5 livros que preciso ler em 2017

O ano está acabando e, com isso, chega a hora de fazer a listinha de livros desejados para o ano que vem. A lista já está ficando longa, mas separei os cinco livros que estou mais ansiosa para ler para compartilhar com vocês. A ordem dos títulos não significa que estou mais ansiosa para ler um título que o outro, ok?

sophie1- My Not So Perfect Life – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella é conhecida pela série da Becky Bloom, mas ela me conquistou mesmo foi com “À Procura de Audrey”. Dona de uma sensibilidade e de um senso de humor incríveis – característicos da sua escrita – Sophie consegue cativar o leitor e fazer com que a gente torça por cada uma de suas personagens. O novo livro, que ainda não tem data de lançamento no Brasil (mas será publicado em Fevereiro nos EUA) conta a história de Katie Brenner, uma mulher que está longe de viver a vida dos seus sonhos e que aproveita as redes sociais para tentar passar a imagem de uma vida que ela não tem. Quando Katie é demitida, ela resolve voltar pra casa e ajudar os pais em uma nova empreitada: um hotel na fazenda da família. A chegada de uma hóspede em especial – sua ex-chefe – coloca o mundo de Katie de cabeça para baixo e o impacto desse encontro a gente só vai descobrir lendo mesmo 🙂

2- Minha Vida Fora de Série (4ª Temporada) – Paula Pimenta

O quarto (e provavelmente último) livro da saga “Minha Vida Fora de Série”, da Paula Pimenta, deve chegar às livrarias em 2017. O terceiro livro nos deixou cheios de dúvidas em relação ao futuro da relação entre Priscila e Rodrigo. Será que eles vão ficar juntos? Será que é a Priscila a “garota misteriosa” de quem o Rodrigo fala no final de Fazendo Meu Filme 4? É aguardar pra ver.

3- Três Vezes Você – Federico Moccia

Três Vezes Você faz parte da série de livros que se inicia com o maravilhoso “Três Metros Acima do Céu”. A sequência, “Sou Louco por Você”, não agradou muito os fãs do primeiro livro, então espero que esse terceiro consiga se redimir. A história gira em torno do bad boy H e seu relacionamento super improvável com Babi, uma garota rica e “certinha”. Cheio de drama, ação e (muitas) lágrimas, o livro é de arrebatar o coração de qualquer fã de um bom romance. #TeamBabi

leisa4- Bad Romeo Christmas – Leisa Rayven

Eu não me canso de falar dos livros da Leisa Rayven aqui no Livro & Pipoca. Já fiz resenha (e uma playlist) de Meu Romeu, primeiro livro da série Starcrossed, já entrevistei a autora para o canal do Youtube e vivo surtando pelos novos livros lá no Twitter. A Globo Alt vai lançar no ano que vem “Bad Romeo Christmas”, um livro que reúne histórias natalinas dos três casais da série: Ethan e Cassie, Liam e Elissa e Josh e Angel. Mal posso esperar!

 

veronica5- Carve the Mark – Veronica Roth 

A autora da série Divergente, Veronica Roth, lançará seu primeiro livro depois do fim da saga de Tris e Four. Em “Crave a Marca”, que será publicado aqui no Brasil pela Rocco, Veronica aposta novamente na distopia, mas apresenta um universo completamente diferente da Chicago futurista de Divergente. A história se passará num mundo violento (nem tão distópico assim, né) onde cada pessoa tem um dom capaz de moldar o futuro. Os personagens principais, Cyra e Akos, são de nações diferentes e inimigas, mas têm algo em comum: possuem dons que os deixam vulneráveis a outras pessoas. Quando os dois se conhecem, precisam decidir entre formar uma união improvável ou destruir um ao outro. #JáQuero

É isso, galera! Quais são os seus livros mais desejados para o ano que vem?

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O que há de novo no mundo literário?

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Olá, bookaholics! Estou de volta para anunciar mais uma novidade no blog: “O que há de novo no mundo literário?”, uma espécie de jornal, com atualizações constantes sobre as novidades desse Universo. Não posso revelar tudo agora, mas talvez esse segmento evolua e não fique restrito às palavras e a esse site em si. Mistério, hein?

ImagemA primeira notícia de hoje tem a ver com uma das minhas autoras favoritas e várias das minhas coisas favoritas do mundo inteiro: Paula Pimenta + Princesas da Disney. Vocês já sabem que ela fez parte do “Livro das Princesas”, com a Patrícia Barboza, a Meg Cabot e a Lauren Kate, certo? O sucesso do livro foi tão grande que a Galera Record convidou a Paula para escrever uma coleção de livros com as histórias de outras princesas.

Segundo a própria Paula, ela teve bastante dificuldade em escolher só uma Princesa e o que é pior, ter de escrever de forma bastante limitada. A Cinderela de “Princesa Pop” ganhará uma versão estendida, mas não será a primeira a ganhar um livro. A escolhida de Paula foi a Bela Adormecida, sua primeira opção ao ser convidada para participar do livro de contos, mas que não foi possível por já ter sido escolhida pela Lauren Kate. A autora garantiu que essa nova coleção não afetará em nada o lançamento de “Minha Vida Fora de Série 3″ (no segundo semestre de 2014), pela Gutenberg.

ImagemAinda falando sobre princesas, os tão aguardados “Contos da Seleção”, da Kiera Cass, já estão em pré-venda e o livro estará disponível nas prateleiras no dia 17 de Fevereiro. Segundo a autora, o livro terá um conto com a visão de Aspen, chamado “O Guarda”, uma versão estendida do conto já disponível na Internet (e de graça!), “O Príncipe”, a lista completa das garotas da Seleção, perguntas e respostas com a própria Kiera, playlists de “A Seleção” e “A Elite” e onde cada uma das músicas se encaixa, as árvores genealógicas de Aspen, Maxon e America e três capítulos de “A Escolha”! Gente, não dá para deixar de ler.

ImagemA Editora Arqueiro acaba de lançar mais um livro do Nicholas Sparks: “Uma Carta de Amor”, que conta a história de Theresa Osborne, uma mulher que não acredita no amor e acaba encontrando uma mensagem tocante numa garrafa. Ela acaba encontrando o autor da mensagem e descobrirá, junto a ele, que ambos estão prontos para amar.

A Rocco lançará no dia 10 de Março o último livro da trilogia “Divergente” de Veronica Roth. Com o título “Convergente”, o livro traz o desfecho da história das facções e de seus membros Tris, Tobias, Caleb, Christina, Uriah e Zeke.

Por hoje é só, bookaholics! Espero que tenham gostado da novidade no blog. Até a próxima!

Para assistir com pipoca: Jogos Vorazes – Em Chamas

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ALERTA: MUITOS INDÍCIOS DE FANGIRLING NESTA RESENHA.

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Peço desculpas se em algum momento nesta resenha eu perder totalmente o foco e começar a surtar. Você me entenderá se tiver assistido ao filme ou quando assistir, porque DEFINITIVAMENTE você não vai poder perder a chance de ver essa obra de arte.

Vim fazendo contagem regressiva para o dia de hoje desde que a data foi anunciada (e Deus abençoe a Paris Filmes por ter diminuido uma semana da minha espera) e obviamente, minhas expectativas eram altas. Posso dizer com firmeza que não estou desapontada, pelo contrário, minhas expectativas foram superadas!

Com um orçamento de aproximadamente 160 milhões de dólares, o dobro do primeiro filme, Em Chamas teve todo o suporte para ser um filme incrível, cheio de efeitos mais que especiais. O diretor, Francis Lawrence, com certeza soube aproveitar bem cada centavo. Meus olhos pareciam não acreditar na perfeição daquilo tudo. Nada que eu venha a escrever aqui fará jus a esse filme. Nada.

A história tem início com a preparação de Katniss e Peeta para a Turnê dos Vitoriosos, um tempinho depois da épica vitória de ambos no 74ª Jogos Vorazes. O normal seria que eles passassem por cada distrito, fizessem discursos, fossem às festas e ao final de tudo voltassem para casa, sãos e salvos. Eles não contavam com o fato de pessoas de vários distritos terem se inspirado no ato de bravura de Katniss e o encarado como um desafio à Capital (não uma prova de amor como tentaram fazê-los acreditar). Essas pessoas começaram a se rebelar contra o governo de Panem, o que aumentou ainda mais a raiva que o Presidente Snow já sentia de Everdeen. Dessa forma, ele a visita e a obriga a convencê-lo de seu amor por Peeta, acreditando que essa seria a única forma de fazer o resto de Panem acreditar também e, assim, controlar os levantes. É nesse momento que Katniss percebe que jamais poderá ser livre, e onde a frase de Haymitch sobre não existirem campeões dos jogos, e sim sobreviventes, se encaixa perfeitamente.

Fingir afeto por Peeta não seria um problema tão grande se ele não fosse perdidamente apaixonado por ela e uma terceira pessoa não fizesse parte dessa confusão toda. Gale. O melhor amigo de Katniss, que assistiu aos Jogos de casa e teve de suportar todo o romance da sua amada com outro homem. Gale vai surgir nesse filme de uma forma muito diferente do primeiro, mais firme, mais maduro, com mais certeza do que quer, e cuja personalidade revolucionária já começa a se cristalizar.

CAT2A Turnê dos Vitoriosos não é bem sucedida e o Presidente Snow, com a ajuda do novo Idealizador dos Jogos, Plutarch Heavensbee, resolve reunir tributos vitoriosos de todos os distritos na 75ª edição dos Jogos Vorazes, mais conhecida como o Massacre Quaternário. Ora, seus problemas estariam resolvidos, tendo em vista que Katniss era a única vencedora mulher do Distrito 12 e, portanto, não podia escapar da arena. cfgif

cat1Com a nova edição dos Jogos, surgem novos personagens, como Finnick Odair – interpretado pelo incrível Sam Claflin – e Johanna Mason – vivida pela surpreendente Jena Malone, que vão conquistar o público. O Presidente Snow só não contava com o que os “novos” tributos fariam na Arena, e isso eu não vou falar! Você tem que assistir para saber! Pelo menos não falarei nessa parte do post. Se você não tiver assistido ainda, não leia NADA a partir da palavra SPOILERS.

Para você que não viu o filme ainda, prepare-se para se encantar por Finnick Odair e pelo show de interpretação que Sam Claflin deu ao encarnar esse personagem. A minha grande surpresa foi a Johanna de Jena Malone (a única atriz do cast que não me convencia de jeito nenhum), que parecia ter sido tirada diretamente da minha mente enquanto lia as cenas daquela personagem. Os antigos personagens, Katniss, Peeta, Haymitch, Effie, Prim e companhia, surgiram de formas completamente diferentes do primeiro filme.

Jennifer Lawrence, indiscutivelmente, poderia receber sua segunda indicação ao Oscar pela atuação de Em Chamas. Você simplesmente não consegue acreditar que é uma atriz interpretando a personagem, de tão perfeita que a construção de Katniss é. Josh Hutcherson surge bem mais maduro, com um Peeta machucado, de coração partido, que convence de verdade. CAT5

Woody Harrelson e seu Haymitch, sempre com aquele humor negro contagiante, te arrancará boas risadas. Effie Trinket deixará seu lado materno aflorar e sentirá bastante a volta de seus pupilos à Arena. Elizabeth Banks, mais uma vez, arrasou no papel. Outro que deu um show no filme foi Stanley Tucci e seu Caesar Flickermann. Se ele já tinha arrasado no primeiro filme, nesse ele conseguiu se superar! As expressões e risadas daquele homem eram muito boas mesmo.

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Senti falta de mais cenas entre Prim e Katniss, de momentos de cumplicidade entre as duas – afinal, tudo isso começou por causa dela., mas nada que fizesse o filme perder o sentido.

Em Chamas tem uma qualidade infinitamente superior ao de seu antecessor e não te deixa nem sequer piscar os olhos. A maneira com que Francis Lawrence abordou a história, sendo tão fiel ao livro (nunca vi uma adaptação ser tão fiel, na verdade) e sendo capaz de incluir algumas surpresas ao longo do filme e no final, é impressionante. Sabe quando você termina de ler algo incrível e tem uma vontade imediata de mandar um e-mail/carta/sinal de fogo para o autor no intuito de agradecê-lo pelo que escreveu? Tive essa mesma vontade em relação a Francis Lawrence. Se alguém tiver o e-mail/endereço/telefone dele, me avise aqui nos comentários (risos).

A trilha sonora do filme também é maravilhosa, com músicas do The Lumineers, Coldplay, Christina Aguilera, Sia, Lorde e tantos outros. Vale a pena ser ouvida e você pode fazer isso (se tiver o iTunes) clicando neste link.

Para Jogos Vorazes – Em Chamas, dou todas as pipocas do mundo! 5 baldes não são suficientes.

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Se você não viu o filme ainda, não continue a ler esta resenha. ALERTA DE SPOILERS! Depois não diga que eu não avisei.

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MELHOR FILME DA MINHA VIDA! MEU DEUS DO CÉU, O QUE FOI ISSO? EU NÃO CONSEGUIA NEM RESPIRAR DIREITO! AQUELE BEIJO EXTRA ENTRE GALE E KATNISS???? OBRIGADA SENHOR PELA EXISTÊNCIA DE FRANCIS LAWRENCE! OBRIGADA, MIL VEZES OBRIGADA!

Não me entenda mal. Amo Katniss e Peeta, surto em todas as cenas deles juntos, mas não consigo deixar de shippar Gale e Katniss também! E aquele beijo extra me desestabilizou legal. Enfim, depois de deixar clara a minha felicidade em relação a essa surpresa, vou começar a falar dos outros momentos que me deixaram tão louca que não conseguia ficar sentada direito na poltrona, nem parar de bater palmas, ou gritar, ou chorar, ou ter sérios ataques de fangirl. Vou começar a listar os momentos em que mais surtei e já peço desculpas se não fizer muito sentido.

O que foi Johanna Mason se revoltando contra a capital e mandando todos se f****? GENTE! Todas as cenas em que ela aparecia eram totalmente enérgicas e eu não conseguia parar de rir! Aquela cena do elevador vai direto para a minha lista de melhores cenas da vida! A cara de safado de Josh Hutcherson e a de ciumenta de Jennifer Lawrence estavam impagáveis. IMPAGÁVEIS!

Confesso que não senti falta alguma da Madge no filme, e o fato de a Katniss ter visto as imagens dos levantes no trem e não na casa da amiga, não fez diferença alguma para mim. Esse foi um dos únicos momentos em que o roteiro não seguiu à risca o que estava nas páginas do livro, além de terem feito Katniss contar a Haymitch e Peeta juntos sobre a visita de Snow, sem enganar o boy with the bread como fez no livro.

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Os dois momentos em que mais chorei foram a morte do Cinna (palmas para Jennifer Lawrence naquela cena e em todas as outras, na verdade), igualzinha a versão de Suzanne Collins, e a despedida de Effie, Peeta e Katniss antes dos jogos. Não aguentei Effie Trinket se desmanchando em lágrimas, não mesmo!

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A parte em que todos os tributos dão as mãos, e depois só aparecem as sombras de todos eles me deixou sem fôlego. A respiração boca à boca de Finnick em Peeta – achei ofensiva aquela quantidade de tentativas, quando podia muito bem ser eu no lugar de qualquer um dos dois, né? – e o desespero de Katniss também foram marcantes.

A fofura de Mags, o desespero de Finnick ao ouvir a voz de Annie, Wiress tão surtada quanto eu imaginei, me fizeram gostar ainda mais do filme. E a perfeição com que criaram todos aqueles efeitos e bestantes? Sem palavras.

O momento em que Katniss enforca Seneca Crane e faz uma reverência aos Idealizadores dos Jogos = INESQUECÍVEL.

TODAS as cenas de Peeta e Katniss demonstravam a química maravilhosa entre Jennifer e Josh e eram tão convincentes, tão convincentes que todo o desespero que senti pelos personagens no livro voltou à tona. A cena em que ele entrega o medalhão e Katniss finalmente deixa transparecer que precisa dele, UAU, apenas UAU.

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Aquela cena em que Katniss está sendo retirada da Arena foi uma das minhas favoritas, com as expressões de Jennifer focalizadas assim como na última cena, em que as lágrimas secavam e Katniss mudava seu semblante de derrota para um de determinação, aceitando ser o tordo e preparada para se vingar da Capital. Que grande sacada do diretor, genial, genial, genial, não me canso de dizer isso.

O filme inteiro foi tão surtante que eu preciso voltar ao cinema pelo menos mais 2 vezes para poder olhar cada cena com mais cuidado. E SURTAR AINDA MAIS, CLARO!

Resenha: Divergente – Veronica Roth

divergentecapa Eu não sei por que demorei tanto para ler Divergente. Talvez por medo de me decepcionar e não ser tudo aquilo que todo mundo fala ou por um medo maior ainda: o de ficar viciada. Bem, o que aconteceu foi: o livro é muito mais do que falam e sim, eu fiquei viciada. Não tem como não ser totalmente envolvida pela história e sentir a energia de todas as reviravoltas. Minha experiência com Divergente não foi somente mental, ela também foi física. Por diversas vezes eu me senti tão nervosa, ansiosa e amedrontada quanto os personagens e não foram poucas as vezes em que olhei para a tela do Kindle e tentei conversar com a Veronica Roth (para agradecê-la ou xingá-la).

Não tem como não se sentir parte daquele mundo distópico. Nele, todas as pessoas foram divididas em facções de acordo com sua vontade ou habilidade. Elas são: Amizade – as mais felizes, que passam o tempo colhendo maçãs e cantando; Erudição – a facção dos intelectuais; Abnegação: onde todos os altruístas pertenciam e, por isso, eram escolhidos para governar a cidade; Franqueza: todos aqueles que não conseguiam mentir deveriam fazer parte; e, por fim, a Audácia: a facção dos corajosos, dos que controlam o medo e protegem a cidade de todos os perigos.

A história gira em torno de Beatrice Prior, que faz parte da Abnegação porque é à ela que seus pais pertencem. Logo no início, o leitor sente como é fazer parte desta facção: deve-se abdicar de qualquer forma de egoísmo e individualidade e viver ajudando aos outros. Não podem olhar-se em um espelho por muito tempo ou comemorar aniversários, pois ambos seriam atos de autocomplacência. Beatrice e seu irmão, Caleb, finalmente atingem a idade em que podem prestar os Testes de Aptidão, que os ajudarão a escolher qual facção querem realmente pertencer: ficar na Abnegação, onde uma vida própria não era possível e todos tinham de andar nas ruas com suas roupas acinzentadas e cortes de cabelo parecidos para que não atraíssem atenção para si mesmos ou aventurar-se numa nova facção – e, com isso, trair sua família.

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Tudo parece estar correndo bem até o dia em que Beatrice faz seu Teste de Aptidão e descobre que não se encaixa em nenhuma das facções: ela não é altruísta o suficiente para a Abnegação, bondosa o bastante para a Amizade, inteligente para a Erudição, totalmente honesta para Franqueza ou extremamente corajosa para a Audácia. Beatrice Prior é uma Divergente. Mas o que isso significa? Até então, ela nunca tinha ouvido falar sobre Divergentes. E continuou sem saber muito. Tudo o que ela sabia é que deveria ficar calada, não dizer para ninguém o resultado e assim, jamais revelar o que de fato era.

Ao decidir a que facção gostaria de pertencer na Cerimônia de Escolha, ela não fazia ideia do quanto isso mudaria sua vida e a faria conhecer lados de si mesma que nunca pensou que existissem. Ela também não esperava que fosse necessária uma seleção dentre aqueles que decidiram fazer parte daquela facção e que nem todos teriam a oportunidade. Os que ficassem de fora se tornariam sem-facções e viveriam nas ruas, dependendo da solidariedade da Abnegação.

Ser escolhida para a tal facção não será fácil. Beatrice terá de lidar com dilemas em relação à amizade e aprender a combater seu pior inimigo: si mesma. O medo é algo que tem bastante destaque na história e dá ritmo a ela. Você torce para que os medos sejam vencidos e começa a pensar nos seus próprios e em como seria se tivesse que lidar com eles daquela forma.

–          “Meu instinto imediato é de pressionar você até que você ceda, só para ver o quanto terei de empurrar”.

–          “Por que… – Engulo em seco. – Por que este é o seu instinto imediato?

–          Porque o medo não faz com que você se apague; ele faz com que você acenda.”

divergenteÉ justamente para treiná-la para superar os medos e os inimigos que surge Quatro, o instrutor dos iniciandos. Misterioso, firme e um tanto assustador, ele vai te deixar curiosa para saber o que há por trás de toda aquela seriedade e bravura e o que o levou até ali. Intrigante seria uma boa forma de defini-lo. Confesso que nunca li algo em que a eletricidade entre dois personagens fosse tão palpável. O que conecta Quatro e Beatrice é tão forte que você se sente como um deles enquanto lê.

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Veronica Roth tem o poder de não deixar a história ficar monótona em momento algum. Quando você finalmente lembra de respirar – e de limpar suas mãos suadas na calça tanto quanto Beatrice faz – surge outra coisa na história que leva sua sanidade embora. É dramático, irônico e por muitas vezes engraçado. Há um tom de crítica presente na história – o que geralmente aparece em distopias – e ela se refere não só ao caráter das pessoas e a forma como elas se definem (como se só pudessem ter uma postura: ser franco, audacioso, bondoso, solidário ou esperto), mas também ao Governo em geral. A corrupção desencadeia os principais acontecimentos do livro e testa até que ponto as pessoas podem ser submissas e manipuladas.

Divergente tem um plano de fundo sério, que merece ser discutido, e personagens que cativam – mesmo que das formas mais estranhas possíveis. Para ele, dou 5 baldes de pipoca sem pensar duas vezes!561a7-5pipocas

A adaptação do livro estreia nos cinemas em Março do ano que vem e já tem um teaser de mais de um minuto que definitivamente merece ser visto! Shailene Woodley (repararam o quanto esta mulher está sendo citada no blog? Não tenho culpa se ela se envolve em todos os projetos que me animo para ver!) é Beatrice, Theo James (se você assiste Downton Abbey vai reconhecê-lo, mesmo que só tenha aparecido em um episódio) é Quatro, Kate Winslet (eu preciso mesmo dizer quem é Kate Winslet?) é Jeanine, a líder da Erudição, Miles Teller (lindo!!!) é Peter, um dos iniciandos na facção e Ansel Elgort (Augustus-Freaking-Waters) é Caleb, irmão de Beatrice. Como lidar com um filme em que Hazel e Gus são irmãos? Não sei!

E você, já leu Divergente? Está ansioso (a) para o filme? Comente aqui embaixo e surte comigo!

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Especial: Dia dos Melhores Amigos nos Livros!

20 de Julho – dia do amigo! O Livro & Pipoca não poderia deixar de lembrar esta data, homenageando não só todos os amigos reais, aqueles que puxam nossa orelha quando necessário, colocam a gente pra cima e estão sempre ali para o que der e vier – mas os amigos nos nossos livros também! E olha que essas amizades da lista a seguir sobreviveram desde os deuses do Olimpo até os Jogos Vorazes!
Annabeth, Grover e Percy – Esse trio do acampamento meio-sangueprova que por mais que as diferenças sejam incontáveis, uma amizade pode dar certo quando existe confiança. Aliás, confiar no outro é algo que eles fizeram muito! Derrotar deuses gregos, encontrar a saída de um misterioso labirinto, destruir os seres mais temidos de toda a História não é coisa para qualquer amizade, não é mesmo? Tem que ser forte! Além disso, tem um certo casal que não se contentou em ser chamado só de amigo
Cinna e Katniss – A amizade mais improvável foi capaz de salvar vidas. O estilista da Capital e o tributo do Distrito 12, juntos, estabeleceram uma relação incrível, daquelas que permitem que conheça um ao outro apenas por um olhar, daquelas que venceram até a distância e puderam ajudar o outro a vencer. Cinna não desenhou somente o Tordo, mas uma bela amizade com Katniss no meio de tanto sofrimento.

Harry, Ron e Hermione– Amizade que nem se fala! Tem tudo que uma boa amizade tem: brigas, conselhos, lágrimas, uma pitadinha de ciúmes de vez em quando, muita “tiração de onda” e mais que tudo isso, esses três são verdadeiros salva-vidas um do outro! Os bruxinhos amadureceram e passaram por todos os momentos mais emocionantes e tristes juntos, mas foram mais fortes e continuaram a ser amigos mesmo depois de muito tempo – virando até uma família! Hermione casando com Rony, que virou cunhado de Harry! Amizade é mesmo uma família que a gente escolhe!

Natália, Gabi, Ana Elisa e Fani – As personagens de Fazendo Meu Filme são amigas como as nossas amigas, completamente reais, engraçadas, chatas, choronas, conselheiras e irmãs. São ciumentas como a Gabi, histéricas como a Natália, carinhosas como a Ana Elisa e metidas em todo tipo de confusão como a Fani.

Bella e Jacob – Essa amizade é capaz de sobreviver ao sobrenatural, de permanecer viva mesmo quando tudo está contra os dois – seja um casamento com o pior rival de Jacob ou tentativas absurdas de se jogar em águas perigosas – e continuar existindo mesmo depois de uma tentativa de virar algo mais que apenas “amigos”. Jacob se torna um protetor, um maravilhoso “aquecedor” e lindo professor de direção de motocicletas… Além de um salva-vidas incrível.

É isso, bookaholics! Quais amizades literárias você mais admira? Quais desses personagens te fazem lembrar dos seus próprios amigos?

Feliz dia do Amigo!!!