto nós.

Aliás, humana é algo que a personagem principal dessa saga, a Priscila, definitivamente é. Uma verdadeira ativista protetora dos animais, durante esse segundo livro, causa uma cena digna de série de TV para defender sua causa. É diversão garantida.
Com os personagens que já conhecemos (e amamos!), Priscila vai aprontar muito nessa segunda temporada. Conheceremos um lado dela que até agora não tinha se revelado – a Priscila líder, e isso vai desencadear uma sequência de acontecimentos que não vai te deixar largar o livro por nada nesse mundo!
Não seria um livro da Paula Pimenta se não tivesse muito, muito, muito romance! Se você já leu o primeiro livro da saga e Fazendo Meu Filme, conhece o Rodrigo, a alma gêmea, a outra metade da laranja, a tampa da panela da Priscila (ok, isso foi tosco.).

Confesso que para mim, Rodrigo não se compara a perfeição que é o Leonardo Santiago (FMF), mas é, sem dúvidas, um garoto incrível – que vai te deixar sonhando e rezando para que algumas cópias dele existam e estejam dando sopa por aí. É com ele que os fatos mais marcantes do livro acontecem, e se eu fosse você, pararia tudo que estivesse fazendo e correria para a livraria mais próxima para comprar esse livro!

Com seus formatos característicos, a linguagem do livro é o nosso dia a dia. E-mails, SMS e Skype, um fator que aproxima ainda mais o universo da história com o nosso. As citações de séries continuam lá, no início de cada capítulo, e te fazem querem ver todos os seriados! Paula Pimenta me fez ter um novo hábito – assistir minhas séries favoritas com um caderninho na mão, para anotar tudo que achei lindo e que pudesse de alguma forma me inspirar depois. Indico!

A Priscila faz uma viagem inesquecível com as melhores amigas para o lugar mais mágico do mundo – a Disney! Ao ler essa parte do livro, você vai sentir muita saudade se já teve a oportunidade de visitar aquela perfeição de lugar, ou vai sonhar mais ainda com o dia em que você estiver lá. É justamente no meio de tanta magia que Priscila vai conhecer o Patrick, o terceiro elemento do triângulo amoroso. Numa linguagem bem antiga, ele é TDB. Tudo de bom. Tudo de melhor que há nessa vida. É charmoso, engraçado, gentil, e lógico, vai mexer com o coração da Pri. Se isso vai repercutir no namoro dela com o “Rô”, isso você vai ter que ler para descobrir! Mas confesso que em muitos momentos fui #TEAMPATRICK!

O livro é cheio de frases lindas, românticas e de muito sentimento. No entanto, a minha frase favorita é uma que está já no prólogo do livro e não tem nada a ver com sentimento.

Clichê? Sim. Mas eu tenho essa teoria de que, se é clichê, não tem como ser ruim. Clichê nada mais é que uma coisa que já foi repetida várias e várias vezes. E por que alguém repetiria, voluntariamente, algo que não fosse bom?

Essa frase me marcou (e foi parar no meu caderninho de frases favoritas de livros) porque muita gente tem mania de encarar o clichê como algo ruim, e usa a palavra no sentido pejorativo. Eu sempre amei os clichês.

Essas são as séries que aparecem nesse livro:  (já estou assistindo a uma delas!)

mvfs222

**Party of Five e Joan of Arcadia você pode assistir aqui no Brasil, na Sony Spin.

Eu não poderia finalizar essa resenha de outra forma a não ser dar Cinco Pipocas para Minha Vida Fora de Série – 2ª Temporada.

561a7-5pipocas

P.S: Não é a toa que o próprio nome do livro forma um coração.
MVFS2

Resenha: Fazendo Meu Filme 4

Existem certas coisas na vida que queremos guardar para sempre. Seja nossa primeira Barbie, a primeira prova da escola, o 10 sofrido em Matemática, uma nota excelente de Redação daquela professora tão exigente, o papel do chocolate que o seu “amigo” te deu…

Fazendo Meu Filme é uma série sem restrições. Não importa se você é menino ou menina, adolescente ou adulta, porque uma coisa é certa: você vai se apaixonar e em determinado momento você vai se identificar com algum personagem. Cada um deles é construído criteriosamente por Paula Pimenta, fazendo com que todos sejam especiais de sua forma. A ciumenta e doce Gabi, a louca e engraçada Natália, a fofa Ana Elisa, a alucinada Tracy, a paranoica Cristiana, a adolescente em transição Juju – JU! – o atencioso Inácio, a viciada em séries Priscila e o fofo Rodrigo. 

A história não seria a mesma sem todos eles, porque Paula tem o dom de encaixá-los perfeitamente de modo que cada um, de alguma forma, participe e tenha um papel chave na história. Porque não falar do cuidadoso João Otávio, que como todo pai sempre tenta fazer o melhor pela filha – e deixou o enredo bem mais emocionante a partir de certa coisinha que ele fez. Enfim, cada peça desse quebra-cabeça fantástico que é Fazendo Meu Filme (todos eles!) é inesquecível.
Por falar em coisas inesquecíveis, como não falar das citações dos filmes e das músicas? Escolhidas com paixão, caíram como uma luva nos momentos mais emocionantes e intrigantes dos livros. A maravilhosa Linda, da banda No Voice, e até mesmo uma criada por um personagem em especial… Não há como não gostar. FMF mexe com os nossos sentimentos, com os nossos erros, medos e acertos. Lembra-nos o que realmente importa nesta vida, e o que não podemos deixar para trás.

FMF trouxe o meu olhar de volta para a literatura nacional, em sua maioria sempre tão séria, tão “cabeça” que esquece às vezes o quanto é bom sonhar, ter amigos, estar com a família e porque não, encontrar um amor. Não qualquer amor, mas “o” amor. Daqueles que fazem seu coração parecer uma bateria de escola de samba e suas pernas tremerem a ponto de você achar que pode cair a qualquer momento. Um amor que estrutura e ao mesmo tempo desestrutura, um amor que balança, envolve, toma conta do seu dia e da sua noite através dos sonhos. Um amor que nem o tempo, nem a distância pode apagar – mesmo que inúmeras barreiras, mal-entendidos e outras pessoas apareçam -.

Não faltam momentos e circunstâncias para que as lágrimas surjam. Decisões que podem mudar a vida, palavras ditas e jamais esquecidas, atos impulsivos, em suma, a realidade que nos cerca está presente nas páginas destes quatro livros fantásticos. Sim, Carla, mas onde está a resenha de Fazendo Meu Filme 4? Bem, vamos lá.

FMF4 é o desfecho da história de Fani, que como você já deve saber dos outros livros, percebeu que o melhor amigo, Leonardo Santiago, era apaixonado por ela quase no momento em que ia embarcar para um intercâmbio de um ano na Inglaterra. Este foi apenas um dos muitos obstáculos que o casal passou (Paula faz com que não só seus personagens sofram, mas nós leitores também! Malvada!) até o momento em que Christian, quem Fani namorou na Inglaterra, oferece a realização de todos os seus sonhos. Uma bolsa de estudos em Hollywood. Viciada em filmes, aspirante a cineasta, Fani agarrou a oportunidade e é aí que FMF4 começa.

Sua host sister Tracy resolve se mudar para a Califórnia também – por estar namorando um americano – e as duas começam a dividir um apartamento na terra do Cinema, Los Angeles. A cidade e seus cartões postais são palco dos dramas e conquistas de Fani, que agora, já cursando Cinema, consegue um novo amigo – o divertido Alejandro – que será companhia da garota (agora mulher!) em Hollywood, assim como Christian e Tracy.
Fani logo mostrará que não está ali de brincadeira, conseguindo estágios e até um emprego maravilhosos – além de alguns americanos e até um brasileiro que apareceram para “alegrar” a vida dela. Apesar de todos eles e o arrasa-corações Christian, Leo ainda tem um pedaço especial no coração da mineira.

“Não tenho tido tempo para muita coisa além de viver. Sim, é isso que eu tenho feito aqui: viver. Tenho vivido muito. Intensamente. Cada um dos meus dias. Mas ocasionalmente ainda lembro de você”.

Como Fani vai ter sua vida completamente mudada em um país diferente, com pessoas novas e a chance de se tornar uma grande cineasta, você só saberá lendo o livro. Uma coisa é certa: Fani não vai deixar de ser a Drama Queen chorona de sempre, que gostamos tanto!

“Senti uma lágrima correr pelo meu rosto, fechei os olhos e deixei que o sono me embalasse. […] Eu só esperava que, ao acordar, eu conseguisse fazer tudo voltar a ser como era antes”.

Dona Cristiana vai conseguir o que quer, fazer com que Fani fique com Christian? O que vai ser da amizade de Gabi, Natália e Fani? E o Leo? Cadê o Leo? PELO AMOR DE DEUS, CARLA, ME DIZ CADÊ O LEONARDO SANTIAGO!!!
Prepare-se para momentos que farão até o SEU coração parecer uma bateria de escola de samba. Esteja pronta para ter os SEUS sonhos invadidos por um apaixonante romance digno de Hollywood – mas que pode ter um final não tão feliz assim. Afinal de contas, 5 anos se passaram, muita coisa mudou, os mundos são completamente diferentes e muitos amores surgiram.

“Porque eu sei que, a cada trilha sonora que eu montar, vou me lembrar dele. E essa foi a forma que eu encontrei de ter essa pessoa que me ensinou coisas tão valiosas sempre junto de mim”.

Se o amor de Leo e Fani será capaz de suportar isso tudo, sendo um amor real… bem, isso você também vai ter que ler para saber. Quantas vezes não já nos pegamos lendo/assistindo casais incríveis, mas que a realidade chega e acaba com tudo? O amor dos dois será mais forte? Christian vai lutar por sua amada? Ele vai ter uma nova chance com Fani? Ela ficará balançada por tudo que ele proporcionou na vida dela?

O que eu posso garantir é que você não vai se decepcionar. O que acontece tem uma explicação, é bem real e ao mesmo tempo te faz sonhar. MESMO. Fazendo Meu Filme 1,2,3 e 4 é definitivamente algo que eu quero levar comigo para sempre. Algo que vai me ajudar quando eu estiver com meu coração partido, quando eu achar que meus sonhos não podem se realizar ou até mesmo quando eu pensar que tudo está perdido. Porque FMF tem o poder de te mostrar que as coisas podem sim dar certo, e que se não deu é porque algo melhor te espera lá na frente – mesmo que para isso existam 3 livros de distância!

Paula Pimenta se tornou uma inspiração para mim. Assim que fechei o livro, disse a mim mesma: eu quero fazer as pessoas se emocionarem assim. Eu quero ser mágica também! Sim, porque essa leitura é pura magia, e você não deveria deixar de se permitir ser contagiado.

Para Fazendo Meu Filme 4, dou 5 estrelinhas!
Ou melhor, 5 baldes GIGANTES de pipoca!

                                   
               
P.S: quero logo o filme de FMF!!!